História da camisa de futebol

Escrito por alex baker | Traduzido por rita pacheco
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História da camisa de futebol
A história das camisas de futebol remonta à Era Vitoriana na Inglaterra (Getty Images)

O lendário jogador de futebol argentino Diego Maradona é citado frequentemente sobre os jogadores "dando tudo pela camisa", em jogos de futebol importantes. Embora os jogadores joguem pelo clube e país, em campo, é a camisa de futebol que é o símbolo visível dessas causas.

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A Era Vitoriana

Na era vitoriana, na Inglaterra, não haviam uniformes ou equipamentos usados ​​em campo. Jogadores usavam branco ou qualquer outra coisa que tivessem, e as equipes foram distinguidas uma da outra por bonés coloridos, lenços ou faixas.

Embora os primeiros uniformes de futebol na Grã-Bretanha tenham surgido por volta de 1870, a introdução do Campeanato Inglês em 1871-72 provocou mudanças significativas. Jornalistas e torcedores começaram a exigir que as equipes usassem uniformes para que fosse mais fácil distinguir as equipes e jogadores.

Muitas das primeiras camisas britânicas de futebol foram enfeitadas com as cores da escola ou do clube esportivo que a equipe tinha sido fundada. As primeiras camisas do Blackburn Rovers eram brancas e adornadas com a Cruz de Malta azul da Escola de Shrewsbury. Os Jerseys no início ostentaram o salmão, vinho e azul claro do clube de remo do qual foi fundado.

No Reino Unido, na época, o futebol era quase exclusivamente um esporte da classe média alta, que poderia facilmente se dar ao luxo de comprar uma camisa nas cores do seu clube. Como resultado, muitos dos clubes da classe trabalhadora da época tinham camisetas brancas simples, que eram baratas e fáceis de conseguir.

Com o surgimento das de equipes profissionais, a despesa com as camisas de futebol ficou para o clube, em vez dos jogadores.

Em 1891, depois que Wolverhampton apareceu em Sunderland vestindo as mesmas listras vermelhas e brancas do anfitrião, as regras foram introduzidas afirmando que todos os times da casa devem ter uma camisa de cor alternativa para evitar tais contratempos.

O início do século XX

Na virada do século 20, as camisas de futebol feitas a partir de fibras naturais se tornaram mais adequadas. O time londrino Arsenal se tornou um dos primeiros clubes a ter um equipamento esportivo que contava com shorts e camisas da mesma cor.

Na época, havia uma variedade de modelos de colarinho em camisas de clubes diferentes. Golas redondas, juntamente com listras largas era muito populares. As listras largas tornavam mais fácil que os jogadores se reconhecessem entre si.

Em contraste com listras verticais, as listras horizontais, tais como as usadas ​​pelos escoceses do Celtic atualmente, também se tornaram populares na época.

Os jogos de futebol da Inglaterra e outros que haviam no continente na época, foram suspensos durante o período da Primeira Guerra Mundial. Após o retorno em 1919, os equipamentos não evoluíram muito durante a década de 1920.

Na década de 1930, a golas atadas começaram a desaparecer para o aparecimento das camisas de colarinho, semelhantes às usadas ​​no rugby. Em 1933, o Arsenal apareceu vestindo camisetas vermelhas com mangas brancas e colarinhos brancos, tornando-se imediatamente o time mais reconhecível da época.

Em 1939, foram introduzidos camisas numeradas pela primeira vez na Grã-Bretanha. No entanto, apenas seis anos depois que começaram a ser vistas em campo com alguma regularidade, pois os jogos foram novamente suspensos com a eclosão da Segunda Guerra Mundial.

Período Pós-Guerra

As camisas numeradas, que eram obrigatórias na Grã-Bretanha pouco antes da guerra, começaram a se espalhar para outros países. A escassez e o racionamento tornou difícil para os clubes comprar novos equipamentos, e muitos foram obrigados a trocar suas cores tradicionais para as que fossem mais fáceis de encontrar através de empréstimos ou arrecadações.

Em 1953, o Bolton Wanderers apareceu no final do campeonato vestindo equipamentos feitos de tecidos sintéticos brilhantes. Embora poucos percebessem na época, a camisa dos tempos modernos havia sido introduzida. Na temporada seguinte Torquay United e Queens Park tinham trocado para as camisas sintéticas mais leves.

Quando o futebol continental começou a se destacar, influenciou profundamente a camisa do futebol. Em 1954, a equipe nacional inglesa apareceu no conhecido "estilo continental": elegantes decotes em V, mangas curtas e materiais mais leves.

Essas camisas já tinham sido usadas na Espanha e Itália em 1920, mas no período pós-guerra começaram a ganhar força na Inglaterra. Se tornaram norma, fazendo desaparecer os últimos vestígios de uniformes da era vitoriana.

As camisas de futebol que vemos hoje pode ser consideradas estilos descendentes dos "continentais" da década de 1950.

Do outro lado do mundo, o Brasil apareceu pela primeira vez em uma de suas icônicas camisas amarelas com gola e punhos verdes. O projeto foi a criação de um ilustrador de jornais de 19 anos de idade que tinha ganho um concurso nacional.

Anos 60

No começo dos ano 60, os decotes carecas começaram a substituir as golas V. As camisas na Inglaterra e no continente foram se tornando mais leves e apertadas e novamente surgiram as mangas longas.

Camisas de cor sólida, que refletiam a estética elegante da década de 1960 tornaram-se moda. Cores sólidas eram mais ousadas ​​e ficavam melhor sob os holofotes que hoje estão presentes na maioria dos estádios. Camisas listradas e com arcos desapareceram dos campos durante a década de 1960.

Durante essa época, as equipes usavam camisas e shorts da mesma cor.

Anos 70

Passando dos anos 60 para os 70, o diferente logotipo com 3 listras do fabricante alemão Adidas se tornou comum nas mangas das primeiras camisas de futebol europeias e, mais tarde, inglesas.

Por volta de 1970, muitas equipes começaram a voltar para um modelo mais moderno, e assumiram suas cores tradicionais. Listras e aros estavam de volta, embora em variações modernas mais elegantes. E, como quase todos os outros lugares em 1970, em campo, os colarinhos ficaram maiores.

Em 1979, o time de Liverpool foi o primeiro na Inglaterra a vender espaço publicitário na parte da frente de sua camisa. Outros clubes do país e do continente rapidamente seguiram o exemplo.

Anos 80

Por alguns anos, as emissoras se recusaram a mostrar os jogos de times com marcas nas camisas. No entanto, em 1983 cederam, e aí surgiu a camisa da era do marketing.

Adidas, Puma, Kappa, Le Coq Sportif, Umbro e, mais tarde, uma marca americana nova chamada Nike, começaram a fabricar camisas para as equipes ao redor do mundo.

Consequentemente, o logotipo de uma dessas empresas é visto na camisa de quase todos os jogadores profissionais de futebol no mundo.

No final dos anos 80 as camisas tinham os novos tecidos, que eram muito finos e leves — alguns como poliéster "performance" tornaram-se amplamente disponíveis. Os times começaram a fazer mangas curtas e longas permitindo que os jogadores escolhessem com qual iriam jogar no dia.

A partir dos anos 90

Ao longo das décadas de 80 e 90, a camisa de futebol tornou-se cada vez mais o domínio do mercantilismo. A publicidade comercial na parte da frente das camisas de futebol é universalmente aceita e muitas vezes aparece até mesmo nas cópias. Atualmente uma camisa de futebol tem o logotipo do patrocinador, do fabricante, da equipe, o nome do jogador e número, todos competindo por espaço.

O único time grande no mundo que não vende o espaço na frente de suas camisas para os anunciantes é o espanhol, Barcelona, que em vez disso doa esse espaço para a Unicef.

Camisas de futebol modernas são agora todas feitas de poliéster leve de "performance".

Como camisas réplicas tornaram-se mais populares com os fãs, os projetos foram alterados para refletir isso. Não é mais suficiente a camisa ficar bem apenas com shorts em campo. Estes dias tem que combinar também com o jeans na rua.

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