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Uma história muito real de escândalos

A verdade é que todos nós provavelmente estamos com inveja
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Introdução

A realeza mundial está envolta numa aura quase mítica e nenhuma outra conquistou um posto de tanto destaque como a britânica. Contudo, eles não só têm que se rebaixar aos reles mortais com acenos periódicos e raras aparições públicas, mas também espera-se que eles se comportem como santos assexuados, sem desvios de personalidade. Infelizmente, nem sempre se deve esperar coisas boas da realeza. Conquistas militares fajutas, massacres e decapitações à parte, a família real britânica tem uma história extensa de comportamentos cotidianos escandalosos.

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A vida amorosa de Henrique VIII

Henrique VIII foi basicamente o modelo para os escândalos da realeza britânica. Entre a sua ascensão ao poder em 1509 e sua morte em 1547, ele teve seis esposas. Ele pulou de uma para a outra, reformando a Igreja da Inglaterra, decapitando duas de suas ex-esposas e, geralmente, estando sempre insatisfeito com sua vida. Ele se casou com Ana Bolena e Catarina Howard, duas primas, e decapitou as duas por adultério, o que foi visto na época como traição.

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Rainha Vitória e a gravidez de Lady Flora Hastings

Em 1839, a rainha Vitória teve uma série infeliz de eventos com a filha do conde de Loudoun, Lady Flora Hastings. Depois de se tornar sua dama de companhia, a rainha avistou Flora Hastings entrar em um carro com um homem. Poucos meses depois, ela começou a notar o ventre de Flora crescer de forma suspeita. Ela ordenou um exame médico completo, apesar de Flora dizer que era virgem. Por fim, Vitória descobriu que estava enganada ao acusá-la de ter um caso ilícito, já que sua dama de companhia tinha câncer no fígado. Ela era virgem e morreu alguns meses mais tarde. Foi um escândalo tão grande que as pessoas supostamente atiraram ovos na carruagem real.

Quem quer uma coroa, afinal?
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Casamento do Rei Eduardo VIII

O rei Eduardo VIII subiu ao trono em 1936. Nos cinco anos anteriores, ele regularmente saía com uma mulher ​​americana divorciada e casada duas vezes chamada Wallis Simpson. O relacionamento deles era visto como escandaloso na época por causa da intimidade entre o casal, apesar da sra. Simpson ainda ser casada. Quando ela decidiu se divorciar de seu marido, Eduardo já havia sido coroado. Ele declarou sua intenção de se casar com ela, mas o público britânico não aceitaria uma mulher divorciada como sua rainha. Ele tentou uma solução alternativa, propondo que se casassem sem que ela se tornasse rainha, o que foi rejeitado. Ele desistiu do trono em dezembro de 1936 e se casou com ela no mesmo ano.

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O não-casamento da Princesa Margaret

Você realmente não pode fazer nada correto sendo da realeza. A princesa Margaret fez exatamente o oposto do rei Eduardo e ainda provocou controvérsia. Na coroação da rainha Elizabeth II, em 1953, ela foi fotografada flertando com um herói de guerra que era divorciado. Era esperado que os dois ficassem noivos, não fosse a regra de que ninguém da realeza pode se casar com alguém que tenha se divorciado. Surpreendentemente, ela realmente desistiu do amor de sua vida em prol de sua herança real! Seu posterior casamento terminou em divórcio. A rainha não se conformava que a regra tivesse arruinado a vida de Margaret e felizmente a aboliu.

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Charles e Kanga

"Kanga" é o apelido bastante xenófobo de Dale Elizabeth Harper, uma mulher australiana que se tornou amante do príncipe Charles, depois que ela se casou com um amigo dele. Ela tornou-se viciada em analgésicos depois de uma doença, e logo se tornou dependente do álcool. Há muita especulação de que ela foi parcialmente impulsionada a isso porque Charles priorizou outras mulheres. Depois de ter sido encontrada misteriosamente sob uma janela de uma clínica de reabilitação (alegando que alguém a empurrara) ela foi mandada para um centro de saúde mental. Depois de se divorciar e viajar para a Índia, ela pegou uma doença e morreu. Charles a ignorou até o fim de sua vida com medo de que isso afetasse sua reputação.

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O caso da princesa Diana

Para a princesa Diana, sem dúvida a mais amada de todos os membros da família real, um escândalo não era novidade. Ela admitiu haver tido um caso de cinco anos com um jogador de polo e ex-oficial do exército em uma entrevista em 1995. Aparentemente com a intenção de chocar, ela também confessou ter sofrido de bulimia e depressão. A tradição de colocar a bandeira do Palácio de Buckingham a meio-mastro quando morre um membro da realeza foi quebrada quando ela morreu, em 1997. Um ano mais tarde, a rainha decidiu que todas as bandeiras em todas as residências reais só devem ser erguidas a meio mastro para marcar sua morte, mesmo que a bandeira nunca seja realmente baixada.

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Príncipe Harry

Não há um escândalo específico aqui, porque eles têm sido numerosos. Ele se vestiu como um nazista na festa de aniversário de um amigo em 2005, para a indignação de todos os que não acreditavam que a realeza deva ter humor negro. Em 2009, ele se referiu a um colega cadete do Exército como um "Paki" e disse que outro com um capuz se parecia "com um talibã". Mais tarde ele pediu desculpas, é claro. Em agosto de 2012, ele foi fotografado nu em uma festa, durante uma partida de strip-poker em um hotel de Las Vegas. O jornal The Sun ignorou os advogados da família real e publicou as fotos, o que é claramente necessário no mundo moderno, com várias ferramentas de busca online e fotografias digitais.

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Fotografias de Kate Middleton

Pesquisas mostraram que sete milhões de britânicos viram as fotos do topless de Kate Middleton, que surgiram em setembro de 2012. Não é culpa dela, já que elas foram tiradas a longa distância em um momento claramente privado, mas certamente criou um escândalo. Tomara que a nudez de Kate Middleton e do príncipe Harry sendo tão publicamente exposta possa servir como uma espécie de terapia de exposição para o público britânico. Talvez nós percebamos que eles são apenas pessoas, que ocasionalmente ficam nuas e são injustas, estúpidas, promíscuas e tristes.