A história de Enron

Escrito por jason reeher | Traduzido por marina costa
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A história de Enron
Um conto cauteloso, cheio de escândalos de contabilidade e ilegalidades corporativas. (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

A história da Enron segue dois caminhos distintos. O primeiro ato é o nascer de uma empresa que liderou, por um breve período, a "nova economia" da Era da Informação; o segundo ato traz a espetacular queda de riqueza e poder, um conto cauteloso, cheio de escândalos de contabilidade e ilegalidades corporativas. Entender a história da Enron nos dá pistas da complexidade do mercado de comércio moderno e ressalta a importância do comportamento ético nos negócios.

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Origens

Enron foi formada em 1985 por Kenneth Lay. Lay fundiu sua empresa, Houston Natural Gas, com Omaha, InterNorth do Nebraska, para formar a Enron. Lay era o Diretor Executivo da Enron. Além das vendas tradicionais e do transporte de gás natural, a Enron, sob a direção de Lay, investiu em mercados futuros. Os anos 80 tinham visto uma considerável desregulação de mercados de energia, sobre a presidência de Ronald Reagan; isso permitiu que a Enron e outros futuros negociadores comprassem e vendessem energia futura ou contratos para entregas em uma data futura. A companhia mudou a sua sede de Omaha para Houston, em 1986.

Inovações

Kenneth Lay trouxe o antigo consultor Jeffery Skilling para juntar-se à Enron em 1990. Skilling iria eventualmente tornar-se o Diretor de Operações da Enron; o objetivo dele era levar a Enron das formas antigas da empresa de fazer negócio-- a construção de usinas de energia por exemplo-- até um um modelo de negócio novo, baseado em informações. Sob os planos de Skilling, então, a Enron tornou-se pesadamente focada em contratos de entrega de energia, também vendendo pedaços desses contratos como "derivados", igualando grandes fornecedores a pequenos clientes.

Skilling depois levou a Enron, em conjunto com a firma de contabilidade da empresa, Arthur Andersen, a pedir permissão para mudar os procedimentos de contabilidade. Skilling pressionou a Comissão de Valores Mobiliários a permitir que a Enron passasse a usar o método "mark-to-market" de contabilidade, o que permitiria a empresa contabilizar lucros de contratos de longo prazo logo no primeiro ano do contrato. O autor Malcom S. Salter explica que, então, a Enron foi a primeira empresa não financeira a poder usar esse tipo de método. Os preços de gás iriam estabilizar, cementando ainda mais a aparência da Enron como uma firma crucial.

Dificuldades

Apesar de sua reputação de rolo compressor corporativo, a Enron teve várias dificuldades que antecederam os escândalos. Ainda que fosse a maior companhia de gás natural nos Estados Unidos de 1992, o foco da empresa no comércio obscurecia o fato de que a divisão de comércio não estava realmente lucrando.

Além disso, o diretor financeiro Andrew Fastow criou entidades empresariais separadas que não foram refletidas nos relatórios financeiros da empresa principal. Apesar do que estava nos livros de auditoria da empresa, Arthur Andersen não revelou esses fatos aos investidores na época. O resultado era que aquela empresa que parecia ter pleno sucesso estava, na realidade, a beira da falência.

Escândalo

A situação da Enron deteriorou-se rapidamente no final de 2001. Por causa da falta de receitas, a empresa foi forçada a acessar uma linha de crédito de 3 bilhões de dólares. Com isso, as Agências de Classificação de Crédito rebaixaram as avaliações da dívida da Companhia; os credores, temendo não serem pagos no caso da falência da Enron, aumentaram os prazos de pagamento da dívida. Em 2 de dezembro de 2001, a Enron entrou em falência, demitindo milhares de trabalhadores no processo.

Por si mesma, a ocorrência da falência não teria sido escandalosa. Entretanto revelações inquietantes começaram a aparecer. Andrew Fastow, que havia sido demitido em outubro de 2001, havia escondido milhões de dólares de dívida nas empresas que possuíam parceria com a Enron. Em março de 2002, Arthur Andersen foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos EUA por destruir ilegalmente documentação da Enron e a empresa de contabilidade foi condenada em junho do mesmo ano.

Resultado

Mesmo que o escândalo inicial tenha se focado em assuntos de contabilidade, logo foi revelado que a conspiração para enganar investidores chegava ao todo da organização. Kenneth Lay e Jeffrey Skilling foram indiciados em 2004 com acusações de conspiração financeira. O contador Enron Richard Causey concordou em testemunhar contra os dois chefes , em troca da redução da própria sentença por seu papel no assunto. Em 2006, Lay e Skilling foram condenados por conspiração e fraude. Lay faleceu de doença cardíaca em julho de 2006. Em outubro do mesmo ano, Skilling foi condenado a 24 anos e quatro meses de prisão. Em 2004, a Enron emergiu da falência como "Enron Creditors Recovery Corp.", condenada a reorganizar-se e a liquidar ativos para ajudar a pagar credores da Enron.

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