A história do ciclo de Krebs

Escrito por leah golden | Traduzido por lara scheffer
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Hans Adolf Krebs apresentou o ciclo de ácido cítrico (também conhecido como ciclo de Krebs) pela primeira vez em 1937. Seu trabalho foi construído em cima das descobertas de outros bioquímicos antes dele. Do mesmo modo, seus estudos foram uma parte essencial para entender o grande processo da respiração celular para outros cientistas.

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Fatos

O ciclo de Krebs também é conhecido como o ciclo do ácido tricarboxílico (TCA) e ciclo do ácido cítrico. Ele é o segundo de três estágios da respiração celular, ocorrendo entre a glicólise — a quebra da glicose em piruvato — e a fosforilação oxidativa — criação do trifosfato de adenosina, ou ATP. O ciclo de Krebs acontece nas mitocôndrias das células, e é um passo vital na criação aeróbica do ATP, o combustível principal das atividades celulares.

História

Antes de Krebs fazer sua descoberta em 1937, sabia-se muito mais sobre os processos anaeróbicos usados pelo corpo para produzir energia do que sobre os aeróbicos. Hans Buchner e Eduard Buchner descobriram a glicólise, um processo anaeróbico, acidentalmente em 1897. Durante a década de 1920 e o início da década de 1930, os cientistas Otto Meyerhof, Gustav Embden, Otto Warburg e Carl e Gerty Cori tiveram papéis significantes na descrição de como as células convertiam nutrientes em energia de forma anaeróbica.

Entre 1906 e 1920, Torsten Thunberg deu os primeiros passos em direção ao entendimento da respiração celular ao testar como as substâncias orgânicas eram oxidadas nos tecidos animais.

Descoberta

As peças do quebra-cabeça acerca do passo intermediário da respiração celular começaram a se encaixar no meio da década de 1930. Albert Szent-Györgyi descobriu, em 1935, um tecido animal — o músculo peitoral de pombos — adequado para conduzir experimentos sobre a respiração celular. Ele também revelou que as substâncias observadas por Thunberg em seus experimentos agiam parcialmente como catalisadores.

No início de 1937, a equipe de Krebs descobriu que o citrato também agia como um catalisador, enquanto os pesquisadores C. Martius e F. Knoop descobriram outro produto da oxidação do citrato: o cetoglutarato. Entre março e junho de 1937, as observações no laboratório de Krebs revelaram que outro produto da respiração celular — o oxaloacetato — poderia ser combinado com o piruvato ou outros compostos para formar o citrato, fechando o ciclo.

Importância

O trabalho de Krebs forneceu algumas das peças faltantes ao quebra-cabeça da respiração celular e as montou para formar uma imagem mais completa. Seus estudos ajudaram a descrever como as células produzem e usam a energia. Krebs recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 1953 por seu trabalho.

Depois

O último passo no processo da respiração celular — a fosforilação oxidativa — foi o próximo mistério a ser resolvido. Em 1937, Herman Kalckar ligou o ATP à respiração celular. Pouco tempo depois, Fritz Lipmann revelou que o ATP era a principal fonte de energia da célula. Peter Mitchell, David E. Green, Paul D. Boyer e John E. Walker fizeram grandes contribuições ao esforço de entender como o ATP é criado, e as pesquisas continuam até hoje.

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