Implicações anestésicas da epilepsia

Escrito por jae allen | Traduzido por josciel sousa
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Implicações anestésicas da epilepsia
A anestesia para cirurgias ou operações possuem riscos específicos para os pacientes com epilepsia (surgery image by Andrey Rakhmatullin from Fotolia.com)

Os pacientes com epilepsia são caracterizados por terem convulsões recorrentes – um período de atividade cerebral incontrolada que pode resultar em espasmos ou outros sintomas. Os pacientes epilépticos que vão receber anestesia, tanto local quanto geral, têm considerações especiais relacionadas ao controle de convulsões antes, durante e após a anestesia e o procedimento médico. Alterações na rotina e nos medicamentos antiepilépticos próximos ao período do procedimento pode provocar convulsões, assim como pode as drogas particulares usadas pelos anestesiologistas. O conhecimento das implicações anestésicas da epilepsia pode reduzir o risco de convulsões adicionais.

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Interrupção do medicamento anticonvulsivante

Quando um paciente é colocado sob anestesia, pode ser necessário interromper o fluxo do medicamento anticonvulsivante regular. Geralmente, fica sob orientações de não colocar nada na boca nas horas precedentes à anestesia, e isso pode levar à falta de uma dose de medicamento antiepiléptico. Nesse caso, uma convulsão pode tornar-se mais provável durante ou próximo ao período da cirurgia. Após a anestesia, é recomendado retomar a dose normal de drogas antiepilépticas tão logo o paciente tenha recuperado o reflexo de engasgo. Se o regime de medicamento antiepiléptico de um paciente for interrompido por muito tempo devido à cirurgia, o anestesiologista poderá dar uma dose ampla de uma droga anticonvulsivante antes do paciente emergir da anestesia.

Causas cirúrgicas de convulsões

Convulsões adicionais podem ser provocadas por cirurgia craniana, por alterações metabólicas causadas pela anestesia ou pela neurotoxidade das drogas administradas durante a anestesia. A privação de sono associada a uma chegada antecedente para a cirurgia ou outras interrupções da rotina normal do paciente, também pode resultar em convulsões durante a cirurgia.

Convulsões e anestésicos locais

As incidências têm sido gravadas em que um paciente sofre uma convulsão logo após a injeção de um anestésico local. Isso é particularmente comum quando o anestésico local envolve a boca ou a região pélvica do paciente. Isso pode indicar que o anestésico foi aplicado na corrente sanguínea de forma não intencional.

Se ocorrer convulsões durante um procedimento

Os medicamentos anticonvulsivantes podem ser administrados no paciente sob anestesia e, portanto, é a opinião de muitos anestesiologistas que não existe necessidade de cancelar um procedimento cirúrgico já programado, no caso de convulsões agudas ou sintomáticas.

Anestésicos causadores de convulsão

As convulsões agudas foram observadas algumas vezes quando a anestesia era induzida relativamente rápida, e ocorrem mais com as drogas propofol, flurano e o grupo de drogas benzodiazepínicas – o lorazepam, em particular. Além disso, as convulsões podem resultar da administração de flumazenil, uma droga que é usada para facilitar a recuperação da anestesia.

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