Funções de psicólogos nas forças armadas

Escrito por sasha maggio Google | Traduzido por natalia peres
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Funções de psicólogos nas forças armadas
Psicólogos no exército podem trabalhar em clínicas de saúde mental prestando serviço aos soldados (Jupiterimages/Creatas/Getty Images)

A função de um psicólogo depende de sua especialidade. Psicólogos militares podem ser oficiais comissionados, trabalhando como psicólogos no exército ou psicólogos civis que prestam serviços de saúde mental para o sistema hospitalar militar. Psicólogos militares podem trabalhar em clínicas de psicologia, prestando serviços de saúde mental a soldados do país e no exterior, ou podem trabalhar em outros campos com pesquisas ou operações psicológicas. Os psicólogos civis que trabalham no exército estão sempre em trabalhos clínicos e podem fornecer serviços de saúde mental para soldados ou dependentes de militares, como cônjuges ou filhos civis.

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Funções do psicólogo clínico

Psicólogos clínicos que servem na ativa ou na reserva e nas unidades da Guarda Nacional possuem as mesmas funções que psicólogos clínicos em carreiras civis: fornecer serviços imparciais de saúde mental para pacientes em uma tentativa de melhorar a vida e o funcionamento do paciente. Os serviços incluem aconselhamento geral, terapia comportamental e gestão ou regulação emocional, como controle de raiva ou estresse. Os psicólogos militares trabalham principalmente com pessoal militar, embora dependentes de militares possam receber cuidados em clínicas militares. Bases militares grandes possuem clínicas de saúde mental separadas para o pessoal militar e seus dependentes civis. Muitos psicólogos são membros da Sociedade Brasileira de Psicologia, que define normas e responsabilidades éticas e de cuidados para todos os psicólogos. Psicólogos militares devem aderir aos princípios e orientações da SBP quando executarem um papel clínico, mas sua lealdade deve ser para as Forças Armadas primeiro e para a SBP em segundo lugar; em outras palavras, eles podem ser obrigados a seguir orientações militares que conflitem ou contrastem com as orientações da SBP, como limitações de confidencialidade do paciente, devido à natureza do trabalho militar e segurança da implantação militar.

Psicólogos militares na implantação

Psicólogos militares normalmente se implantam em unidades militares. No exterior, o psicólogo militar deve monitorar soldados para controlar problemas de saúde mental no esforço de manter todas as unidades seguras. Problemas de saúde mental podem ser tão simples quanto depressão, ansiedade ou estresse, ou complexos como desordem de estresse pós-traumático. Eles podem fornecer serviços de aconselhamento ou acompanhamento, como nas funções clínicas tradicionais, assim como podem oferecer sugestões para reduzir o estresse e encorajar a comunicação sobre sentimentos, experiências e necessidades psicológicas. O objetivo principal, entretanto, é manter a saúde mental adequada e reduzir os riscos de perigo, incluindo suicídio.

Funções preventivas

Psicólogos militares, assim como outros envolvidos no planejamento e manutenção da saúde e estabilidade de um militar tomam algumas medidas para evitar que questões psicológicas se tornem problemas. Em pequena escala, a prevenção inclui encaminhar soldados ou oficiais para psicólogos, se os comandantes suspeitarem que estão precisando de acompanhamento, como em casos de abuso de álcool ou outras substâncias, perturbações internas, divórcio, estresse ou depressão assim como trauma potencial de experiências militares. Em grande escala, a prevenção inclui o treinamento que todos os militarem recebem antes, durante e depois de uma implantação. Antes da implantação, os militares divulgam o treinamento obrigatório designado para ensinar aos soldados o que observar, e quando buscar ajuda para si e para seus companheiros de unidade no que diz respeito a problemas psicológicos. O treinamento pré-implantação também inclui informações sobre onde ir para conseguir ajuda (psicólogos, comandantes, capelães) e como lidar com longas separações da família. Durante as implantações, especialmente as longas, os soldados recebem treinamento adicional para reforçar a compreensão de questões psicológicas e ajudar a manter todos focados em suas tarefas imediatas e nos arredores. Antes de retornar para casa e depois de voltar para o país, os soldados são submetidos a mais treinamentos que abordam sinais que devem ser observados em si mesmos e nos outros em relação ao reajuste à vida civil regular ou, se em serviço ativo, reajuste à vida militar local. Além disso esse treinamento aborda o reajuste para se estar em casa com as esposas, maridos e família, e os problemas potenciais sobre reajustes para membros da família que os soldados podem ignorar ou não entender. As metas do treinamento são melhorar a adaptação psicológica e o funcionamento da saúde mental, assim como reduzir o risco de incidentes no exterior e em casa. Os psicólogos também podem se envolver em pesquisas e planejamento de elementos para o trabalho e estilo de vida militar, na tentativa de reduzir o estresse e aumentar a produtividade e eficiência dos militares.

Psicólogos civis

Psicólogos civis podem trabalhar com militares nas instalações de saúde mental das bases nacionais, mas eles também podem trabalhar com dependentes, como esposas ou maridos e filhos dos soldados. Ao contrário dos psicólogos militares, os psicólogos civis não são implantados com soldados e não mantêm as forças armadas como sua responsabilidade principal, já que são contratados, em vez de comissionados. Psicólogos civis trabalham em ambientes clínicos, oferecendo serviços de saúde mental para pacientes na forma de avaliações, acompanhamentos e outras opções de tratamento. Psicólogos civis que trabalham com as forças armadas são normalmente sobrecarregados com pacientes, já que não são implantados como seus colegas militares e, portanto, tendem a atender os pacientes dos psicólogos militares em implantação.

Operações psicológicas

Psicólogos militares ás vezes trabalham com a inteligência militar para determinar o modo mais efetivo de manipular situações, como através do uso de operações psicológicas. Por exemplo, usando fraudes com inimigos ou cidadãos estrangeiros, ou com o uso eficaz de propagandas. A psicologia pode ser aplicada na coleta de informações, assim como através da inteligência humana (espionagem, contrainteligência e assim por diante) e por meio da coerção ou interrogatórios. Entretanto, a Sociedade Brasileira de Psicologia proíbe estritamente os psicólogos de participarem de situações de tortura e isso pode criar problemas para alguns psicólogos, sejam eles membros da SBP ou não.

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