Gatos: câncer de mandíbula

Escrito por mildred millhouse | Traduzido por mayra chibante
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Gatos: câncer de mandíbula
Gato saudável (House Cat image by phizics from Fotolia.com)

O câncer de mandíbula é, normalmente, causado pelo carcinoma das células escamosas. Esse é o tipo mais comum de câncer oral em felinos, assim como um dos mais difíceis de tratar. Contudo, tumores na frente do maxilar inferior têm uma chance melhor de recuperação que aqueles localizados em outro local ou mais próximos da boca. Diferente dos achados debaixo da língua ou no maxilar superior, o câncer do inferior pode ser cirurgicamente removido.

Fatores de risco

Certas condições aumentam o risco de desenvolvimento da doença oral pelos gatos. Os felinos que vivem em casas com fumantes que fumam 19 cigarros por dia são quatro vezes mais propensos a contrair o câncer de mandíbula. O uso da coleira anti pulgas foi associado a um risco de cinco vezes, enquanto a alimentação regular com alimentos enlatados, especialmente o atum, parece também aumentar. Geralmente, gatos mais velhos têm, também, um alto risco, já que a idade média do diagnóstico é de 12,5 anos.

Sintomas

Os sintomas dessa condição podem incluir: grande inchaço da bochecha ou do osso maxilar inferior, um buraco que não se cura após uma perda de dente e um cheiro estranho ou ulceração da boca. Os cuidados dentais regulares podem auxiliar a detectar qualquer tipo de câncer no início.

Diagnóstico

Normalmente, uma biópsia será necessária, de forma a reunir as células para examinação e determinar se o câncer é maligno. Nesse caso, o animal provavelmente ficará sedado e terá uma pequena quantidade de tecido cirurgicamente removida. Em alguns casos, um procedimento menos invasivo, que pode não precisar de anestesia, pode ser usado: uma aspiração com uma agulha fina, que extrai o tecido da área inchada. Uma radiografia pode ajudar no diagnóstico, revelando o material ósseo destruído pelo tumor. Antes da cirurgia, uma tomografia talvez seja necessária, de forma a determinar o tamanho e a forma do tumor.

Cirurgia

O câncer de mandíbula pode fazer com que uma parte dessa seja cirurgicamente removida, onde o tumor está crescendo. Esse procedimento é chamado de mandibulectomia e é especialmente utilizado quando o tumor está localizado na frente do maxilar inferior. A cirurgia não é, normalmente, uma opção para tumores nessa localização. Gatos têm uma expectativa de vida de, em média, cinco a sete meses após esse tipo de procedimento. A chance de uma recidiva é de 38%.

Radioterapia e quimoterapia

A radioterapia pode ser utilizada quando a cirurgia não é uma opção, apesar de aumentar o tempo de sobrevivência quando combinada com a mandibulectomia. Contudo, é um tratamento caro e pode causar uma inflamação severa o suficiente para fazer com que seja necessária uma alimentação via tubos. Os tratamentos que combinam a radioterapia com a quimioterapia não têm resultados encorajadores. A própria quimio provou-se ineficaz contra o câncer de mandíbula e, normalmente, não é recomendada.

Anti-inflamatório não esteroidal

Piroxicam e meloxicam são dois anti-inflamatórios não esteroidais, frequentemente prescritos para artrite. Essas drogas ainda interferem na ligação das enzimas de alguns cânceres e, dessa forma, têm propriedades contra a doença, além da habilidade no controle da dor e da inflamação causada pela condição. Veterinários prescrevem esses medicamentos para os felinos com carcinoma das células escamosas.

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