História da cirurgia ocular refrativa

Escrito por dominique brooks | Traduzido por aline ferreira
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História da cirurgia ocular refrativa
A cirurgia refrativa é realizada mais frequentemente para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

A cirurgia refrativa é realizada mais frequentemente para corrigir miopia (dificuldade para enxergar de longe), hipermetropia (dificuldade para enxergar de perto) e astigmatismo (córnea irregularmente compartilhada). Tradicionalmente, vários processos têm sido usados para corrigir cirurgicamente a visão -- a maioria deles, usando o mesmo conceito básico de que mudar a forma da córnea pode corrigir erros de refração e melhorar a visão.

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Início da cirurgia refrativa na Europa

Embora Leonardo da Vinci tenha discutido a possibilidade de erros refrativos no século XVI, o primeiro avanço em direção à correção de erros de visão através de cirurgia não ocorreram até os anos 1800. Em 1869, o oftalmologista holandês que criou os gráficos oculares modernos, Herman Snellen, notou que o astigmatismo podia ser corrigido por meio de incisões na córnea. Então, em 1898, L.J. Lans notou que reformular a córnea com incisões mudaria o caminho da luz que trafega pelos olhos e poderia refocá-la corretamente na retina. Esse procedimento foi denominado ceratomia.

Ceratomia radial

Durante os anos 30 e 40 do século XIX, um oftalmologista japonês chamado Tsutomu Sato realizou vários experimentos para explorar mais o conceito de ceratomia. Sua pesquisa criou o procedimento básico de ceratomia radial (RK), que tentava curar a miopia e o astigmatismo fazendo várias incisões semelhantes a raios na córnea. Porém, um cientista russo, Svyatoslav Fyodorov, aperfeiçoou a técnica, deixando uma área livre no centro da córnea enquanto fazia essas incisões. O cientista também desenvolveu uma fórmula para prever o resultado da cirurgia em um paciente.

Ceratomia radial nos Estados Unidos

A ceratomia radial foi intruduzida nos EUA em 1978. O instituto americano National Eye Institute iniciou o estudo PERK (sigla americana para "Avaliação Prospectiva de ceratotomia radial", em tradução livre), que mostrou que a técnica era efetiva na correção da visão. No entanto, notou-se que alguns olhos apresentavam falta de estabilidade da visão no decorrer do tempo. Os instrumentos usados para realizar o procedimento foram melhorados e a cirurgia se tornou bastante popular nos EUA durante os anos 80. A fim de corrigir o astigmatismo, cirurgiões também desenvolveram a ceratomia astigmática, ou AK, que podia ser realizada ao mesmo tempo que a RK. Com o desenvolvimento de novas tecnologias, a RK se tornou obsoleta nos anos 90.

O laser de exímero e a ceratomia fotorrefrativa

No final dos anos 70, o laser de exímero foi desenvolvido originalmente para criar chips de computadores. Ele era um laser "frio" e, por isso, não causava danos aos tecidos. Oftalmologistas começaram a usar esse preciso mecanismo a laser para realizar a cirurgia refrativa, removendo quantidades precisas de tecido do epitélio da córnea. Em 1983, Stephen Trokel apresentou dados sobre a ceratomia fotorrefrativa (PRK) e o laser de exímero, logo realizando os primeiros procedimentos. Em 1985 e 1986, o laser de exímero foi apresentado para a comunidade oftalmológica como um todo; o órgão regulamentador da saúde americano, FDA, aprovou então o laser para realização da cirurgia refrativa e a PRK se tornou a cirurgia refrativa mais comumente realizada. Porém, ao longo do tempo, alguns pacientes que realizaram a PRK desenvolveram nebulosidade ou embaçamento da córnea.

Queratoplastia local de laser assistida

Na Colômbia, Jose Barraquer desenvolveu uma técnica que envolvia uma cirurgia de camada na qual o tecido córneo era removido usando uma pequena lâmina. Esse tecido era congelado, reformulado e reintroduzido no olho, corrigindo a visão. Pesquisas mais avançadas mostraram que o tecido córneo não precisa ser removido. Em 1990, a queratoplastia local de laser assistido, ou LASIK, incorporou esse conhecimento criando uma camada rebatida da córnea em vez de remover o topo do tecido córneo. Então, depois de usar o laser de exímero para dissolver algo do tecido abaixo dessa camada rebatida para corrigir o erro refratário, a camada é realocada no olho. O FDA aprovou a LASIK em 1999 e o procedimento é, hoje, a cirurgia refrativa mais comum nos EUA. A LASIK pode ser usada para corrigir a miopia e a hipermetropia.

Demais avanços

A cirurgia LASIK em si tem sido refinada para expandir sua margem de cura, também com melhorias no processo e no laser de exímero. Um desses refinamentos é a cirurgia personalizada de frente de onda que usa medidas tridimensionais para corrigir a córnea. Outra atualização da técnica usa um laser em vez de uma lâmina para criar a camada rebatida da LASIK. No entanto, nem todos são candidatos a realizar a LASIK. Pacientes com córneas finas, pupilas grandes ou certas doenças (do tecido conjuntivo ou vasculares) não são tipicamente elegíveis para a cirurgia. Novos procedimentos estão sendo desenvolvidos, tais como lentes de contato implantáveis, que são similares às lentes intraoculares usadas na cirurgia de catarata. Nesse procedimento cirúrgico, as lentes naturais são deixadas no lugar e lentes adicionais são inseridas no olho.

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