Impactos ambientais da espuma de poliuretano

Escrito por edward mercer | Traduzido por pamela oliveira
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Impactos ambientais da espuma de poliuretano
Isolamentos diminuem o gasto energético, mas causam outros impactos ambientais (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Espuma de poliuretano é um polímero plástico muito usado em isolamentos e produtos de espuma moldada. Apesar do impacto ambiental dessa espuma ser menor do que aquele causado por espumas feitas com outros polímeros, no ramo da construção ecologicamente sustentável é preciso estar ciente de todos os impactos em potencial e agir para evitá-los ou minimizá-los.

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Uso de combustíveis fósseis

Por ser um polímero plástico, a espuma de poliuretano é feita, principalmente, a partir do petróleo, e sua produção e transporte podem requerer o uso de combustível fóssil. É claro que o gasto de combustíveis fósseis usados na fabricação do polímero deve ser considerado levando-se em conta a economia deles em sistemas de aquecimento e resfriamento gerada pelos isolamentos, mas opções ambientalmente corretas devem ser consideradas pelos construtores responsáveis e empreiteiros. Diversos bioplásticos, que usam óleos vegetais no lugar de combustíveis fósseis, estão disponíveis e podem diminuir o impacto ambiental do isolamento.

Descarte e queima

O descarte inapropriado ou a queima da espuma de poliuretano pode gerar a liberação um bom número de toxinas no ar. Entre as mais perigosas delas estão o monóxido de carbono, cianeto de hidrogênio e dioxinas, todos danosos ao meio ambiente e à saúde. Como em qualquer análise de impactos ambientais, é preciso considerar todo o ciclo de vida do produto e uma estratégia responsável para a sua substituição e descarte.

Aquecimento global e agentes de expansão

Espuma de poliuretano é produzida com hidrofluorocarbonetos (HFC), como agentes de enchimento que são potentes gases de efeito estufa. Novamente, os produtores argumentam que o impacto do gás da espuma de isolamento é positivo devido à diminuição do gasto de energia e ao fato de que os HFCs apresentaram um impacto muito menor do que seus antecessores, os clorofluorcarbonetos (CFCs), que apresentavam efeitos negativos na camada de ozônio, mas o uso de gases-estufa na produção da espuma reduzem o impacto positivo dela. Agentes de enchimento alternativos existem e são até exigidos na União Europeia, mas na espuma da América do Norte os gases normalmente usados são os HFCs.

Aplicações e segurança

Em temperaturas normais, a espuma de poliuretano é quimicamente inerte e não-carcinogênica. Perigos causados pela liberação de gases são raros em instalações profissionais, entretanto, a espuma contém retardadores de chama halogenados que podem ser perigosos para a saúde humana e animal. Todas as medidas de segurança devem ser tomadas pelos profissionais no momento da instalação, as estruturas devem ser ventiladas e inspecionadas antes da ocupação para evitar impactos na segurança da ocupação e qualidade do ar dentro delas.

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