Exemplos de ironia de situação em "O vencedor do cavalinho de balanço"

Escrito por joshua wade | Traduzido por liana fernandes
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Exemplos de ironia de situação em "O vencedor do cavalinho de balanço"
"O Mágico de Oz" é outro exemplo de uma história com ironia de situação (Books image by explicitly from Fotolia.com)

O conto "O vencedor do cavalinho de balanço" de D. H. Lawrence, publicado pela primeira vez em 1926, conta a história de um menino chamado Paul que tinha tinha um incrível talento para escolher cavalos de corrida vencedores. Talento este que ele usa para trazer dinheiro para sua família que aparentemente passa por dificuldades. A história demonstra muitos exemplos de ironia de situação, definida como situações em que o desfecho não é coerente com o que se espera que aconteça. O uso hábil de recursos literários por Lawrence traz uma tensão dramática a essa história clássica e enriquece a narrativa emocional das personagens tragicamente irônicas de Paul e sua mãe Hester.

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O amor de Hester por Paul

Um exemplo de ironia de situação é dado logo no primeiro parágrafo. A mãe de Paul, Hester, é descrita como uma mulher que um dia teve tudo, mas perdeu tudo por má sorte. O narrador onisciente da história explica que ela sente que seus filhos lhe foram empurrados à força, e por isso ela não os ama. O narrador relata que seu coração era "um lugarzinho endurecido que não podia sentir amor". Ainda assim, ela finge amá-los, o que leva a uma ocorrência de ironia de situação, uma vez que ela é até mesmo elogiada pela comunidade, que a louva como uma mulher que ama e adora seus filhos. A situação se torna ainda mais irônica quando Hester demonstra, de fato, amor por Paul no momento em que ele fica estressado e ansioso com a corrida que se aproxima -- um amor que Paul ironicamente luta para obter durante toda a história, mas nunca o testemunha, pois o menino morre no final.

O tratamento que Oscar dá a Paul

Oscar Creswell, tio de Paul, conversa com seu sobrinho sobre cavalos uma tarde, após vê-lo montado em um cavalinho de balanço no quarto das crianças e descobre que Paul tem talento para escolher cavalos de corrida vencedores. Ele descobre a parceria de Paul com o jardineiro, Bassett, e também que os dois haviam ganho bastante dinheiro apostando em cavalos. Ele explica a seu sobrinho que ele está nervoso por conta das apostas e até mesmo protege o sobrinho, insistindo que ele pare de apostar depois de ver o estresse que algumas reviravoltas causam no menino. Um exemplo de ironia de situação ocorre no final da história, quando Paul está à beira da morte por convulsões. Ali, ele sussurra o nome do cavalo vencedor, o que, ironicamente, Oscar usa em benefício próprio, abandonando apressadamente o sobrinho de quem tanto gostava para fazer uma grande aposta no cavalo vencedor, Malabar.

O desejo de Paul de ter sorte

O protagonista da história, Paul, é muito ciente da ânsia de sua mãe por dinheiro, e por isso ele decide trazer dinheiro para casa apostando em cavalos vencedores com Bassett. Fazendo isso, Paul acredita que ele conquistará o amor da mãe, mas Hester é incapaz de demonstrar amor por seu filho, ao invés disso ficando obcecada com o status que a riqueza material traria a ela. Paul almeja ter sorte com a mesma obsessão da mãe por riqueza material. Um exemplo de ironia de situação surge da habilidade apurada, quase profética de Paul para escolher cavalos de corrida vencedores, mostrando que ele já tinha sorte. A situação se torna ainda mais irônica no clímax da história, quando Paul, finalmente tendo recebido a riqueza e a sorte que almejava apostando no cavalo vencedor da Corrida Epsom, morre de um ataque epilético.

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