A história das pérolas de Biwa

Escrito por nancy yos | Traduzido por fernanda lemi
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A história das pérolas de Biwa
Além das ostras, os mexilhões de água doce também produzem pérolas (Half opened mussel and sea shell image by Angel_a from Fotolia.com)

As pérolas de Biwa são pequenas, possuem uma forma incomum e são cultivadas em mexilhões de água doce do Lago Biwa, no Japão. Produzidas pela primeira vez nos anos 30, sua qualidade era tão alta quanto a das pérolas naturais e as cultivadas em água salgada e elas eram muito menos custosas de se obter. Por muitos anos, qualquer pérola de água doce era chamada de Biwa, independentemente de sua origem.

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Sobre as pérolas

Certos bivalves (moluscos de duas conchas), como alguns mexilhões e ostras, criam pérolas resultantes de uma reação a um agente irritativo que entrou em sua concha. Na natureza, esse agente pode ser microscópico, como um parasita. O molusco secreta nácar, o mesmo material usado na construção da concha, e ao longo do tempo esse material se acumula para criar a pérola. Pérolas naturais podem não ser necessariamente redondas. Quanto mais tempo o molusco trabalha para criar a pérola, maiores as chances de ela se tornar deformada ou com buracos. Tanto os moluscos de água salgada, quanto os de água doce produzem pérolas.

Cultivando pérolas

Quando técnicos introduzem um agente irritativo na concha de um molusco, ele se protege com nácar, como de costume, e o resultado é uma pérola "verdadeira". Porém, o agente é muito maior do que um grão de areia ou um parasita. Moluscos de água salgada são semeados com uma pequena conta redonda de material da concha (madrepérola), além de um pedaço do tecido do manto do próprio molusco, que possui células que induzem a produção do nácar. Assim, pérolas cultivadas em água salgada se iniciam já maiores, possuem um centro que não é feito de nácar, são mais uniformemente redondas e estão prontas para colheita mais cedo do que uma pérola natural.

Características de Biwa

Kokichi Mikimoto é o homem mais creditado quando se trata do aperfeiçoamento das técnicas de cultivo de pérolas de água doce. Ele e seus associados, fazendo experimentos no Lago Biwa, semearam mexilhões somente com tecido macio do manto. Isto resultou em uma pérola totalmente de nácar com um ótimo brilho e forma incomum - tipicamente de grão de arroz. As pérolas de Biwa também emergiam em cores previamente não vistas e elas podiam ser produzidas em massa. Técnicos podiam plantar muitos pedaços de tecido do manto em um único mexilhão, e colher 15 ou 20 pequenas pérolas de cada um. A partir dos anos 30, Biwa tornou-se o padrão para a qualidade de cultura de pérolas de água doce, e fez com que as elas se tornassem mais acessíveis do que nunca.

O declínio de Biwa

As pérolas de Biwa entraram no mercado justo quando as pérolas naturais de água salgada da indústria pesqueira estavam entrando em um sério declínio. A sobrepesca e a poluição haviam destruído os leitos de moluscos, especialmente no Golfo Pérsico. Na década de 30, a indústria do petróleo ali presente também atraiu os trabalhadores para empregos mais seguros em terra, longe dos perigos dos mergulhos em busca das pérolas. Porém, em menos de 50 anos, a produção das pérolas de Biwa também sofreu um declínio graças a fatores similares - poluição no Lago Biwa e nova competição estrangeira, especialmente da China.

As pérolas de Biwa nos dias de hoje

Hoje, a produção das pérolas de Biwa é insignificante. Os recursos naturais e de mão-de-obra gigantescos da China trouxeram-na à vanguarda da produção de pérolas cultivadas, e as pérolas de "Biwa" vendidas hoje do Japão são, às vezes, produzidas na China. Porém, nos Estados Unidos, legalmente nenhuma pérola pode ser vendida como sendo de Biwa, a menos que venha do Lago Biwa. Exemplares mais antigos permanecem sendo os melhores.

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