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Instrumentos médicos da Roma antiga

O estereótipo das práticas médicas na antiguidade normalmente mostram amputações bárbaras, venenos dados como medicamentos e taxas de mortalidade muito altas. Médicos antigos eram normalmente tidos como homens sem estudo e ignorantes que não tinham um entendimento verdadeiro do corpo humano. Mas em muitas civilizações antigas, como na Grécia e em Roma, esse não era o caso. Baseados em princípios que aprenderam dos Gregos, os médicos romanos desenvolveram um entendimento detalhado do corpo e entendiam a importância da higiene e de saneamento, que foram o impulso na construção dos famosos aquedutos e sistemas de esgoto de Roma. Após o colapso dos dois impérios antigos e a perda de muito de sua sabedoria coletiva por séculos, as práticas bárbaras e taxas de mortalidade altas se tornaram a norma. Mas em seus dias, os médicos da Roma antiga possuíam muitos diagnósticos e ferramentas cirúrgicas sofisticadas.

Os médicos romanos antigos possuíam equipamentos cirúrgicos sofisticados (Photodisc/Photodisc/Getty Images)

Avanços

Muitos dos instrumentos usados pelos romanos antigos eram quase idênticos ao ainda usados na medicina moderna ou permaneceram virtualmente sem mudanças no século XX. A diferença principal entre as ferramentas antigas e as modernas são os materiais usados para fabricá-las. Os médicos antigos usavam o cobre, enquanto o equipamento médico moderno é geralmente feito de aço cirúrgico. Após o colapso do império romano, quando muito de seu conhecimento médico se perdeu e as práticas médicas voltaram ao nível do barbarismo e adivinhação, foram necessários anos para redescobrir esse conhecimento perdido e avanços médicos quase não aconteceram. Entre as escrituras do período antigo que sobreviveram está o "Corpus Hipocrático", uma coleção de 60 textos médicos entre 360 B.C. e 200 A. D. Esse trabalho detalha os usos de muitos implementos, dando exemplos de casos de estudo e técnicas e discute doenças, lesões e seus tratamentos aprovados. Embora atribuídos a Hipócrates, essas escrituras foram criadas por vários médicos antigos e introduziram alguns padrões profissionais com a confidencialidade do paciente e o juramento de Hipócrates, que ainda é usado na profissão médica hoje em dia.

Espécula

Os espéculos vaginais e anais romanas eram feitas geralmente de cobre e eram usadas para dilatar a vagina ou o reto para exames internos. O espéculo vaginal é um dos raros instrumentos médicos romanos que sobreviveram e era feito de dois ou três braços móveis, que abriam e fechavam com um mecanismo de parafuso no cabo. Eles eram usados no diagnóstico de condições ginecológicas e obstétricas. Virtualmente o mesmo instrumento ainda era usado amplamente na medicina do séculos XVIII na Europa. Os espéculos anais eram muito similares em aparência ao espéculo vaginal moderno e eram usados para examinar e diagnosticar transtornos no reto e nos intestinos.

Alavancas de ossos

De acordo com o médico romano Galen, esses instrumentos serviam dois propósitos: eles eram usados para colocar os ossos fraturados e quebrados na posição correta e para a remoção de dentes.

Plumbea fistula

Plumbea fistula eram tubos cônicos de bronze ou cobre comumente inseridos após uma cirurgia no nariz, reto ou vagina para evitar a adesão da ferida cirúrgica e contração do local da operação. Eles também eram usados para fornecer medicamentos.

Furadeiras de ossos e fórceps

As furadeiras de ossos eram usadas na remoção de armas presas nos ossos ou para remover áreas doentes dos ossos. Elas frequentemente tinham um mecanismo de cabo de parafuso para rodar a cabeça da furadeira e eram comumente usadas em conjunto com o fórceps, para remover fragmentos de ossos que eram muito pequenos ou em uma área muito delicada para o uso dos dedos.

Catéters e sondas de bexiga

Os cateteres romanos eram tubos vazios, normalmente feitos de cobre, que eram inseridos em um trato urinários bloqueado para permitir o fluxo da urina para fora do corpo. Os cateteres para homens eram curvados em uma forma de S. Os femininos possuíam uma única curva suave. As sondas de bexiga eram um tubo sólido inserido na bexiga para diagnosticar uma calcificação potencial.

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