A história do câmbio manual da Harley Panhead

Escrito por john cagney nash | Traduzido por guilherme maluf
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A história do câmbio manual da Harley Panhead
A longa evolução da Harley implementou diversas melhorias na segurança, inclusive a alavanca manual do câmbio (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Propriamente chamado de câmbio manual, os termos "câmbio de tanque", "câmbio suicida", "slap-shifter" e "câmbio de cavaleiro" se referem a uma transmissão que exige que o piloto remova uma mão do guidão da moto para selecionar e trocar a marcha. A Harley-Davidson Panhead, introduzida em 1949 para substituir a Knuclehead, ofereceu o câmbio de tanque durante toda sua produção.

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História da alvanca manual

A alavanca manual era comum na maioria das motocicletas produzidas a partir de sua invenção, até a década de 50. Na maioria das utilizações, uma embreagem operada pelo pé era apertada enquanto a marcha era selecionada na alavanca da mão. O projeto viu um renascimento na indústria de motos personalizadas, onde remete a eras passadas e traz um sentimento nostálgico.

Disposição típica

A alavanca de câmbio era montada no lado esquerdo do motor, conectada na parte de baixo por um sistema de alavancas ao seletor de marchas da transmissão. A parte superior da alavanca costumava se projetar para cima através de uma porta entalhada similar à caixa de câmbio de carros modernos onde uma alavanca estilo tiptronic é usada.

Panhead da Harley-Davidson

As Panheads foram introduzidas em 1949 e receberam esse nome do público, pois as coberturas de válvula no topo de cada cilindro lembravam formas ("pan") de bolo. Em pouco tempo, as motos se tornaram base para personalizações. Com o retorno dos aviadores da 2ª Guerra Mundial e o subsequente nascimento dos clubes e cultura dos helicópteros, a ideia da ligação com o câmbio de tanques se tornou indesejada para alguns. Pilotos que desejavam reduzir o peso - e, alguns diriam, a aparência desordenada da carenagem - encurtavam a alavanca ao lado do tanque de forma que a mudança de marcha era feita diretamente na caixa de câmbio.

A substituição da Knucklehead pela Panhead trazia outra mudança profunda: cilindros de alumínio foram trocados pelos de liga de alumínio. Anteriormente, as demandas do período de guerra tinham restringido a disponibilidade de alumínio, mas o fim dos conflitos fez com que aviões excedentes fossem derretidos e a matéria prima ficou amplamente disponível para reutilização.

Câmbios manuais na Panhead

A combinação de alavanca manual e embreagem no pedal foi usada pela primeira vez pela Harley-Davidson em 1915, e a embreagem na mão foi introduzida na Panhead de 1952. Antes desse ano, a fabricante usava apenas uma embreagem no pé esquerdo para soltar a transmissão e o câmbio de tanque na mão esquerda para selecionar as marchas. A disposição inversa foi lançada como opcional e ambas as versões estavam disponíveis na Panhead até o fim de sua produção em 1965. Após dois anos da estreia, a embreagem na mão e câmbio no pé já vendia mais que o estilo antigo em uma proporção de 2 para 1.

Embreagens suicidas

Cabe destacar que câmbio suicida e embreagem suicida são diferentes. A embreagem era operada pelo pedal do pé que dava ao piloto a opção de colocar os dois pés no chão ou segurar a embreagem operada pelo pé esquerdo. Isso significava que o piloto devia escolher entre priorizar o equilíbrio ou desengatar as marchas, uma dúvida particularmente complicada em cruzamentos.

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