Ética situacional e furto

Escrito por morgan rush | Traduzido por vanessa arnaud
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Ética situacional e furto
Não é adequado furtar itens do trabalho porque você sente que está sendo mal pago (PhotoObjects.net/PhotoObjects.net/Getty Images)

A ética situacional sugere que a linha entre o comportamento ético e o antiético não é necessariamente rígida. O conceito embasado religiosamente afirma que o comportamento deve ser considerado levando em conta o contexto que o enquadra. Isto pode ajudar a tomar decisões em sua vida pessoal, mas provavelmente deve ser evitado no ambiente de trabalho. Seu chefe provavelmente não aprovaria furtos porque você sente que está sendo mal pago e precisa ser compensado.

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Joseph Fletcher

A ética situacional foi teorizada por Joseph Fletcher, um líder religioso que viveu de 1905 a 1991. Sacerdote episcopal e defensor da eutanásia e do planejamento familiar, Fletcher publicou sua obra "Situation Ethics", que se tornou uma referência fundamental para trabalhos posteriores sobre o assunto. Fletcher usa o Novo Testamento da Bíblia para argumentar que comportamentos comumente considerados antiéticos podem ser justificáveis em algumas circunstâncias. Por exemplo, se um assaltante armado entrar em sua casa, pode ser aceitável reagir violentamente para proteger sua família. Ou pode ser justificável mentir para a namorada que ela está bonita mesmo quando estiver de cama por conta de uma gripe, pois a mentira pode fazer com que ela se sinta melhor.

Ambiente de trabalho

A ética situacional pode, algumas vezes, ser aplicada ao ambiente de trabalho, mas o funcionário deve ser cuidadoso com ela. Em muitos casos, a ética situacional pode ir contra princípios fundamentais do empregador. Um funcionário pode se sentir confortável dizendo aos clientes que seu chefe não está no escritório, sendo que na verdade ele está presente mas não está de bom humor. O empregado pode justificar a mentira assumindo que o chefe não atenderia bem à chamada porque estava com um humor ruim.

Furto

O furto no ambiente de trabalho pode ocorrer de várias formas. Pode ser o furto literal de objetos físicos, como canetas, clips, artigos de papelaria ou adesivos levados para uso pessoal. O funcionário também pode roubar recursos, como utilizar o computador da empresa para procurar outro emprego ou criar listas de clientes pessoais a partir do arquivo da companhia. O furto no ambiente de trabalho também pode incluir a ociosidade deliberada: montar um livro de receitas, conversar com os amigos ou planejar viagens durante o horário de serviço.

Ética e furto

A ética situacional é aplicada para os furtos no ambiente de trabalho quando os funcionários justificam suas atitudes como uma tentativa de compensar uma situação injusta. Por exemplo, um empregado que se sente mal pago pode roubar itens do trabalho ou escapar durante o horário de serviço para contrabalancear a má remuneração. Um funcionário que viu seu empregador roubar dos clientes ou do governo pode decidir furtar algo do chefe, com a justificativa de que está punindo um comportamento desonesto. Os empregadores que notam a improdutividade dos trabalhadores podem "ajustar" os relógios para aumentar o tempo de trabalho acreditando que estão agindo corretamente. O problema desta interpretação da ética é que algumas destas práticas são consideradas ilegais. Se flagrado, o funcionário pode perder seu emprego ou ser rebaixado.

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