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História dos caixas eletrônicos

Atualizado em 21 fevereiro, 2017

Os caixas eletrônicos permitem que os clientes de banco retirem dinheiro sem precisar ir até um caixa. Essas máquinas estão disponíveis em todo o mundo, e os clientes de um banco podem às vezes utilizar caixas de outros bancos, apesar de poder haver a cobrança de uma taxa. Mesmo que essas máquinas sejam hoje lugar comum, até os anos 1960, as pessoas tinham medo de confiar seu dinheiro a uma máquina. O conceito básico do caixa eletrônico mudou pouco desde sua invenção, apesar de métodos de segurança e encriptação serem constantemente alterados e melhorados.

Um caixa eletrônico (Wiki Commons)

O primeiro caixa

O primeiro caixa eletrônico foi feito pelo inventor norte-americano Luther George Simjian em 1939. Ao desenvolver sua invenção, ele descobriu que os bancos não estavam interessados nesse tipo de tecnologia. Ainda assim, ele registrou mais de 20 patentes dessas máquinas, incluindo a tecnologia operacional e o nome da máquina nos EUA, "ATM". Finalmente, Simjian convenceu o City Bank of New York a instalar uma de suas máquinas para um teste de seis meses. Surpreendentemente, os clientes hesitaram em confiar seu dinheiro a essa nova tecnologia, portanto poucos utilizaram sua invenção. No final desse período de testes de seis meses, Simjian removeu a máquina e seguiu adiante para outras invenções.

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Os anos 1960

Somente 25 anos mais tarde os bancos começaram a ver o valor dos caixas eletrônicos. Em 1967, um inventor britânico chamado John Shepherd Barron inventou uma máquina de dispensa de dinheiro. Ele vendeu sua ideia para a De La Rue Industries, que batizou a máquina de DACS, ou De La Rue Automatic Cash System (Sistema de dinheiro automático da De La Rue). A primeira unidade de testes foi instalada no Barclays Bank em Londres. Para usar a máquina, os clientes tinham de comprar vales de papel dos caixas do banco. Eles podiam retornar ao banco depois da hora de fechar e inserir os vales na máquina para receber seu dinheiro. No ano seguinte, o vale de papel foi alterado para um cartão de plástico que a máquina armazenava após cada uso.

Caixas eletrônicos são inventados

Em 1969, a empresa americana Docutel criou uma máquina similar à DACS. Chamada de Docuteller, ela foi instalada no Chemical Bank em Nova Iorque, e foi a primeira máquina a ter cartões plásticos reutilizáveis para os clientes. Os cartões possuíam uma fita magnética codificada, o que os tornou seguros e reutilizáveis. Mesmo que o Docuteller seja similar à máquina original de Simjian, a Docutel é a precursora reconhecida dos caixas eletrônicos atuais. O empregado da mesma empresa Donald Wetzel é creditado como inventor do produto.

A máquina se populariza

As primeiras máquinas eram tão caras que custavam aos bancos cerca de US$ 8.000 a mais por ano do que um caixa regular. Quando os clientes começaram a expressar interesse pelas máquinas, muitos bancos começaram a comprá-las da Docutel em um esforço para impedir que eles os trocassem pela concorrência. Dentro de quatro anos da criação do produto, mais de 2.000 máquinas foram usadas nos Estados Unidos, apesar de cada unidade ter um preço de venda de mais de US$ 30.000. O modelo da Docutel rapidamente tornou-se o padrão da indústria, e bancos de todo o mundo começaram a comprar as máquinas. Em 2009, mais de 1,5 milhão de aparelhos do tipo eram utilizados em todo o mundo.

O caixa eletrônico em rede

As máquinas eram originalmente conectadas diretamente com um banco em particular. Em 1974, as primeiras delas conectadas em redes foram criadas. Isso permitiu que clientes retirassem dinheiro de qualquer caixa automático no mundo, independente da afiliação bancária. Isso também permitiu aos bancos distribuir os aparelhos em mais áreas, incluindo shoppings, estádios esportivos e até mesmo em navios de cruzeiro. Durante os anos 1970 e 1980, redes interbancárias como a Cirrus e Plus foram criadas para autorizar transações entre bancos.

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Referências

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