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Estimule a inteligência do seu bebê

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Introdução

Pesquisas dos últimos anos vêm revelando que os bebês, esses pequenos seres que julgamos tão ingênuos e incapazes, são praticamente máquinas de aprendizado. A mente deles é extremamente sofisticada e a absorção de conhecimento começa nos primeiros dias após o nascimento. Antes disso, durante a gestação, seus órgãos estão sendo formados para que estejam aptos a aprender, aprender e aprender, numa velocidade incrível. E os pais têm papel fundamental na qualidade e na aceleração dos conteúdos que seus filhotes estão absorvendo. Veja a seguir o que fazer para ajudar seu filho a desenvolver da melhor forma a inteligência.

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Janelas abertas

As maiores transformações no cérebro de um ser humano acontecem nos primeiros seis anos e são determinantes por toda a vida. Nessa época inicial, os cientistas dizem que são abertas "janelas de oportunidades", como é chamado esse período especial para o aprendizado de muitas habilidades. Oferecer o máximo de estímulos é essencial para que a criança aprenda mais sobre o mundo. Entretanto, um engano muito comum entre os pais é achar que aprender coisas novas, como letras, cores ou números muito cedo é melhor. Não, não! Tudo tem o seu tempo certo e sobrecarregar a criança com elementos que ela ainda não é capaz de absorver, só a fará mal. Como na natureza, o pequeno morador deste mundo tem suas fases e o tempo certo para florescer.

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Viver é o melhor aprendizado

Estimular a inteligência infantil não significa martelar matemática na cabecinha da criança. Do nascimento até os sete anos, o pensamento não é concreto, então de nada adianta querer que seja lógico. Mostrar vários cubos, por exemplo, dará a noção de quantidade. Aprender se faz brincando. Nessa fase, viver é, sem dúvida, o melhor aprendizado. Portanto, o que os pais podem fazer de mais efetivo é mostrar o mundo a seus filhos e deixarem-nos serem crianças, explorando, brincando, experimentando, correndo, pulando, gritando, se sujando e até sofrendo pequenos machucados. É assim que as sinapses (as ligações entre os neurônios no cérebro) vão sendo feitas na cabecinha em formação. Vale lembrar que o sistema nervoso ainda está em processo de acabamento, por isso deixar a criança livre, simplesmente vivendo, é o melhor para sua inteligência.

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Conviver para aprender

É comprovado: os pequenos aprendem melhor quando estão em contato com outras pessoas. Estudos clássicos mostraram há anos que ratos que convivem em grupo se desenvolvem melhor se comparados àqueles que vivem isolados. Crianças funcionam da mesma forma. O contato interpessoal, seja com adultos ou outras crianças, faz com que elas se socializem e aprendam a se comportar no mundo, por meio da repetição e da imitação. Por isso, estar presente o máximo de tempo com seu filho e dividir com ele algumas atividades é fundamental para que ele aprenda mais. Deixá-lo interagir com crianças da mesma idade também acelera o processo de vários sentidos, como a fala e a locomoção.

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Gestação: a formação de um indivíduo

Há uma nova pessoa sendo formada dentro de você e ela tem olhos e ouvidos em desenvolvimento. Embora você nunca tenha visto a sua carinha, ela existe e você pode - e deve - conversar com ela, já que a partir do quinto mês o bebê já tem a capacidade de escutar ruídos de fora da barriga da mãe. Envolver o bebê em carinho, falando com ele, direcionando atenção, acariciando a barriga e mostrando a ele que é um ser amado, desejado e esperado, formará as conexões de vínculo entre a criança e os pais. Isso garantirá noção de segurança ao ser em formação e, como consequência, um melhor desenvolvimento dos órgãos, membros e sistema nervoso. Por isso, não se sinta ridícula falando com a barriga. É seu filho que te ouve ali dentro!

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Parto: a transição entre dois mundos

O parto é determinante para o futuro de um ser humano. É no nascimento que muitas conexões cerebrais são feitas, classificando o comportamento emocional, físico e intelectual da criança. O mais indicado é que o parto seja no momento em que o bebê estiver pronto para isso e quando ele der o sinal, evitando o agendamento de um nascimento precoce. Se não for a hora, muito provavelmente alguns órgãos e sentidos não estarão completamente formados e isso pode ocasionar problemas ou um imperfeito funcionamento de tudo. Outro ponto importante é atentar para o mínimo de intervenções. O ideal é o parto natural, em que mãe e bebê se esforçam fisicamente para que ele venha ao mundo. Se não for possível, que a cesareana tenha o mínimo de intervenções médicas desnecessárias e que haja o que é chamado de humanização no parto, como o pai ou um parente dando apoio à mãe e que ela pegue seu bebê nos braços assim que ele nascer, para que se sinta protegido e amado.

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0 a 3 meses

Costuma-se falar que o primeiro trimestre do bebê fora da barriga da mãe é como o quarto trimestre de gestação, já que ele ainda está aprendendo a se relacionar com o mundo extra-uterino e, por isso, tem uma grande necessidade de se sentir confortável e acalentado. O melhor a fazer por seu filho neste período é estar muito próxima a ele: amamentar em livre demanda, dar colo sempre que puder, mantê-lo perto de seu corpo, usando um carregador de bebê, como um sling, por exemplo, conversar com ele para que se sinta seguro, já que sua voz é a que ele mais conhece, e deixá-lo bem pertinho de seu rosto, pois durante essa fase ele ainda não consegue enxergar nada com foco a mais de 30 centímetros de distância. Oferecer esse conforto à criança dará a ela, no futuro, condições de desenvolver sua capacidade afetiva de forma saudável e plena.

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3 a 6 meses

Pouco a pouco o bebê começa a entender que ele e a mãe são pessoas diferentes. Até por volta dos 3 meses, ele acha que é uma extensão do corpo dela, por isso se sente tão aflito quando distante. Nessa fase, ele já começa a perceber o espaço ao seu redor, por isso brincadeiras como "esconde-achou" são muito saudáveis. Esse tipo de atividade, além de fortalecer a musculatura dos olhos do bebê, que segue os objetos, faz com que as conexões cerebrais sejam mais rapidamente ligadas, ajudando inclusive no aspecto emocional: a criança fica triste por que o brinquedo sumiu, mas na sequência fica feliz por que ele apareceu. Simples atos nessa fase ajudam sobremaneira tanto no aspecto físico quanto emocional de seu filho.

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6 a 9 meses

A partir do sexto mês o bebê mostra firmeza para sentar e os pais já podem estimulá-lo a engatinhar, sempre respeitando a sua velocidade, claro, já que cada criança tem seu tempo de maturação cerebral e física. Deixá-lo de bruços no chão, sobre um tapete macio ou um edredon, fará com que ele comece a se arrastar e, depois, a engantinhar. Ter espaço e liberdade para se movimentar é muito importante nessa época, pois é aí que ele experimenta os movimentos de seu corpo e o percebe. Se ficar preso no carrinho, no quadrado, no andador ou no cadeirão, ele não descobrirá novos músculos e possibilidades de locomoção. Essa também é a fase tátil da criança. Dê a ela objetos de diferentes texturas e densidades, como um chocalho liso, um mordedor macio, uma bolinha áspera. Isso estimulará a parte do sentido do tato no cérebro da criança e a preparará para a próxima fase, em que começará a se preparar para aprender a andar.

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9 a 12 meses

Essa é a fase-chave da linguagem. Seu pimpolho começa a usar a linguagem para dar nome a objetos e àquilo que deseja. E o faz usando as mãos também: mostra um brinquedo, segurando-o, por exemplo, e fala ou balbucia seu nome. É a coordenação motora fina sendo desenvolvida. Para ajudá-lo, pais e mães podem, nessa fase, dizer várias vezes o nome das coisas, pronunciar palavras diferentes mostrando os objetos, também começar a demonstrar quantidades, exemplificando com um copo cheio e outro vazio. Quanto mais vocabulário a criança tiver contato, mais ela ampliará seu universo linguístico. Cantigas, conversas, histórias e músicas são muito válidas neste momento. Use e abuse da comunicação com seu bebê! Aos poucos, ele vai se tornando um pequeno papagaio, repetindo tudo o que você fala.

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12 a 15 meses

Toda mãe sonha em ver o filhote andando na festinha de aniversário de 1 ano. Normalmente, é por volta dessa idade que ele consegue se locomover em pé e sozinho. Mas, isso pode variar: tem crianças que com 9 meses já andam e outras que começam a fazer isso por volta de 1 ano e 3 meses. Tudo certo, todas estão dentro do desenvolvimento normal. Para estimular a locomoção, os pais devem deixar a criança livre para experimentar. Com segurança, é claro, solte seu filho em um espaço onde ele possa andar, cair, levantar, rolar. E não interfira a cada pequeno tropeço. Fique apenas observando, de longe, e deixe que ele reconheça seus movimentos no espaço, potencializando assim suas conexões cerebrais. E se cair e machucar, console-o, dando um abraço e um beijo e dizendo o tão acolhedor "mamãe está aqui, está tudo bem", que fará com que ele se sinta encorajado a continuar suas descobertas, apesar das dores ocasionais. Aliás, como tudo na vida, não é?

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15 a 18 meses

A explosão da linguagem! É nessa fase que os bebês começam a pronunciar com mais clareza as primeiras palavras. Nesse momentos, os pais devem estimulá-lo a usar a linguagem oral, repetindo palavras e associando-as a objetos. Por exemplo: mostre o copo e repita "copo". Naturalmente, ele vai repetir, pois nessa fase muito é aprendido pela repetição, uma das formas mais fáceis de gravar algo no cérebro. E é comprovado: voz de mãe é bálsamo para o ouvido do filho. É importante a mãe conversar com a criança, falar devagar, usando expressão facial, sempre olhando nos olhos dela. Nessa idade talvez o bebê ainda não entenda o significado de tudo, mas conversar vai fazer com que o cérebro fique mais preparado para, aos poucos, ir entendendo melhor sua capacidade de se expressar.

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18 a 21 meses

Como a linguagem está sendo formada amplamente, colocar música para o bebê ouvir é um grande aliado para o bom desenvolvimento de seu intelecto. A música tem a capacidade de despertar emoções e isso é extremamente estimulante para o cérebro. E vale tudo: música alegre para brincar, para dançar, música relaxante para a hora do banho, cantiga de ninar antes de dormir, pequenos mantras enquanto mama. Mas, claro, como tudo na vida: de nada adianta apertar o play e sair de perto. Um melhor aprendizado acontece quando o momento é compartilhado, por isso, interaja com seu bebê sempre que puder. Aproveite os pequenos momentos com ele e transforme-os em oportunidade de manutenção de vínculo e amor.

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21 a 24 meses

Mundo, aí vamos nós! Quando completa dois anos é que a criança começa a ter suas próprias vontades e vai se percebendo como indivíduo no mundo. Essa fase pode ser um pouco complicada, até chamada pelos especialistas de "Terrible Two", que traduzido seria os "Terríveis Dois", referindo-se à idade. Aquele bebê tão calmo, fofo e plácido, de repente começa a fazer birra, a chorar e a berrar. Calma! Está tudo sob controle. Para driblar os aspectos negativos que podem vir com esse momento de vida e para incrementar ainda mais a inteligência de seu filho, mostre a ele o mundo e deixe-o livre para experimentar. Solte-o no quintal, deixe-o ver o mar, o rio ou até mesmo a piscina. Coloque-o perto de animais para ouvir diferentes sons. Mostre o sol e os tons do entardecer para que ele expanda suas noções de cor. Por meio da experimentação o mundo é apresentado para seu filho e quanto mais abrangentes forem essas situações, maior será o repertório dele no futuro.