Grandes autores norte-americanos

Escrito por mary foster | Traduzido por rayssa amorim
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Grandes autores norte-americanos
Estudante de faculdade lendo um romance americano (Jupiterimages/Brand X Pictures/Getty Images)

Embora uma lista dos grandes autores norte-americanos possa incluir o nome de centenas de escritores, determinados romances exemplificam a vivência dos Estados Unidos em momentos cruciais de sua história. "O Último dos Moicanos" de James Fennimore Cooper, "A Letra Escarlate" de Nathaniel Hawthorne e "Moby Dick" de Herman Melville narram os primórdios do país. O livro de Mark Twain, "As Aventuras de Huckleberry Finn", satiriza o sul e descreve as consequências da escravidão, enquanto a obra de Stephen Crane, "A Glória de um Covarde", retrata uma batalha durante a Guerra de Secessão. "O Sol Também se Levanta", de Ernest Hemmingway, lida com a Geração Perdida e a Primeira Guerra Mundial na Europa. O fluxo de consciência da obra "O Som e a Fúria", de William Faulkner, lida com o declínio do sul e, em "Filho Nativo", de Richard Wright, é confrontada a questão do racismo, abrindo caminho para outros autores afro-americanos.

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James Fennimore Cooper

"O Último dos Moicanos", de James Fennimore Cooper, publicado em 1826, romantiza a sociedade fronteiriça, retratando o índio norte-americano como um nobre selvagem e o homem branco como engenhoso, resistente e estóico. Fennimore é considerado o primeiro romancista americano.

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"O Último dos Moicanos" retrata o índio americano como um nobre selvagem (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Nathaniel Hawthorne

A obra prima de Nathaniel Hawthorne, "A letra escarlate", foi lançada em 1850. A história, situada em 1600, retrada uma sociedade puritana e explora a natureza do pecado e da culpa. A protagonista, Hester Prynne, tem uma relação adúltera com o reverendo Arthur Dimmesdale e está grávida de seu filho ilegítimo. Forçada a usar a letra "A" como um símbolo de vergonha e para identificá-la publicamente como adúltera, ela tenta recuperar sua dignidade e valor na comunidade.

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Situado em 1600, "A letra escarlate" retrata a sociedade puritana e explora a natureza do pecado e da culpa (Comstock/Comstock/Getty Images)

Herman Melville

O romance de Herman Melville, "Moby Dick", foi publicado em 1851 e ostensivamente aborda o comércio baleeiro na Nova Inglaterra, a crença do século 19 no Destino Manifesto e na exploração da fronteira. As questões subjacentes nesse livro incluem a rebelde natureza da humanidade e a natureza incompreensível de Deus, simbolizada pela baleia branca, Moby Dick. Essa obra é considerada o maior romance épico americano.

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"Moby Dick", de Herman Melville, foi publicado em 1851 e ostensivamente retrata o comércio baleeiro na Nova Inglaterra, EUA (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Mark Twain

"As Aventuras de Huckleberry Finn", de Mark Twain, foi primeiramente publicado na Inglaterra, em 1884, sendo lançado nos Estados Unidos em 1885. Os críticos o chamaram de racista, obsceno, ateu, vulgar e imoral, mas o autor do século 20, Ernest Hemingway, disse que foi desse romance "que toda a literatura americana surgiu". Nele, Twain narra a história de Huck Finn e Jim, um escravo fugitivo, usando um dialeto e humor vulgar para satirizar a sociedade civilizada e as consequências da escravidão.

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Figura retratanto um leilão de escravos (Photos.com/Photos.com/Getty Images)

Stephen Crane

O livro de Stephen Crane, "A glória de um covarde", primeiramente publicado em 1895, foi o primeiro romance moderno americano a lidar com o tema da guerra. Embora o autor tenha nascido seis anos após o fim da Guerra de Secessão, seu relato é tão convincente e realista que os críticos afirmaram que apenas um veterano de guerra poderia tê-lo escrito.

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O romance de Stephen Crane, "A glória de um covarde" é um relato sobre a Guerra de Secessão (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Ernest Hemingway

A obra publicada em 1926, "O Sol Também se Levanta", de Ernest Hemingway, lida com os expatriados americanos que vivem em Paris durante a década de 1920, a chamada "Geração Perdida". Desiludido e sofrendo com as consequências da Primeira Guerra Mundial, os personagens encontram sentido na amizade e na coragem -- ou "graça sob pressão", como Hemingway disse. Seu estilo -- claro e com frases declarativas -- continua a influenciar escritores. Ele ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1954.

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"O Sol Também se Levanta", de Ernest Hemingway, publicado em 1926, lida com os expatriados americanos que vivem em Paris durante a década de 1920, a chamada "Geração Perdida" (Hemera Technologies/Photos.com/Getty Images)

William Faulkner

"O Som e a Fúria", de William Faulker, foi publicado em 1929. Embora Faulker lide com a decadência do velho Sul, ele é mais conhecido por suas contribuições estilísticas para a literatura norte-americana. Ele usa o fluxo de consciência, monólogo interior, a fragmentação do tempo e múltiplos pontos de vista para imitar a forma como as pessoas pensam. William Faulkner ganhou o Prêmio Nobel em 1949.

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Embora Faulker lide com a decadência do velho Sul, ele é mais conhecido por suas contribuições estilísticas para a literatura norte-americana (Medioimages/Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Richard Wright

O romance de 1940, "Filho Nativo", escrito por Richard Wright, narra a história de Bigger Thomas, um jovem negro que vive em Chicago, preso em um ciclo de pobreza, crime e desespero. Embora o Renascimento do Harlem, de 1920, tenha produzido a primeira onda de autores modernos afro-americanos, Wright continuou essa tradição, abrindo caminho para Ralph Ellison, James Baldwin, Alice Walker, Toni Morrison e outros.

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O romance de 1940, "Filho Nativo", escrito por Richard Wright, narra a história de Bigger Thomas, um jovem negro que vive em Chicago, preso em um ciclo de pobreza, crime e desespero (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

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