História da vestimenta do tango

Escrito por mary anne kirk | Traduzido por ana simoes
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História da vestimenta do tango
Roupas usadas originalmente no tango refletiam os costumes da população mais pobre (muñecos de tango st_3359. image by torugo from Fotolia.com)

O termo tango se refere a um gênero musical e uma forma de dança que surgiu em Buenos Aires, Argentina, e Montevidéu, Uruguai, no final do século 19. Se a dança nasceu verdadeiramente nos bordéis, isso é incerto, contudo, o tango realmente surgiu nos distritos de classes mais baixas de Rio da Prata e região. Por ter começado como um fenômeno urbano e não uma dança tradicional ou folclórica, o tango não é associado a nenhum costume tradicional. O estilo desse gênero musical e dessa dança social foi altamente influenciado pela cultura africana e pelas multidões de imigrantes franceses, espanhóis e italianos desses portos. A roupa inicial do tango era um reflexo da vestimenta usada pelas classes pobres e trabalhadoras dessa região.

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História

O tango nasceu como uma forma de arte do pobre. As classes média e alta entraram em contato com o tango primeiramente através do espaço no qual essas classes se misturavam, ou seja, em bordéis. Registros contemporâneos se referem a vestidos indecentes e estilo vulgar dos dançarinos de tango. Mais tarde, como o tango se tornou uma mania na Europa e nos Estados Unidos, a cultura do tango iria influenciar a moda, uma vez que a dança havia saído das favelas para os cabarés de classe alta e para os salões de dança e bailes de Paris, Londres, Berlim e Nova Yorque.

Vestimenta masculina

A vestimenta de tango masculina imita a do compadrito, ou durão, e é caracterizada por botas de cano alto, chapéu desleixado e gravatas de seda frouxas. Os músicos famosos de tango, como Carlos Gardel, que frequentemente usavam um cachecol de seda, paletó transpassado e cabelo penteado para trás, iriam mais adiante influenciar a vestimenta de tango masculina.

Vestimenta feminina

O tango teve um grande impacto na moda feminina por volta de 1910. Quando a mania do tango chegou à Europa e aos Estados Unidos, o vestido da mulher teve de se tornar mais leve e largo, para acomodar os movimentos da dança, caracterizada por parceiros se abraçando, algumas vezes até de bochecha colada, com as pernas se estendendo até o espaço de dança do parceiro. O "cetim tango", laranja e amarelo, sumiu das prateleiras e a "feira do tango", que foi promovida por estilistas em 1913, mostrou um corpete transparente e uma saia encurtada até a metade da panturrilha.

A revolução fashion do tango

O tango se tornou tamanha sensação que acabou por revolucionar o uso do corpete feminino. Os fabricantes responderam fazendo corpetes especiais de dança, que permitiam grande liberdade de movimentos na parte superior do corpo. Isso criou um grande contraste com o precursor da moda feminina, a garota Gibson, que apresentava saias longas e esvoaçantes e uma cintura afinada por um corpete justo. Além disso, a jupe-culotte, ou calça feminina, se tornou popular para acomodar a dança.

Vestimenta moderna

A popularidade do tango caiu durante a Grande Depressão e subsequentes ditaduras militares na Argentina. O tango experimentou um ressurgimento sob o governo de Juan Peron, mas mais uma vez caiu em declínio nos anos cinquenta, com a popularidade do rock and roll e o tumulto político e econômico que se seguiu. A dança experimentou um reavivamento em 1983 e mais uma vez nos anos noventa. A vestimenta de tango moderna manifesta um apreço ao passado, senão uma interpretação literal, na qual o homem veste um paletó transpassado e cabelo penteado para trás e as mulheres frequentemente usam vestidos negros até a metade da panturrilha, fazendo menção aos extravagantes anos vinte.

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