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A estrutura óssea dos répteis

Atualizado em 17 abril, 2017

A morfologia dos répteis é incrivelmente diversificada. Eles se ramificaram logo no início de sua evolução, o que resultou na criação de diversas criaturas, como tartarugas, cobras e dinossauros. De maneira semelhante, os esqueletos dos répteis são igualmente variados.

Alguns répteis diferem-se pelas aberturas no osso do crânio (the skull of the giant reptile image by Natalia Pavlova from Fotolia.com)

Crânio

Os primeiros répteis que evoluíram há 300 milhões de anos atrás eram chamados de anapsídeos. Eles não tinham a fenestra temporal, um buraco grande na parte de trás do crânio. Acredita-se que as tartarugas sejam anapsídeos que sobreviveram, embora seja possível também que elas tenham re-evoluído essa estrutura do crânio ao longo do tempo. Os répteis que surgiram posteriormente divergiram-se em dois grupos. Entre os sinapsídeos, incluem-se os mamíferos de hoje e os répteis semelhantes a mamíferos, que possuem uma única fenestra temporal. Enquanto isso, o grupo dos diapsídeos inclui todos os outros répteis verdadeiros. Eles possuem duas fenestras temporais, que dão espaço para os músculos da mandíbula e mordidas mais poderosas.

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Adaptações

Os répteis são melhores adaptados para lidar com rigor da vida na terra do que seus ancestrais anfíbios. Eles possuem ossos mais compactos nos pés e uma espinha dorsal mais flexível. Outra característica que os diferencia dos anfíbios é que os répteis modernos possuem diversas vértebras conectadas aos ossos superiores da pélvis, que proporcionam uma conexão ampliada entre os membros posteriores e o esqueleto. Os anfíbios, por sua vez, possuem apenas uma vértebra conectada, enquanto os primeiros répteis tinham duas.

Resistência

De acordo com o livro The Age of Reptiles, de Edwin Harris Colbert, os répteis possuem uma articulação bem definida entre os ossos e uma estrutura óssea mais eficiente, o que faz com que eles tenham um esqueleto um pouco mais resistente. Isso também é perceptível no crânio, pois ele protege firmemente o cérebro e oferece uma base para o funcionamento da mandíbula.

Tartarugas

As tartarugas têm uma das modificações ósseas mais interessantes entre os répteis. Sua coluna vertebral e costelas são fundidas aos ossos no interior do casco superior. As vértebras do pescoço e rabo são pequenas o suficiente para permitir uma grande flexibilidade de modo que a maioria das tartarugas consegue retrair-se para dentro do casco. Os membros anteriores são conectados à parte inferior do casco por uma cintura escapular que se estende ao longo do corpo da tartaruga a partir da coluna vertebral.

Cobras

A estrutura óssea das cobras é única. O site Pet Education afirma que as costelas das cobras estão ligadas a todas as vértebras, que totalizam entre 130 e 500, exceto às da cauda. Algumas jiboias e pítons conservam uma pélvis vestigial utilizada para reprodução. Os ossos do crânio são conectados por ligamentos elásticos, enquanto as juntas da mandíbula possuem articulações duplas e são posicionadas na parte posterior para que a cobra possa esticar a sua boca e passar suas presas através dela. Os dentes são voltados para trás e há duas fileiras na mandíbula superior e uma na inferior. Suas presas ocas e sulcadas podem injetar veneno.

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Referências

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