História das placas e pinos cirúrgicos

Escrito por j. lang wood | Traduzido por ellen zanelato
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História das placas e pinos cirúrgicos
Placas e pinos cirúrgicos tem sido usados desde 1930 (X-ray surgical image by JASON WINTER from Fotolia.com)

O uso de placas de metal e pinos para estabilizar ossos é um procedimento padrão para os cirurgiões ortopédicos hoje em dia, mas nem sempre foi assim. Antigamente, os médicos estavam limitados a utilizar cisões e suspensórios no exterior do corpo para ajudar a dar suporte à fratura e doenças dos ossos. Das pesquisas com o uso de placas de metal em 1800, o design e material usado para placas cirúrgicas e pinos ainda continua a melhorar hoje em dia.

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Testes iniciais

A cura de danos ósseos por fraturas e doenças vem desde a Idade Antiga, mas o uso da inserção de metais dentro do corpo para reforçar as estruturas ósseas se tornou possível após a descoberta da técnica antisséptica por Joseph Lister em 1870 e a invenção de raios-x em 1895. Em 1883, o cirurgião W.A. Lane havia desenvolvido um sistema de pinos metálicos e placas para a fixação interna dos ossos. Em 1886, Dr. H. Hansmann da Alemanha se tornou o primeiro cirurgião a usar essas placas metálicas inseridas dentro do corpo. Inicialmente as placas e pinos eram feitos de aço vanádio, mas esse material provou ser incompatível com os tecidos do corpo. Em 1926, os desenvolvedores passaram ao recém-inventado aço inoxidável, com suas maravilhosas propriedades anticorrosivas, de acordo com o site Zimmer.com.

Avanços em metais cirúrgicos

Em 1930, Dr. Lorenz Bohler popularizou os instrumentos de fixação óssea, conhecidos como pino Steinman e o pino Kirschner, e em 1936 uma liga de cobalto foi introduzida na cirurgia ortopédica, se tornando popular por muitos anos. Foi em 1950 que a liga de titânio foi desenvolvida para aparelhos de implante, mesmo que o aço inox ainda fosse largamente utilizado. Por meio dos anos 1970, entretanto, problemas com corrosão começaram a ser notados nos aparelhos de aço inox.

Placas e Pinos da atualidade

Atualmente a maioria das placas e pinos são feitos de uma liga de titânio, um material que oferece resistência à corrosão dos fluídos do corpo e fornece um alto nível de força para suportar a cicatrização de ossos no rosto, costas, pé, ombro e outras áreas. Estes pinos, entretanto, muito comumente tem que ser retirados um tempo depois. Outros aparelhos de implante foram refinados, levando à cirurgia de substituição do joelho, dos quadris e dos ombros.

Problemas com os materiais cirúrgicos hoje em dia

Mesmo que hoje em dia os materiais de titânio estejam sendo usados de forma eficaz por todo o mundo por muitos anos, há controvérsia dentro da comunidade médica sobre as reações ao metal implantado dentro do corpo durante a cirurgia. Alguns pacientes desenvolveram reações cutâneas e infecções, necessitando um teste pré-cirúrgico para a sensibilidade ao metal.

Inovações em materiais cirúrgicos

Pesquisadores então continuadamente descobrindo novos materiais para o uso em fixação interior para a cirurgia ortopédica. O desenvolvimento de biomateriais que não são somente compatíveis com os tecidos corpóreos mas podem também reabsorver ou dissolver quando o osso for cicatrizado é uma inovação mais recente. Um dos tipos de materiais é um pino feito de ácido polilático e hidroxiapatita que promove o crescimento do osso dentro do implante, de acordo com o ScienceDaily.

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