História do cinto de segurança

Escrito por jen hale | Traduzido por elen canto
História do cinto de segurança
O cinto de segurança mais usado em carros de hoje é o cinto de segurança de três ponto (Creatas Images/Creatas/Getty Images)

Hoje em dia, cinto de segurança está presente em diversas modalidades de transporte. Apesar de sua origem humilde, o cinto de segurança já passou por muita coisa no que diz repeito a melhorar a segurança de pessoas que viajam. Os cintos de segurança passaram por muitas mudanças desde que foram patenteados há cem anos.

O início

O cinto de segurança tem origens simples. O inventor George Cayley criou e projetou o primeiro cinto de segurança no final do século 19. O primeiro uso do cinto de segurança de Cayley ocorreu em viagens aéreas, mas não foi usado regularmente em aviões até a década de 1930. Nos Estados Unidos, Edward J. Claghorn foi a primeira a receber patente para o cinto de segurança, em 10 de fevereiro de 1885. Porém, os cintos de segurança seriam instalados em automóveis somente a partir da década de 1920. Muitos profissionais da área médica começaram a usar e defender o uso de cintos de segurança em veículos motorizados, o que deu início a uma série de acontecimentos que levariam ao uso do cinto de segurança comum.

Primeiros usos

Embora algumas pessoas defendessem o uso de cintos de segurança em carros desde a década de 1920, levaria cerca de 30 anos para que muito fosse feito no que diz respeito à instalação e utilização de cintos de segurança em carros. Em vários estados, acabaram sendo promulgadas políticas que exigem a instalação do cinto de segurança no processo de fabricação de automóveis. No entanto, a utilização efetiva do cinto de segurança não era obrigatória -- o passageiro não era obrigado a usar o cinto de segurança só porque estava instalado no veículo. Curiosamente, a primeira empresa a fabricar carros com cintos de segurança como equipamento de fábrica não foi uma empresa dos Estados Unidos . Na verdade, foi a empresa de automóveis sueca Saab que introduziu pela primeira vez o cinto de segurança de série, em 1958. Depois de ser visto na Saab no Salão Automóvel de Nova York, o uso de cintos de segurança tornou-se norma.

O cinto de segurança no Código de Trânsito Brasileiro

Segundo o artigo 65 do Código de Trânsito Brasileiro, o uso do cinto de segurança é obrigatório para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo Conselho Nacional de Trânsito.

Tipos

Devido ao aumento da atenção ao uso, têm ocorrido muitos avanços nos tipos de cintos de segurança que são usados​​. O primeiro cinto de segurança apresentado ao público foi o padrão de dois pontos, que hoje em dia são raros em veículos motorizados, mas ainda podem ser encontrados no banco traseiro central. Como o nome indica, esse cinto de segurança é preso em um dos lados do indivíduo e cruza o colo. Esse tipo de cinto de segurança também podem ser encontrado em aviões. O cinto de segurança mais usado em carros de hoje é o cinto de segurança de três pontos, que é constituído por uma faixa contínua que cobre a pessoa a partir do ombro e sobre o colo. Isso assegura que o corpo do passageiro esteja mais protegido em caso de acidente. Encontrado bastante em carros de corrida, cadeirinhas de criança e veículos off-road, o cinto de cinco pontos protege mais. Este tipo de cinto de segurança também podem ser encontrado em parques de diversão, pois é mais eficaz para segurar uma pessoa. Há duas alças diferentes sobre o cinto de segurança de cinco pontos. A parte que faz sobreposição está ligado a uma faixa entre as pernas, fazendo com que haja um total de cinco pontos de fixação ao assento. Encontrado mais predominantemente em veículos da Nascar, o cinto de segurança de seis pontos é semelhante ao de cinco pontos, mas possui um cinto extra entre as pernas. Esse tem sido um cinto de segurança eficaz para muitos pilotos envolvidos em acidentes, pois impede que o piloto seja jogado do carro ou que fique se batendo dentro do veículo. Por fim, o cinto de sete pontos é encontrada somente em aeronaves. Para um avião acrobático, o cinto de sete pontos tem um cinto de segurança a mais que está ligado em um ponto diferente na aeronave. É apenas um híbrido do cinto de cinco pontos.

Efetividade

Embora se encontrem muitos tipos de cintos de segurança em vários tipos de veículos, a eficácia do cinto é uma parte essencial de sua utilização. Por ser algo comum, é fácil esquecer o papel importante que o cinto de segurança desempenha na segurança da pessoa que o utiliza. Os cintos de segurança foram testados em manequins e em cadáveres humanos reais. Estes testes mostram que o uso do cinto de segurança em um automóvel pode reduzir o risco de morte em caso de acidente. Ao ser contido por um cinto de segurança em diferentes contextos, tais como aviões, carros e brinquedos de parques de diversões, o usuário tem mais chance de não ser lançado para fora do assento. O cinto de segurança também pode proteger alguém de ser lançado sobre a cabine de um veículo, o que pode resultar em ferimentos. Mas, embora o cinto de segurança seja muito eficaz, ele também apresenta potencial para ferimentos graves em acidentes causados por alta velocidade: é possível que o peito seja esmagado ou gravemente ferido. Um peito esmagado pode trazer consequências potencialmente fatais, como parada cardíaca ou ferimentos nos pulmões. É também possível que o pescoço seja quebrado, resultando em paralisia ou até mesmo em morte .