Ideias para escrever uma história de mistério

Escrito por christina hamlett | Traduzido por henry alfred bugalho
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Ideias para escrever uma história de mistério
Os leitores adoram brincar de detetive de poltrona e seguir as tentativas de um herói ficcional para solucionar toda sorte de ardis (Comstock/Comstock/Getty Images)

Seja numa noite escura e tempestuosa ou num dia claro e ensolarado, os leitores adoram brincar de detetive de poltrona e seguir as tentativas de um herói ficcional para solucionar toda sorte de ardis. O segredo de um bom mistério é provê-los com o equilíbrio correto de pistas e distrações para fazê-los se sentir espertos e, ainda assim, surpreendê-los.

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Os mocinhos

Assim que determinar que tipo de mistério deseja escrever -- histórico, contemporâneo, infanto-juvenil, procedimento policial, drama de tribunais, espionagem ou investigador amador -- decida quem você colocará no centro do palco para solucionar o crime. Esse personagem precisa ser alguém que os leitores admirem por seu intelecto, iniciativa e engenho e, ainda assim, identifiquem-se empaticamente com as falhas, imperfeições e demônios pessoais que ele precisa superar. Qualquer coisa que seu detetive tiver mais medo -- altura, cobras, palhaços -- deverá aparecer proeminentemente como um obstáculo para desmascarar o vilão. Pergunte a si mesmo o que mais o aterroriza, bem como quais riscos você encararia para proteger ou provar a inocência de alguém que você amasse. Identifique como um vilão poderia descobrir seus medos e usá-los contra você.

Os vilões

Os melhores vilões em mistérios são geralmente aqueles mais próximos da pessoa tentando solucionar o crime -- o parceiro, a esposa, o melhor amigo. Seus motivos para realizar más ações devem ser tão poderosos e plausíveis quanto a determinação do herói em trazê-lo para a justiça. Quando os leitores exclamam surpresos "nunca suspeitei dela" é porque assassinos, ladrões e sequestradores ficcionais são geralmente retratados como cidadãos gentis e honrados, com um centro moral zeloso que contradiz uma vingança sombria. Faça uma lista de dez pessoas que você conhece pessoalmente que conseguiriam se safar de um crime perfeito, que crime perfeito seria esse e quais fatores poderiam denunciá-los. Tente este mesmo exercício com personagens de desenhos animados, celebridades, famílias de seriados televisivos e personagens de contos de fada.

Quem sabe o que e quando

Embora muitos romances de mistério desenrolem-se de maneira linear, sendo o objetivo descobrir pelas pistas quem é o malfeitor, há muito espaço nesse gênero para experimentação. Um método é interpolar cenas de investigação no presente com flashbacks de eventos que levaram ao crime. Outro é escrever todo o mistério na primeira pessoa; essa pode ser a perspectiva tanto da pessoa resolvendo o caso quanto da pessoa cometendo-os e cuja identidade não será revelada até o final. Outro método ainda é designar capítulos separados para cada personagem principal e fazê-los contar suas respectivas versões dos eventos; o desafio do leitor é, então, o de determinar qual deles está mentindo. Dentro dessas diferentes abordagens, há também a questão se os leitores compartilham de informações que estejam sendo vetada aos personagens. Por exemplo, eles podem testemunhar o crime sendo cometido no primeiro capítulo e saber exatamente quem o perpetrou, mas ficarem grudados durante todo o livro para assistirem como o detetive ou o investigador amador junta as peças deste quebra-cabeça. Qualquer enredo que você elaborar, brinque com essas variações para ver qual delas gera mais suspense.

Temas de mistério

Há uma porção de temas recorrentes em romances de mistério que são sempre populares com leitores. Estes incluem vergonhosos segredos familiares, casos de confusão de identidade, heranças que geram descontentamento, reuniões que excitam velhas rivalidades, esquemas de chantagem, infidelidade, casas interditadas, profecias ou maldições macabras que se tornam realidade, quartos trancados e ambientes remotos. Além de selecionar ideias de enredo a partir de histórias nos jornais, conversas ouvidas na rua ou jogando o jogo do "e se" com conhecidos eventos históricos, a boa escrita de mistério depende muito de estar antenado com o que o cerca e observar coisas que parecem estranhas ou fora do lugar. Pode ser um colega de trabalho que parece surpreso quando você o descobre num ambiente inesperado, um cortador de grama deixado na chuva por um vizinho sempre cuidadoso ou um novo conhecido cuja intromissão o deixa com a pulga atrás da orelha. Use cada oportunidade para perguntar-se a si mesmo "por quê" e ver aonde sua musa do mistério o conduzirá.

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