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20 Filmes para ver antes de morrer

O cinema vai muito além da produção de Hollywood. Conheça!
Getty Images

Introdução

Escolher apenas alguns poucos filmes entre a abuntante produção cinematográfica mundial parece uma tarefa impossível. Apesar do cinema hollywoodiano ser o mais conhecido, existem outras correntes que também são muito importantes: o cinema independente, a indústria indiana de Bollywood, o cinema japonês, a escola francesa das décadas passadas e o cinema latino-americano são alguns exemplos. Aqui, lhe mostramos nossa seleção.

Chaplin era canhoto, mas escrevia com a mão direita
Reprodução Charles Chaplin Productions|Fair Use

Tempos Modernos (1936)

"Tempos Modernos", longa-metragem dirigido, escrito e protagonizado pelo célebre Charles Chaplin, converteu-se instantaneamente em um clássico. Seu tema principal é a alienação como consequência da industrialização. Com influências de "Metrópolis", de Fritz Lang, o filme de Chaplin é um reflexo das condições nas quais se encontra a humanidade.

O nome de batismo de Vivien Leigh, intérprete de Scarlett O'Hara, era Vivian Mary Hartley
Reprodução Selznick International Pictures|Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)|Fair Use

...E o Vento Levou (1939)

O clássico dirigido por Victor Fleming, George Cukor e Sam Wood é uma adaptação para o cinema do romance homônimo sobre as vicissitudes de uma jovem sulista durante a Guerra Civil Americana. A produção mais cara já feita até então conquistou dez Oscars, estabelecendo um novo recorde para a época. Além disso, em valores ajustados aos dias atuais, é a película mais rentável da história, segundo "Guinness - O Livro dos Recordes".

Durante a gravação do longa "Uma Aventura na Martinica", Humphrey Bogart se apaixonou pela colega Lauren Bacall
Reprodução Warner Bros.|Fair Use

Casablanca (1942)

Michael Curtiz foi o diretor do drama romântico "Casablanca". A história do longa se passa na cidade marroquina que dá nome ao filme. Ela relata o dilema moral de Rick Blaine (interpretado por Humphrey Bogart), que precisa escolher entre ajudar Ilsa Lund (papel de Ingrid Bergman) e seu marido a escapar da França de Vichy, como ficou conhecido o país europeu durante a Segunda Guerra Mundial -- quando era fantoche da Alemanha nazista. Ganhador de vários Oscars, o filme é um clássico imperdível.

O termo paparazzo foi cunhado em "A Doce Vida", em referência ao fotógrafo amigo do personagem de Marcello
Reprodução Riama|Film Gray-Film|Pathé Consortium Cinéma|Fair Use

A Doce Vida (1960)

Dirigido por Federico Fellini, "A Doce Vida" marca a separação entre os trabalhos neorrealistas e o posterior período simbolista do cineasta italiano. A história trata de Marcello, um repórter de crônicas sociais que vai à cidade de Roma com o objetivo de tornar-se romancista. Lá, ele conhece uma infinidade de personagens que mudarão sua vida para sempre.

"Psicose" foi produzido em preto e branco por opção de Alfred Hitchcock, que achava que as cores deixariam o filme sangrento
Reprodução Shamley Productions|Fair Use

Psicose (1960)

Dirigido por Alfred Hitchcock, "Psicose" marcou uma mudança na forma de fazer cinema de terror. Não é à toa que o diretor é chamado de "mago do suspense", devido a sua habilidade para reproduzi-lo. Apesar de o filme ter sido gravado em preto e branco, sua trama, seu bem escrito roteiro e uma estudada narrativa visual serão suficientes para manter você em suspense até o último momento.

Holly Golighty seria interpretada por Marilyn Monroe, finalmente sendo substituída por Audrey Hepburn
Reprodução Jurow-Shepherd|Fair Use

Bonequinha de Luxo (1961)

Dirigido por Blake Edwards, "Bonequinha de Luxo" conta a história de Holly Golighty, interpretada por Audrey Hepburn, uma aspirante a atriz com costumes muito extravagantes, como por exemplo, tomar café da manhã todos os dias em frente às vitrines da célebre joalheria Tiffany & Co. A história da personagem sofre uma mudança inesperada quando Paul Varjack, interpretado por George Peppard, muda-se para o mesmo edifício da garota.

Somando quatro sequências de "2001 - Uma Odisseia no Espaço", o clássico tem 88 minutos de silêncio
Reprodução Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)|Stanley Kubrick Productions|Fair Use

2001 - Uma Odisseia no Espaço (1968)

Dirigida por Stanley Kubrik, "2001 - Uma Odisseia no Espaço" tornou-se um marco da ficção científica devido a sua linda trilha sonora, realismo científico e efeitos especiais inovadores para a época. A história se baseia na aventura de um grupo de astronautas em busca dos sinais emitidos por um monolito encontrado na Lua. Essa obra é considerada um clássico do cinema mundial.

A cobra Basil foi colocada nas filmagens após Stanley Kubrick descobrir que o ator Malcolm McDowell tinha medo delas
Reprodução Warner Bros.|Hawk Films|Fair Use

Laranja Mecânica (1971)

Baseado no romance de Anthony Burgess, "Laranja Mecânica" retrata a vida de Alex De Large, um delinquente com traços psicopatas que lidera uma quadrilha de valentões chamados "drugues" (termo russo que significa amigo, camarada). Depois de ser preso, o governo busca reabilitá-lo através de terapia behaviorista. Devido ao fanatismo do diretor Stanley Kubrick pela música clássica, a trilha sonora do filme conta com obras do gênero, reinterpretadas especificamente para o longa.

A frase de Don Vito Corleone "Vou fazer-lhe uma oferta que ele não poderá recusar" é uma das mais famosas da história do cinema
Reprodução Paramount Pictures|Alfran Productions|Fair Use

O Poderoso Chefão (1972)

Baseado no romance de Mario Puzo e dirigido por Francis Ford Coppola, "O Poderoso Chefão" contou com atores de primeira categoria, como Marlon Brando, Al Pacino e Diane Keaton. O longa narra os altos e baixos da vida de uma família de mafiosos nos Estados Unidos. O filme ganhou três Oscars e encabeçou uma trilogia celebrada até hoje.

O conceito de "Último Tango em Paris" surgiu das próprias fantasias sexuais de Bernardo Bertolucci
Reprodução United Artists|Les Productions Artistes Associés|Produzioni Europee Associati (PEA)|Fair Use

Último Tango em Paris (1972)

O drama "Último Tango em Paris", dirigido por Bernardo Bertolucci, carecterizou-se pelo exuberante erotismo. Ele registra o encontro casual de Paul, um homem de 45 anos que acaba de enviuvar (interpretado por Marlon Brando) e Jeanne, uma atriz de 20 anos -- papel de Maria Schneider. A partir de então, a relação é marcada por muita violência verbal e sexual, mantendo o espectador na beira da poltrona.

A história do livro que inspirou "Um Estranho no Ninho" foi baseada nas experiências do autor
Reprodução Fantasy Films|Fair Use

Um Estranho no Ninho (1975)

Baseado no livro homônimo, "Um Estranho no Ninho" recebeu cinco Oscars, incluindo o de Melhor Filme, Melhor Ator Principal, Melhor Atriz Principal, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Jack Nicholson brilhou nesse que foi um dos trabalhos mais relevantes de sua carreira. Esse é um longa brutal, mas que na realidade é um canto à liberdade.

Após o sucesso de "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", a produtora do filme deu carta branca para Woody Allen fazer o que quisesse. O resultado foi "Manhattan"
Reprodução Jack Rollins & Charles H. Joffe Productions|Fair Use

Manhattan (1979)

Dirigida e protagonizada por Woody Allen, "Manhattan" trata da vida de Isaac Davis, um roteirista de televisão quarentão que já conta com dois casamentos fracassados no currículo. Enquanto sua ex-esposa publica um livro cheio de detalhes sobre sua vida sexual, Isaac se apaixona por Mary Wilkie, a amante de 17 anos de seu melhor amigo.

"Mulheres à Beira de um Ataque de ervos" foi o primeiro filme de Pedro Almodóvar indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira
Reprodução El Deseo S.A.|Laurenfilm|Fair Use

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988)

Uma obra-prima de Pedro Almodóvar, "Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos" conta a história de Pepa (Carmen Maura) e Iván (Fernando Guillén), um casal de dubladores de filmes. Um dia, Iván termina o relacionamento com Pepa e, depois do rompimento, começam a ressurgir pessoas do passado, como Lúcia, ex-mulher de Iván, que estava internada em um hospital psiquiátrico.

Os pais do diretor Martin Scorsese fizeram uma participação em "Os Bons Companheiros"
Reprodução Warner Bros.|Fair Use

Os Bons Companheiros (1990)

Martin Scorsese é o diretor do drama "Os Bons Companheiros", que acompanha a ascenção e derrocada de três membros da máfia nova-iorquina. O elenco, integrado por Robert De Niro, Ray Liotta, Joe Pesci, Lorraine Bracco e Paul Sorvino, dá vida a uma história emocionante que mistura amor, crimes e mistério. Um conselho: preste atenção à trilha sonora desse longa-metragem.

Originalmente escrito para o ator Samuel L. Jackson, o papel de Jules quase foi dado a Paul Calderon após uma ótima audição do ator porto-riquenho
Reprodução Warner Bros.|Fair Use

Pulp Fiction: Tempos de Violência (1994)

"Pulp Fiction: Tempos de Violência" talvez seja a obra que consagrou Quentin Tarantino como um dos maiores criadores do cinema contemporâneo. O filme conta com as atuações de John Travolta, Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Uma Thurman. Diálogos inteligentes, engraçados e violentos se alternam para contar três histórias que se cruzam umas com as outras: Vincent Vega precisa levar a esposa do chefe, Mia, para passear, sem poder se render aos encantos dela. Depois, dois criminosos precisam eliminar três adolescentes. Por fim, um boxeador é contratado para perder uma luta, mas na última hora decide ganhar. Esse é um exemplo do bom cinema feito por Tarantino.

O diretor Sydney Pollack estava cotado para a direção de "As Pontes de Madison", que teria Robert Redford como protagonista
Reprodução Warner Bros.|Amblin Entertainment|Malpaso Productions|Fair Use

As Pontes de Madison (1995)

Dirigida e protagonizada por Clint Eastwood, "As Pontes de Madison" relata a história de Francesca, interpretada por Meryl Streep. Italiana de nascimento, casa-se com um soldado norte-americano, com quem se muda para os Estados Unidos, onde vira dona de casa. Um dia, durante uma feira, ela conhece Robert Kincaid, personagem de Eastwood, que chegou à cidade para realizar uma série fotográfica sobre as pontes do lugar. Apaixonados, eles passam quatro dias que mudarão o curso de suas vidas.

"A Vida é Bela" concorreu ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira com "Central do Brasil"
Reprodução Cecchi Gori Group Tiger Cinematografica|Melampo Cinematografica|Fair Use

A Vida é Bela (1997)

"A Vida é Bela" é um filme italiano dirigido e protagonizado por Roberto Benigni. Baseada parcialmente na história do pai do diretor, o longa conta como Guido Orefice constrói uma família amorosa com Dora (Nicoletta Braschi), com quem tem o pequeno Giosuè. Entretanto, o desafio de Guido será perpetuar esse amor depois de seram capturados pelos nazistas e enviados a um campo de concentração.

Brad Pitt e Edward Norton estão alcoolizados na cena em que seus personagens aparecem bêbados rebatendo bolas de golfe
Reprodução Fox 2000 Pictures|Regency Enterprises|Linson Films|Atman Entertainment|Knickerbocker Films|Taurus Film|Fair Use

Clube da Luta (1999)

Baseado no romance de mesmo nome, o longa "Clube da Luta", de 1999, decepcionou os estúdios produtores devido à arrecadação abaixo do esperado. Apesar disso, na opinião de muitos, o personagem Tyler Durden é a melhor interpretação de Brad Pitt na carreira. Filme cult e com um final surpreendente, vale muito a pena assistir.

O personagem de Julio tem no quarto um poster do filme "Ensina-me a Viver", outro filme sobre o romance de um jovem com uma mulher mais velha
Reprodução Anhelo Producciones|Besame Mucho Pictures|Producciones Anhelo|Fair Use

E Sua Mãe Também (2001)

Drama mexicano, o longa-metragem "E Sua Mãe Também", dirigido por Alfonso Cuarón, conta a história de Julio e Tenoch, dois amigos de origens sociais diferentes. Depois de conhecer Luisa, uma espanhola deprimida, eles decidem empreender uma viagem sem destino definido que mudará o rumo de suas vidas.

Foram realizadas mais de 2000 entrevista entre moradores de comunidades cariocas para compor o elenco de "Cidade de Deus"
Reprodução O2 Filmes|VideoFilmes|Globo Filmes|Lumiere|Wild Bunch|Hank Levine Film|Lereby Productions|Fair Use

Cidade de Deus (2002)

Ação e drama social se entrelaçam neste filme brasileiro dirigido pelo talentoso Fernando Meirelles. "Cidade de Deus" acompanha a história da criminalidade no Rio de Janeiro, começando na década de 1960, época em que começaram a se estruturar as quadrilhas mais perigosas das favelas cariocas. Os amigos e jovens deliquentes Dadinho e Bené construirão as bases de uma relação cujas consquências se revelarão três décadas depois.