A história da andragogia

Escrito por nancy lichtenstein | Traduzido por pedro santos
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A história da andragogia
Adultos aprendem de forma diferente das crianças (Jupiterimages/BananaStock/Getty Images)

Andragogia é um termo que se refere à teoria e prática da educação de adultos. Embora adultos interessados em aprender a tenham buscado de uma forma ou de outra ao longo da história, a andragogia só passou a existir como um conceito formal desde o século XIX, e não ganhou reconhecimento mundial até o século XX. A seguir, uma breve história da andragogia, a partir das as suas origens na Alemanha, em 1833, até seu lugar na educação moderna.

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As origens da andragogia

Um professor alemão chamado Alexander Kapp criou o termo "andragogia", em 1833. Ele o usou em um livro que escreveu sobre teorias educacionais de Platão para descrever a necessidade de se continuar aprendendo ao longo da vida. Kapp argumentou que os adultos precisam continuar aprendendo ao longo de suas vidas e diferenciou a andragogia da pedagogia - a prática de ensinar alunos - de diversas maneiras. Ele via um lugar para a educação formal para adultos, mas também acreditava que a andragogia devia incluir a aprendizagem a partir de uma reflexão sobre a própria experiência de vida e sobre a formação profissional recebida durante o trabalho. No entanto, a visão de Kapp não se tornou popular porque outras teorias sobre a educação de adultos já estavam sendo usadas de maneira generalizada.

Andragogia no início do século XX

Outro escritor alemão, Eugene Rosenstock, reavivou o termo em 1926 para deixar claro que a educação de adultos precisava de professores, métodos e filosofias especiais. Isso gerou mais interesse pelo tema na Europa. Um educador iugoslavo, Dusan Savecevic, eventualmente introduziu o conceito nos Estados Unidos, e os especialistas em educação de adultos John Dewey e Eduard C. Lindeman espalharam mais a teoria.

Andragogia se afirma como filosofia formal

Malcolm Knowles, professor da Universidade de Boston, que trabalhou como diretor executivo da Associação de Educação de Adultos durante muitos anos, leu Dewey e Lindeman e discorreu sobre suas teorias em seu livro "O aluno adulto: uma espécie negligenciada", em 1973. Knowles afirmou que adultos precisavam de métodos de aprendizado diferentes dos utilizados com as crianças, para evitar que o ensino se tornasse tedioso e para contornar inibições e crenças negativas que os adultos poderiam ter captado durante as tentativas anteriores de educação. Ele ressaltou a necessidade de subordinação do conhecimento, com aplicações práticas no cotidiano. Ele também promoveu a ideia de que os adultos, já auto-suficientes em geral, devem ser ensinados a acessar informações sozinhos.

Andragogia hoje

Knowles tornou-se conhecido como o pai da andragogia e acabou identificando seis princípios que a definiram. Ele os promoveu com sucesso e levando-os à adoção generalizada nos EUA e outros países. Hoje, qualquer teoria educacional ou programa que siga os princípios de Knowles é classificada como uma forma de andragogia. Estes princípios são as ideias de que os adultos são internamente motivados e auto-dirigidos, trazem experiências de vida e conhecimento para novas experiências de aprendizagem, são orientados para objetivo e relevância, são práticos e precisam de respeito. Educadores modernos contam com estes princípios para promover o sucesso de seus alunos adultos.

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