História dos jacobinos e dos girondinos

Escrito por edwin thomas | Traduzido por fabrício basílio o. de souza
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História dos jacobinos e dos girondinos
Revolução Francesa foi um grande movimento popular onde se levantaram duas facções políticas: os jacobinos e os girondinos (Bandera francesa image by Parato from Fotolia.com)

A história da Revolução Francesa está repleta de equívocos populares, talvez nenhum mais notório que a disputa entre os jacobinos e os girondinos. Essa própria concepção não é correta, visto que a maioria dos girondinos eram também membros do clube jacobino. Ligada na história de como os girondinos vieram a ser identificados como um movimento fora do movimento radical jacobita, está a história do sangrento Terror da Revolução Francesa.

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Identificação

Os jacobinos eram derivados dos membros do clube jacobino, o maior e mais poderoso dos clubes ou facções na Revolução Francesa. Os girondinos eram uma facção dentro da Assembleia Legislativa, e, em seguida, da Convenção Nacional. Eles não eram um partido político, mas uma associação de indivíduos com as mesmas ideias, e a maioria eram membros do clube jacobino.

História

Os jacobinos foram uma consequência do Clube Benthorn, formado na reunião dos Estados Gerais de 1789 por representantes bretões. O clube cresceu a partir de um grupo exclusivamente bretão para um clube nacional. Ele aumentou para 420.000 membros antes de seu final, incluindo também o monarca indiano e inimigo britânico, o Sultão Tipu. Os jacobinos se tornaram a casa para aqueles na França que eram revolucionários radicais, impulsionando algumas coisas como, o sufrágio universal, a separação da igreja e do Estado, e a abolição da monarquia.

Os girondinos, uma facção dos jacobinos, deviam à pequena liderança o que eles tinham que pagar a Jacques Pierre Brissot. O revolucionário americano Thomas Paine era um girondino. Como a maioria de seus membros eram jacobinos, eles eram também democratas radicais. Eles forçaram o rei Luís XVI a formar um governo da facção deles em 1792. Eram o grupo que forçaram a declaração de guerra contra à Áustria, que começou as Guerras da Revolução que evoluiriam para as Guerras Napoleônicas.

O que definitivamente separou os girondinos dos jacobinos foi o fato de que eles eram mais teóricos e mais radicais do que homens de ação, que lideraram o clube do outro bloco principal, os montanheses: Marat, Danton e Robespierre. Eles preferiram a postura, a leitura e a publicação enquanto mobilizações alvoroçavam as ruas que eles desdenhavam, e não tinham a crueldade que caracterizou os montanheses.

Foi a derrubada da monarquia, o crescente caos dos tempos, e o chamado da Convenção Nacional que iniciaram a queda rápida dos girondinos. Na Assembleia Legislativa eles tinham sido radicais, nos tempos tumultuosos que produziram a Convenção Nacional, os girondinos encontraram-se no papel da lei e da ordem dos conservadores. Lutando para acabar com a impunidade do país, ele foram debilitados pela esquerda através dos demagogos da facção montanhesa. Embora tivessem a maioria na Convenção e controlasse o governo, os montanheses os pintaram como traidores para os inimigos reacionários em casa e no exterior para a mobilização de Paris. A multidão montanhense intimou a Convenção, que ordenou a prisão de mais de 30 líderes girondinos em 1973. Com o triunfo dos montanheses, eles se tornaram sinônimos, junto com os jacobinos, de um todo.

Alguns dos girondinos presos escaparam, incluindo Brissot, e fugiram para as províncias em uma tentativa de elevar o campo contra Paris. Esta ameaça da Guerra Civil foi a desculpa que os montanheses precisavam para iniciar o Terror. Os 21 girondinos restantes, sob custódia receberam um falso julgamento e foram executados na guilhotina. Dos que escaparam de Paris, a maioria foram caçados e mortos pelo governo radical jacobino antes de 1974, quando também caiu.

Equívocos

Os jacobinos, geralmente, são confundidos com os Montanheses Marat, Danton e Robespierre, e os girondinos como uma partido político separado. Na verdade, eles eram facções dentro do mesmo partido. Ao longo do tempo os dois termos se tornaram sinônimo, com Montagnard sendo esquecido, mas é importante lembrar que os girondinos nunca foram uma facção separada e opositora.

Importância

Depois da queda da monarquia e a destruição dos girondinos, quaisquer influências que permaneceram na Revolução Francesa se foram. O resultado foi o infame Reino de Terror de 5 de setembro de 1793 até 28 de julho de 1794, e o período de instabilidade dos governos da Revolução Francesa que duraria até a ascensão de Napoleão Bonaparte. Com Bonaparte, algumas das conquistas da Revolução iriam ser confirmadas, enquanto outras não foram feitas. O Bonapartismo acabou sendo derrotado e a Monarquia Francesa restaurou o poder até 1848, pode-se dizer que a derrota dos girondinos e os excessos que se seguiram levaram a Revolução a ruína.

Efeitos

Sem rivais externos por poder, os líderes dos montanheses logo caíram em si. Em março de 1793, ele ordenou a execução de seu antigos aliados Danton, Jacques Herbert e seus respectivos seguidores. Os montanheses alimentaram seus egos, levando à queda de Robespierre.

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