Do que é feito um carro de Fórmula 1?

Escrito por richard rowe | Traduzido por eduardo horst maidana
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Do que é feito um carro de Fórmula 1?
Não pisque: essa pode ser a última vez que você vê a liga de cobalto-berílio andando a mais de 300 km/h (Clive Mason/Getty Images Sport/Getty Images)

A maioria dos pilotos profissionais de Fórmula 1 (F1) afirma que seu veículos não são "carros", mas "karts". Realmente, um carro de F1 tem mais em comum com um kart turbinado do que com qualquer carro comum. Ele é na verdade desenvolvido para parecer mais com um jato do que com um kart. O órgão regulador da F1 (a FIA) impõe diretrizes muitos específicas sobre quais materiais podem ser usados na construção dos carros de Fórmula 1. Esses regulamentos são sujeitos a mudanças de ano em ano, mas os de 2011 são bem representativos, tratando-se da constituição dos carros de F1 modernos.

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Fibra de carbono

Um carro de F1 possui cerca de 90% de volume composto por fibra de carbono impregnada com poliacrilonitrila. Essa fibra de carbono não pode ter um padrão de entrelaçamento tridimensional e deve vir de um fabricante aprovado em lâminas pré-impregnadas. O chassi é feito de painéis produzidos intercalando-se um matriz de alumínio em forma de colmeia entre duas lâminas de fibra de carbono de 1 mm de espessura. Outros materiais do núcleo do painel incluem Nomex, espumas de polímeros (plásticas), espumas sintéticas e de carbono e madeira balsa.

Ligas

Um carro de Fórmula 1 pode usar qualquer tipo de liga de aço (mas muitos usam ligas de aço-cromo-molibdênio), ligas de cobalto, ligas de alumínio, ligas de cobre contendo não mais do que 2,5% de berílio, ligas de titânio (não para uso em fixadores com rosca macho menores do que 15 mm), ligas à base de níquel contendo entre 50% e 69% de níquel, ligas de magnésio e ligas de tungstênio. Os regulamentos variam conforme a quantidade e o local onde os materiais podem ser usados. Em 2011, o bloco de motor e os pistões deviam ser feitos de ligas de alumínio, o virabrequim e as hastes de um liga de aço (ferro) e as válvulas de qualquer liga de ferro, níquel, cobalto ou titânio.

Fibras e plásticos

Os times de Fórmula 1 podem usar uma variedade de fibras reforçadoras e estruturais, incluindo polietileno (material de que são feitas sacolas de supermercado), polipropileno (usado para fazer cordas sintéticas e tampas de caixas de Tic-Tacs), Zylon (um metal líquido resistente ao calor usado para fazer armaduras e usado para ligar as rodas do carro de F1 ao chassis) e fibras Aramid. As Aramids são na verdade uma classe de fibras da família do nylon e incluem o Kevlar, o Tawaron e o Nomex. Essas fibras podem ser usadas sozinhas ou podem incluir plásticos monolíticos suavizadores ou ajustadores de calor para formar uma variedade de peças.

Componentes disponíveis comercialmente aprovados

A FIA permite que os construtores de F1 usem um número de itens disponíveis comercialmente. Os regulamentos contêm vários componentes e fabricantes aprovados para um temporada em particular. Os itens comercialmente disponíveis permitidos incluem pneus, tintas, etiquetas, adesivos, fitas isolantes e de ouro, todos os processos de revestimento, como cromagem e nitridação, vedações e juntas, guarnições e botas de borracha, materiais de freio e de embreagem e todos os fluidos e os componentes elétricos. A FIA também determina certos equipamentos de segurança, que os times devem comprar apenas de fornecedores aprovados. Incluindo o encosto de cabeça, materiais para extinção de fogo, tanque de combustível, estofamento do motorista e bloco de derrapagem.

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