Fatores que afetam o débito cardíaco

Escrito por eugene elliott | Traduzido por gilber de oliveira sousa
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Fatores que afetam o débito cardíaco
O débito cardíaco é o volume de sangue bombeado do ventrículo esquerdo, em um minuto. (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

O débito cardíaco (CO) pode ser definido em palavras, unidades de medida ou equações. Em suma, é o volume de sangue a ser bombeado do ventrículo esquerdo do coração, durante um minuto, expresso em litros por minuto (L/ min). No adulto médio em repouso o débito cardíaco, tipicamente fica entre 4,5 e 5,5 L / min. Vários fatores podem afetar o débito cardíaco indiretamente por afetar a frequência cardíaca (FC) e do volume sistólico (VS), os principais componentes de determinação do débito cardíaco, muitas vezes expresso pela equação CO = FC x VS.

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Frequência Cardíaca

A frequência cardíaca em repouso, em média, é de 60 a 100 batimentos por minuto. Este número é estabelecido pelo sistema elétrico inerente do coração, o qual atua como um estimulador cardíaco, assegurando assim que o ritmo cardíaco possa ser mantido dentro da gama. Um aumento na frequência cardíaca devido à estimulação ou excitação por atividade, drogas, medicamentos ou outras coisas, irá resultar em um aumento do débito cardíaco. Uma diminuição da frequência cardíaca devido a uma anormalidade elétrica e alguns medicamentos podem resultar em uma redução do débito cardíaco. Isso porque muitas vezes o débito cardíaco é diretamente proporcional a mudanças na frequência cardíaca. Quando as taxas de batimento do coração tornam-se excessivamente rápidas, o coração pode não ter tempo suficiente para se encher de sangue da forma adequada entre as batidas, o que pode resultar em uma redução do débito cardíaco. A intervenção médica através de técnicas eletrônicas ou intravenosas às vezes são necessárias para diminuir a taxa de batimento do coração para uma gama adequada. Desfibriladores implantados podem ser colocados cirurgicamente para garantir que se as taxas de coração tornem-se demasiadamente rápidas possam ser rapidamente retomadas a uma escala normal. Quando as frequências cardíacas são demasiadamente lentas o débito cardíaco também podem diminuir significativamente e intervenções podem ser necessárias para aumentar a frequência cardíaca. Marcapassos podem ser cirurgicamente colocados para garantir uma taxa de batimentos consistente e adequada.

Volume Sistólico

O volume sistólico é a medida do volume de sangue forçada a partir do ventrículo esquerdo em uma contração cardíaca. Muitas vezes determinada pela medição do volume de sangue presente no interior do ventrículo esquerdo imediatamente antes da contração e o volume de sangue presente após a contração completa . Essas medições são muitas vezes referidas como volume diastólico (VDF) e o volume sistólico final (VSF), respectivamente. Portanto, SV = VDF - VSF. Esta medida pode ser afetada por mudanças nas contrações do coração, a força de contração, o volume de sangue disponível para ser bombeado e outras variáveis​​, tais como a resistência dentro do sistema circulatório que pode alterar esses fatores. Hemorragias graves, choque, danos no coração ou infecções extremas podem alterar a capacidade de bombeamento do coração.

Fatores Que Afetam Indiretamente O Débito Cardíaco

Catecolaminas, substâncias químicas produzidas durante períodos de excitação tal como exercícios, atividades ou trabalhos, podem causar um aumento no ritmo cardíaco e no volume sistólico assim, aumentando o débito cardíaco. Medicamentos ou venenos que retardam o ritmo cardíaco ou diminuem a capacidade de contração do coração diminuem o débito cardíaco, muitas vezes para níveis criticamente baixos.

Durante um enfarte do miocárdio ou ataque cardíaco, podem haver variações significativas no débito cardíaco. Muitas vezes, na fase inicial de um ataque cardíaco, o corpo reage aumentando a produção de catecolaminas, que podem aumentar o débito cardíaco. Isto pode gerar pressões ainda maiores contra a qual o coração tem que bombear, aumentando ainda mais a carga de trabalho do coração que já está experimentando a morte do tecido muscular devido ao bloqueio de uma artéria. Durante, ou mesmo após, um ataque cardíaco, o tecido muscular danificado pode ter efeitos devastadores sobre a capacidade de bombeamento do coração. Muitas vezes, os resultados podem gerar significativa queda na capacidade de contração do ventrículo esquerdo e subsequentemente a insuficiência cardíaca. Uma vez que o coração começa a falhar, fluido pode voltar aos pulmões levando a congestionamento do sistema respiratório ou sons de líquidos nos pulmões . Isso geralmente é denominado como insuficiência cardíaca congestiva.

Pressão arterial alta crônica, tabagismo, uso de drogas, doenças renais, colesterol alto, falta de exercício, dieta pobre e outros fatores genéticos e do estilo de vida também podem afetar a capacidade do coração de bombear sangue.

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