Como funciona o rodízio de carros em São Paulo

Escrito por érica frança
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Como funciona o rodízio de carros em São Paulo
O rodízio de veículos tem o objetivo de diminuir trânsito em São Paulo (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

O trânsito de São Paulo é caótico. Para tentar diminuir o caos e fazer o tráfego de veículos fluir, a cidade conta com o rodízio de veículos, instituído em 1997. A cada dia da semana, alguns carros são proibidos de circular nos horários de pico. Assim, às segundas-feiras, não circulam veículos com placas de final 1 e 2, por exemplo. O objetivo é tirar alguns carros das ruas e melhorar o trânsito. Veja como funciona o rodízio na capital paulista.

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Como funciona

O rodízio de veículos foi instituído por meio de lei municipal em 1997. Alguns carros ficam proibidos de circular em algumas ruas e avenidas da cidade nos horários de maior movimento, o chamado horário de pico. A regra para a proibição é o final da placa do carro. Os horários em que há proibição são entre as 7h e as 10h da manhã e entre as 17h e as 20h da noite. O objetivo ao proibir alguns veículos de circularem no horário de pico é diminuir o trânsito. Se o motorista infringir a regra do rodízio, será multado.

Placas

Estão proibidos de circular, entre as 7h e as 10h, e das 17h às 20h, às segundas-feiras, os veículos com placas que terminem com os números 1 e 2. Na terça-feira, o rodízio vale para os carros com placas que terminem em 3 e 4. Nas quartas-feiras, são os de placas que terminam em 5 e 6 que devem ficar na garagem. Na quinta-feira, estão proibidos os de placas que terminam com os números 7 e 8. E, na sexta-feira, o rodízio vale para os carros com placas que terminam em 9 e 0.

Caminhões

Os caminhões já tinham de seguir as regras do rodízio, sendo proibidos de circular em alguns horários de acordo com o final de suas placas, a exemplo do que acontece com os carros de passeio. Mas, desde 2011, a restrição à circulação de caminhões aumentou na cidade. Agora, eles estão impedidos de circular por algumas avenidas da cidade de segunda a sexta-feira, das 4h às 10h e das 16h às 22h. Aos sábados, a restrição continua, das 10h às 14h, exceto nos feriados. Os caminhões estão proibidos de circular nestes horários pelas vias Marginal Tietê, entre a Ponte Aricanduva e a entrada da Rodovia dos Bandeirantes; nas avenidas Salim Farah Maluf; Professor Luis Ignácio de Anhaia Melo; Tancredo Neves; Presidente Wilson; Avenida do Estado; Paes de Barros; Ermano Marchetti; Marquês de São Vicente e Rua das Juntas Provisórias.

Exceções

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CEV) da Prefeitura de São Paulo, ficam livres do rodízio os caminhões-guincho; ambulâncias, viaturas, carros dos serviços de água, luz, telefone, gás, fiscalização de trânsito e transporte e tapa-buracos devidamente identificados, além de serviço funerário. Carros dos Correios, da coleta de lixo e de produtos perigosos de consumo local, como combustíveis e gases hospitalares também não precisam respeitar o rodízio. Outras exceções são carros que transportam valores, de órgãos de imprensa, veículos com produtos alimentares perecíveis e que estejam a serviço de conselhos tutelares, justiça eleitoral e metrô. Quem transporta sangue e derivados, materiais para campanhas de saúde também não precisam obedecer ao rodízio.

Centro expandido

A Prefeitura considera como centro expandido a região da cidade compreendida pelas seguintes vias: Marginal do Rio Tietê; Marginal do Rio Pinheiros; Avenida dos Bandeirantes; Avenida Afonso D' Escragnole Taunay; Complexo Viário Maria Maluf; Avenida Presidente Tancredo Neves; Avenida das Juntas Provisórias; Viaduto Grande São Paulo; Avenida Professor Luís Inácio de Anhaia Melo; e Avenida Salim Farah Maluf.

Suspensão

O rodízio é suspenso nos finais de semana e feriados. Nos feriados em que há emenda (quando, por exemplo, o feriado é na quinta-feira e o governo decreta a sexta-feira como ponto facultativo), a suspensão do rodízio fica a cargo de decisão do prefeito. Nas festas de final de ano, como Natal e Ano Novo, também não há uma regra estabelecida: o rodízio pode ou não ser suspenso, de acordo com decisão do prefeito da cidade. A restrição à circulação de veículos particulares deixa de valer quando há um volume menor de veículos na cidade. A suspensão é sempre anunciada e divulgada pela imprensa.

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