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Gatos: derrame pleural com linfoma

Atualizado em 21 novembro, 2016

O linfoma, também conhecido como linfossarcoma, está entre os cânceres felinos mais comuns. Segundo o site Cat World, aproximadamente um terço de todos os diagnósticos dessa doença são vertentes do linfoma. Essa condição afeta os nódulos linfáticos, pequenas partes com formatos arredondados do sistema imunológico encontradas em todo corpo. Tais nódulos contêm as células que combatem infecções. Entretanto, elas podem ser invadidas por células cancerosas. Se determinados nódulos linfáticos forem afetados, seu gato poderá sofrer um derrame pleural.

Sem tratamento, o linfoma com derrame pleural pode encurtar a vida do felino (Martin Poole/Digital Vision/Getty Images)

Sobre o derrame pleural

O derrame pleural ocorre quando a área ao redor dos pulmões do felino se enche de fluidos, como sangue ou líquidos linfáticos. Tal acúmulo dificulta a devida inflação do órgão, já que simplesmente não há espaço suficiente na cavidade torácica. Como resultado, seu animal não conseguirá oxigênio suficiente. O derrame pleural pode apresentar vários sintomas, como dificuldades respiratórias, estresse, redução no nível das atividades, tosse, posicionamento estranho ao se sentar ou descansar, e língua, gengivas ou lábios pálidos e com coloração azulada causados pela insuficiência dos níveis de oxigênio no sangue. Nos casos severos, seu gato pode também entrar em choque.

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Linfoma e o derrame pleural

Uma vez que os nódulos linfáticos estão espalhados por todo o corpo do gato, o tipo específico de linfoma depende do local afetado pelo câncer. Por exemplo, o linfoma mediastinal ocorre quando a doença afeta os nódulos linfáticos na região entre os pulmões (conhecida como timo) e no lado esquerdo do tórax, denominado mediastino anterior. Nesse caso, os animais normalmente desenvolvem o derrame pleural devido ao acúmulo de fluido na cavidade torácica, uma causa diretamente relacionada ao câncer.

Linfoma de mediastino e FeLV

Segundo a Dra. Laura Garrett e a Dra. Irene Rochlitz, ambas da Vetstream, cerca de um quarto dos casos diagnosticados de linfoma felino estão associados com o vírus da leucemia felina (FeLV). O site Cat World afirma que o linfoma do mediastino é a forma mais comum de linfossarcoma relacionada ao FeLV. Esse retrovírus penetra nas células do gato, causando problemas fisiológicos significativos, que incluem deficiências no sistema imunológico, similar às experiências dos humanos com o HIV (também um retrovírus). De acordo o Centro Médico Felino da Universidade de Cornell, aproximadamente 3% de todos os gatos dos Estados Unidos estão infectados com o FeLV.

Tratamento

Se o seu animal sofrer um derrame pleural causado pelo linfoma, em primeiro lugar, o veterinário deixará o gato mais confortável administrando oxigênio e removendo o fluido da cavidade torácica. Na maioria dos casos, a quimioterapia é utilizada como curso de tratamento, tendo como duração de seis a oito semanas. Às vezes, o tumor dentro dos nódulos linfáticos pode ser cirurgicamente removido. Para os felinos que talvez não consigam lidar com a quimioterapia, corticosteroides podem ser administrados para uma medicamentação a curto prazo, mas seu uso pode reduzir a eficácia de uma futura quimioterapia.

Prognóstico

A taxa de remissão para animais com linfoma é de 75%, embora esse índice possa variar, dependendo de inúmeros fatores, incluindo a progressão do câncer e o status do FeLV. Infelizmente, mesmo depois da remissão, apenas 30% dos gatos tratados vivem mais um ano. Felinos que contraíram o FeLV vivem apenas uma média de quatro meses após a remissão. Já os animais que receberam tratamento durante os estágios mais avançados, estão sujeitos a viverem menos de três meses. Sem tratamento, a expectativa de vida do gato varia entre apenas seis a oito semanas.

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Referências

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