Ferramentas usadas antigamente para exploração de minerais

Escrito por chris stevenson | Traduzido por fernanda campello
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Ferramentas usadas antigamente para exploração de minerais
No passado, a mineração era uma atividade perigosa que exigia trabalho pesado (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

No passado, as técnicas de mineração não eram tão sofisticadas como são agora. Todos o avanço tecnológico que envolveu a criação de máquinas e utilização de produtos químicos pesados ​​fizeram com que a mineração se tornasse uma tarefa um pouco mais fácil. Nem sempre foi assim, mesmo em um passado não tão distante. Os mineiros costumavam usar as ferramentas mais básicas e eficazes a sua disposição, escavando a terra e cavando poços e minas, com resultados muitas vezes desastrosos. Muitas das ferramentas pioneiras de mineração foram transformadas em equipamentos usados atualmente.

Picaretas

As picaretas são formadas por um longo cabo preso à uma pesada lâmina de metal, com ambas as pontas afiadas. Os mineiros balançavam as picaretas por sobre seus ombros e as batiam com força nas pedras, em busca de pedras e metais preciosos. A maioria das cabeças das picaretas eram de ferro e depois cabeças de aço passaram a ser mais difundidas, por sua maior durabilidade. As picaretas podem ser afiadas usando pedras abrasivas em suas pontas desgastadas. Empunhar uma picareta para quebrar rocha durante um dia inteiro é uma tarefa extremamente cansativa, mesmo para os mineiros mais experientes.

Pás

As pás e enxadas mais primitivas provavelmente eram feitas de madeira, até que a produção de metais tornou-se popular. As pás antigas eram muito parecidas com as atuais, com ter cabos longos e lâminas próprias para escavação em suas extremidades. A superfície côncava da lâmina da pá permite que uma grande quantidade de pedras, lama, areia ou cascalho seja tirada do solo e colocada dentro de um balde ou carrinho de mão. A tarefa de usar pás para escavação era bastante tediosa para os mineiros, mas elas eram as ferramentas mais baratas e confiáveis ​​que poderiam ser transportadas em grande quantidade para a área de mineração.

Berços

O berço é uma estrutura de madeira parecida com uma caixa, com uma tela na parte de cima para filtrar pedras grandes, com uma placa de ripas inclinada por baixo. A placa de ripas continha ou sulcos para diminuir o fluxo de água e prenderem os metais pesados. Os berços eram bastante utilizados ao lado de cursos de água, pois a terra podia ser facilmente lavada com água para remover cascalho, areia e lama. Os mineiros balançavam a caixa em todas as direções para que os sedimentos ​​descessem pela rampa de madeira da caixa. Os minerais mais pesados, presos entre os sulcos, eram então recolhidos e depois refinados com as bateias.

Bateias

As bateias, ainda populares hoje em dia, foram as principais ferramentas para refino e separação de minerais preciosos do solo. As antigas bateias tinham o fundo plano e os lados chanfrados. Os mineiros enchiam-nas com pequenas bolas de lama do rio ou areia e chacoalhavam levemente o conteúdo, usando a gravidade e a força cinética para separar os minerais mais leves, deixando os minerais mais pesados ​​como ouro e prata para trás. Quando bateias não estavam disponíveis, os antigos mineiros usavam frigideiras. Essa ferramenta era bastante usada para detecção de veios de ouro ou prata na região que estava sendo explorada.

Calha de lavagem

A calha é uma versão maior e mais equipada do berço. Por serem grandes, as calhas de lavagem podem acomodar mais material. Os mineiros a balançavam com grandes alavancas e, posteriormente, usando motores a vapor, o que tornava o processo bem mais rápido.

Calhas longas

As calhas longas eram formadas por três calhas menores, com um design que lembra o dos berços pois a última calha tem sulcos que seguram os metais mais pesados. As calhas muitas vezes tinham dezenas de metros de comprimento, indo do alto dos morros até a fonte de água mais próxima. Sua estrutura permitia que um grande fluxo de água passasse pelo equipamento, além de proporcionar uma área maior para colocação de minério. As calhas longas podiam ser alimentadas tanto manual como mecanicamente, por meio de rodas d'água, que geravam o volume necessário de água para despejar o conteúdo indesejado em uma bacia.

Arrasto

O arrasto é uma máquina de grandes proporções, com um eixo vertical e grandes raios sobressaindo de sua base. Grandes fragmentos de quartzo contendo ouro eram amarrados aos raios do eixo, e ele era girado por cavalos atrelados. Os eixos eram então girados e o atrito de uma superfície plana com o quartzo fazia com que ele fosse reduzido a partículas menores. Os mineiros então coletavam as partículas mais finas para refiná-las com as bateias. Esse método é o precursor da mineração com moinhos de bola, usado atualmente.

Perfuradores e coletores de amostra

Os perfuradores antigos eram formadas por longas hastes metálicas com brocas nas pontas. Os primeiros motores a vapor davam a força necessária para que as brocas entrassem na tela e quebrassem a rocha. A força do vapor também era usada para perfurar pequenos buracos para colocação de dinamite, em um penhasco ou dentro de uma mina. Os coletores de amostras eram tubos de metal duro com bordas serrilhadas, que eram usados ​​para perfurar a rocha e retirar uma amostra do núcleo. A amostra era em seguida examinada à procura de traços de metais preciosos. Muitas vezes um metal valioso que não estava aparente em uma rocha era encontrado usando essa técnica.

Carrinhos de mão

Os antigos carrinhos de mão tipicamente consistiam de um balde grande, uma única roda de metal e duas alças para levantar e empurrar. Os carrinhos de mão podem transportar dezenas de quilos de rocha e sedimentos de áreas confinadas, e poderia ser operado por uma pessoa ou por várias, como em uma linha de produção. Os carrinhos de mão eram rápidos, leves e fáceis de manobrar, especialmente em minas estreitas.

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