História do movimento hippie

Escrito por bethney foster | Traduzido por ingrid marçal
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História do movimento hippie
O movimento hippie tinha como filosofia a paz, o amor e a comunhão (Hemera Technologies/PhotoObjects.net/Getty Images)

A Geração Hippie, aqueles nascidos nos anos 1960 e 1970, adotaram filosofias de paz, amor e comunhão. Rejeitando os valores da classe média e a maneira como foram educadas as gerações anteriores, o movimento hippie criou uma cultura própria, pregando o "amor livre" e iniciando uma revolução sexual. No entanto, o movimento teve também o seu lado negro, incitando o abuso de drogas e o uso de substâncias como maconha e LSD.

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Geração Beat

A Geração Beat foi a precursora do movimento hippie e, havendo incluído o poeta Allen Ginsberg e o autor Jack Kerouac, foi um movimento contracultura que oferecia a experimentação de drogas e a liberdade sexual. Os escritores Beat começaram em Nova York, mas a maioria daqueles que eram diretamente ligados ao movimento mudaram-se para São Francisco, nos Estados Unidos, onde a Geração Beat de 1950 se tornaria o movimento hippie de 1960.

O começo

O movimento hippie teve início na Califórnia e, então, se espalhou pelo resto dos Estados Unidos, Canadá e outras partes do mundo. A maioria de seus integrantes eram jovens com idades entre 15 e 25 anos e um dos lemas do movimento era que não se podia confiar em ninguém com mais de 30 anos. Enquanto eles migraram de famílias de classe média para a Califórnia, sua música, estilo e artes começaram a influenciar fortemente a nação dos Estados Unidos.

Artes

Os que pertenciam ao movimento hippie, algumas vezes citados como "Flower Children" (Filhos da Flor), usaram a arte em todas as suas formas para comunicar seu protesto contra a mesmice e o "Establishment". Em particular, a música folk foi o meio que o movimento hippie preferiu dentre todos os outros. O movimento ganhou força em 1967 no show de abertura do Summer of Love, em São Francisco, Estados Unidos. Depois veio Woodstock, em 1969 com a participação de, aproximadamente, 500.000 pessoas. Além de expressar suas ideias sobre sexualidade, drogas e autoridade, os hippies usaram sua música e outras formas de arte para comentar o cenário político da época e outras questões sociais — os mais notáveis nos Estados Unidos foram o Movimento dos Direitos Civis e a Guerra do Vietnã.

Vietnã

O movimento hippie é ligado à desilusão dos jovens americanos com a Guerra do Vietnã. Os hippies seguiam uma filosofia pacifista e procuraram protestar contra a guerra com demonstrações não-violentas, queimando os papéis que o governo dos Estados Unidos enviaram convocando para a guerra, fazendo ocupações e protestando na Convenção Democrática Nacional dos Estados Unidos da América. A arma política do movimento hippie foi chamada de Festa da Juventude Internacional, ou "yippies". A cultura hippie, muitas vezes, incentivou o abandono da sociedade por causa do que era visto como injustiças sociais, e acelerou o aparecimento de outros movimentos, incluindo o Back-to-the-land (de volta à terra), o movimento ambiental e o nascimento da agricultura orgânica.

A mudança

Em 1999, Skip Stone escreveu em seu livro "Hippies from A to Z" (Hippies de A a Z, em inglês) que o movimento hippie, de fato, mudou o mundo, causando uma revolução cultural, senão política. Segundo Stone, muitas das mudanças trazidas pelos hippies ainda fazem parte da sociedade de hoje, como a liberdade sexual, os movimentos ambientais, as causas humanitárias, o movimentos a favor dos alimentos naturais, a ampla tolerância religiosa e cultural e a diversidade étnica.

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