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A história do teste de QI

Atualizado em 22 julho, 2017

O teste de QI moderno foi desenvolvido por um número de pessoas diferentes entre o fim do século XIX e o começo do século XX. Originalmente, o teste era feito para determinar quais crianças precisavam de ajuda especial na escola, mas depois ele se tornou um modo de separar pessoas em grupos baseados na inteligência. Consequentemente, o teste de QI tem sido tanto estimado quanto criticado nas últimas décadas.

Testes de inteligência (Ablestock.com/AbleStock.com/Getty Images)

Sir Francis Galton

A história do teste de QI pode ser atribuída a Sir Francis Galton (1822-1911). Na década de 1860, Galton começou a estudar a relação entre hereditariedade e habilidade humanas, e foi quem começou o debate "natureza x educação". Ele também foi o primeiro a usar estatísticas para medir características e habilidades humanas, incluindo a inteligência. Na década de 1890, um dos alunos de Galton, James Mckeen Cattell, levou o teste de inteligência aos Estados Unidos.

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Alfred Binet

Em 1904, o governo francês autorizou Alfred Binet (1857-1911) a desenvolver um teste para medir a inteligência de crianças na escola. Binet desenvolveu uma série de testes de inteligência com a ajuda de Theophile Simon, que ficaram conhecidos como os testes de QI Simon-Binet, que foram a base dos testes futuros.

Quociente de inteligência

Ao fazer os testes em diferentes grupos etários, Binet foi capaz de determinar o quociente de inteligência (QI) de um indivíduo. Por exemplo, se 70% das crianças de dez anos passou em um determinado teste, então esse teste representa o QI das crianças de dez anos e as que passaram no teste são consideradas na média, com um QI de "100". Mas, se uma criança de oito anos passasse em um teste para crianças de dez, então Binet saberia que ela possuía um QI avançado de 125 (10/8 x 100).

Alfred Binet acreditava que o quociente de inteligência de uma pessoa era uma realidade fluida, portanto, o objetivo dos testes de QI era determinar quais crianças precisavam de atenção especial na escola. Essa filosofia seria rejeitada por proponentes posteriores do teste de QI.

Henry Goddard

Henry Goddard (1866-1957) foi um diretor de uma escola de Nova Jérsei, que usou os testes de QI de Binet como exame admissional de sua escola. Diferente de Binet, Goddard acreditava que a inteligência de uma pessoa era algo fixo, portanto, um baixo QI representava uma incapacidade de aprender. Goddard também classificou os indivíduos como normais, imbecis e idiotas com base nos resultados do teste.

Lewis Terman

Durante a primeira Guerra Mundial, Lewis Terman (1877-1956) foi autorizado pelo exército americano a desenvolver um teste de QI que o ajudaria a selecionar rapidamente o imenso número de recrutas. Terman revisou o teste de Binet e criou o teste Stanford-Binet de QI. Esse se tornou o principal teste de inteligência dos EUA durante muitas décadas e ainda é usado em algumas empresas e escolas.

O teste de QI e a eugenia

O lado obscuro, que tanto Goddard, como Terman acreditavam que o teste de QI tinha, era que ele poderia ser utilizado para a eugenia, a criação sistemática de seres humanos, com o objetivo de criar pessoas com os traços físicos e intelectuais desejados. Por causa disso, os testes de QI se tornaram impopulares nos EUA nas décadas de 1960 e 1970. Hoje em dia, alguns psicólogos acreditam que os testes são benéficos na medida em que pode determinar quais alunos precisam de ajuda especial, enquanto outros acreditam que os testes são tendenciosos para as mulheres e os não brancos.

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Referências

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