A história do "pente quente" para cabelos

Escrito por bridgette austin | Traduzido por andressa v. da nobrega
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A história do "pente quente" para cabelos
O pente quente é usado para deixar os cabelos lisos (Digital Vision/Digital Vision/Getty Images)

Homens e mulheres com cabelos naturalmente cacheados, ondulados ou crespos têm usado a técnica do pente quente por mais de um século para criar penteados versáteis e deixar os cabelos lisos. Ao longo dos anos, o pente quente tem servido como uma alternativa para alisar os fios sem o uso de permanentes ou de produtos químicos.

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Função

Também chamado de pente de pressão ou pente alisador, o pente quente é um pente de metal que é aquecido em um fogão comum, em um forno adequado ou na tomada a uma temperatura entre 148°C e 260°C. Ao passar o pente quente pelo cabelo, a pressão aplicada quebra as ligações bioquímicas dos fios. À medida que a temperatura diminui, as ligações se reconectam e mantêm o cabelo liso. Geralmente, o cabelo permanece liso por entre uma a duas semanas ou até que entre em contato com água ou umidade.

Importância cultural

Apesar de ser originalmente usado pelas mulheres francesas na Europa durante meados do século 19, o pente quente se tornou a base da indústria de beleza afro a partir do início do século 20. Pentes quentes foram uma melhoria significativa em relação a antigos métodos usados por afro-americanas durante e após a escravidão para alisar os cabelos, que ia de facas aquecidas a toalhas quentes, passando por graxa e lixívia caseira. Hoje, os pentes quentes ainda são muito usados em salões de beleza especializados em cabelos afro, como uma ferramenta para alisar os cabelos sem produtos químicos.

Primeiros contribuidores

Em 1872, Marcel Grateau foi um dos primeiros cabeleireiros a usar o pente quente como uma maneira de criar novos estilos ondulados para sua clientela em Paris. Entretando, a Madame C.J. Walker, empreendedora e a primeira milionária afro-americana autônoma, revolucionaria a indústria de beleza relacionada a cabelos afro ao introduzir o sistema de tratamento capilar Walker de "cachos-por-pressão". O kit, que era dado para agentes treinados que vendiam os produtos Walker, incluía um pente quente. Como resultado, Walker frequentemente leva o crédito de introduzir o pente quente a mulheres negras.

Mitos

Muitas pessoas acreditam que a Madame C.J. Walker inventou o pente quente. Entretando, a ferramenta foi na verdade usada pela primeira vez pelos franceses, em meados do ano 1845. As mulheres em Paris têm usado pente quente para criar penteados com cabelos lisos usados pelos antigos egípcios. Pentes quentes também eram vendidos nos catálogos das lojas Sears e Bloomingdale ao público americano desde 1880. Em 1900, Walker recebeu uma patente pelo pente quente, que ela redesenhou com dentes largos, para acomodar cabelos grossos de várias texturas. Até hoje, o inventor do pente quente permanece desconhecido.

Preocupações médicas

Em 1968, os pesquisadores Philip LoPresti, M.D., Christopher M. Papa, M.D., e Albert M. Kligman publicaram um estudo que revelou que pentes quentes causaram inflamação e cicatrizes no couro cabeludo da maioria das mulheres negras. Rotulado de "alopécia do pente quente", eles afirmaram que o problema era causado pelo uso combinado de um tipo de silicone e o calor excessivo que vem dos pentes quentes, levando a queimaduas e cicatrizes na parte de cima do couro cabeludo. Em 1992, os dermatologistas Leonard C. Sterling e Purnima Sau revisitaram a teoria acompanhando 10 mulheres negras que sofriam de alopécia cicatricial. Eles renomearam o problema para Síndrome da Degeneração Folicular (SDF), e concluíram que havia pouca evidência apoiando o uso de pentes quentes como sendo a causa da doença.

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