Exercícios para pacientes com paralisia cerebral

Escrito por sha buckines | Traduzido por bruna latronico
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Exercícios para pacientes com paralisia cerebral
A paralisia cerebral possui várias causas e pode ser manejada durante a vida (Goodshoot/Goodshoot/Getty Images)

A paralisia cerebral (PC) é um termo usado para descrever um grupo de desordens que afetam os movimentos do corpo, da postura e do equilíbrio. Uma definição básica de PC é "a paralisia do cérebro". As dificuldades geralmente aparecem na primeira infância e embora não exista cura para a condição, o tratamento precoce pode reduzir as deficiências associadas. De acordo com pesquisadores do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Oklhamona, a PC é uma das deficiências mais comuns nos Estados Unidos, afetando de 1,5 a 5 crianças a cada 1.000 nascimentos.

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Tipos de paralisia cerebral

Os três tipos de paralisia cerebral são: espástica, discinética e mista.

A paralisia cerebral espástica é associada ao aumento do tônus (hipertonia), resultando em músculos rígidos e movimentos bruscos e anormais. Esse tipo corresponde de 70% a 80% dos casos.

A forma discinética afeta a coordenação dos movimentos e possui duas subclassificações: atetoide e atáxica. A PC atetoide tem movimentos involuntários e fracos. Já o indivíduo atáxico possui problemas com movimentos mais rápidos ou que exijam maior controle motor, como a escrita.

O terceiro tipo de PC é uma combinação das duas formas e mistura características das formas. A combinação mais comum é entre atetoide e espástica.

Paralisia cerebral e exercício

Existe pouca literatura disponível sobre resposta a exercícios em indivíduos com PC. Entretanto, não existe motivo para desconfiar que pessoas com paralisia não se beneficiariam de um programa regular de exercícios, como aeróbica, musculação ou alongamento. Os ganhos podem ser limitados em atividades diárias, mas têm impacto em melhorar a qualidade de vida e bem-estar do paciente.

É recomendado que o paciente procure ajuda de profissionais com experiência em grupos especiais. Como cada pessoa pode ser afetada diferentemente pela paralisia cerebral, suas habilidades individuais preservadas, seus objetivos e seus interesses devem ser considerados, ao montar uma rotina de exercícios. Comece devagar e faça mudanças graduais.

Exercício cardiovascular

O exercício cardiovascular é recomendado para aumentar a capacidade aeróbica e resistência. O uso de esteiras não é recomendado para casos de paralisia com prejuízo de manter o equilíbrio ou coordenação. A bicicleta ergométrica é o melhor equipamento cardiovascular. É recomendado um programa de três a cinco dias por semana, de 20 a 40 minutos, e mantendo frequência cardíaca em 40% a 85%. A frequência cardíaca de reserva é a diferença entre a frequência máxima (220 menos a sua idade) e a frequência de repouso.

Exercícios de força

O tipo de programa de resistência a ser usado dependerá dos músculos afetados pelo tipo da doença. Máquinas ou pesos livres podem ser utilizados para manterem a força muscular. Em um geral, o programa deve envolver exercícios para todos os grandes grupos musculares, com ênfase nas áreas de fraqueza.

A paralisia geralmente resulta na extrema flexão dos adutores do quadril, então é necessário fortalecer os oponentes do quadril, os abdutores. Embora os adutores sejam naturalmente fortes, eles podem estar muito fracos e precisam ser incluídos no programa. Se o indivíduo tiver luxação ou deslocamento do eixo do quadril, uma avaliação médica será necessária, para garantir exercícios seguros para a articulação.

Um tipo comum de PC, a hemiplegia espástica, resulta na fraqueza ou paralisia completa de todo um lado do corpo. Os exercícios de força para esse tipo de PC devem focar no fortalecimento do lado mais fraco do corpo. Se um lado estiver totalmente paralisado, o alongamento do lado afetado é recomendado, ao invés de musculação.

Para o indivíduo com paralisia espástica, o grupo de músculos opositores não está inibido. Por exemplo, durante a extensão da perna o músculos, os isquiotibiais deveriam se opor ao quadríceps. Devido ao dano nervoso, os músculos se contraem simultaneamente e causam movimentos descontrolados. O trabalho do instrutor é, portanto, trabalhar para suavizar esses efeitos.

Alguns pacientes apresentam a forma da atetose, que causa movimentos involuntários nos membros. Devido à possibilidade de contrações fortes e involuntárias, o uso de pesos livres não é recomendado. Tornozeleiras ou caneleiras são mais apropriadas.

Alongamento

De acordo com o National Center on Physical Activity and Disability Exercise/Fitness, o alongamento é uma parte importante do exercício físico em pacientes com paralisia, devido aos altos níveis de espasticidade. O alongamento foca no aumento dos eixos de movimento das articulações afetadas.

A duração das sessões de exercício são mais importantes do que a intensidade. Cada paciente é diferente e o programa deve ser criado e apropriado para o ritmo de cada um.

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