Quem foi a pessoa que inventou o bisturi cirúrgico?

Escrito por nathalie gosset | Traduzido por vitor tavares
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Quem foi a pessoa que inventou o bisturi cirúrgico?
Bisturis possuem milhares de anos de idade (my working room image by Andrey Rakhmatullin from Fotolia.com)

O nome da primeira pessoa a inventar o bisturi cirúrgico não foi registrado. O inventor provavelmente tenha vivido durante a Idade da Pedra. As mais antigas cirurgias documentados remontam aos tempos antigos, quando a circuncisão e a trepanação (abertura no crânio para deixar escapar espíritos) eram feitas por bisturis confeccionados a partir de facas de pedra e serras feitas de sílex ou obsidiana. Evidências de achados arqueológicos atuais revelam que os seres humanos da Idade da Pedra utilizavam facas como ferramentas para remover os dedos feridos ou para perfurar crânios em rituais tribais. O bisturi cirúrgico evoluiu através dos milênios e seu uso foi adaptado às práticas culturais.

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Primeiros Bisturis registrados — 3000 aC a 1700 aC

Cortar o corpo humano foi algo guiado pelas leis de cada país. Nos tempos antigos, esta prática foi proibida no Japão e na China, mas autorizada na Pérsia, onde facas de cobre foram a ferramenta cirúrgica oficial. A Babilônia autorizou lancetas de bronze em cerca de 1700 aC. A cirurgia era um evento raro e consequências graves aguardavam o cirurgião se o resultado fosse prejudicial para o paciente. Os egípcios desenvolveram uma família de bisturis cirúrgicos para auxiliar o processo de mumificação por volta de 2500 aC.

Explosão de bisturis sob a influência hindu

O Samhit Sushruta, uma grande enciclopédia de cirurgia médica escrita em sânscrito, descreve, desde o século terceiro ou quarto, mais de cem instrumentos cirúrgicos com desenhos atribuídos ao cirurgião Sushrata. Dentre esses instrumentos existem vários bisturis para suportar uma grande variedade de intervenções cirúrgicas que vão desde a cirurgia plástica até a remoção de pedras na bexiga. Em outras partes do mundo, bisturis de aço também foram o instrumento cirúrgico de escolha. Romanos e gregos praticavam a cirurgia em partes externas do corpo. Achados arqueológicos de Pompeia incluem uma lâmina de aço de um bisturi.

Renascimento do bisturi sob o renascimento

Durante a Idade Média, a arte da medicina declinou e amputações tornaram-se o padrão das ​​intervenções cirúrgicas. Ambroise Paré reviveu a prática da cirurgia médica no fim do século 15. Ele desenvolveu procedimentos cirúrgicos e projetou novos instrumentos, incluindo uma série de bisturis para facilitar suas operações.

Influência da anestesia e da esterilização

Em meados de 1800 foi introduzida a anestesia que apoiou cirurgias mais longas e uma exploração mais profunda do corpo. Com a prática da esterilização de bisturis, sob a influência de Pasteur, e a utilização de anti-sépticos, os resultados de cirurgias começaram a melhorar.

Tecnologia e bisturis

A introdução de Raios-X, em 1895, seguida por microscópios, abriu a porta para cirurgias mais precisas. Novos bisturis surgiram no mercado para apoiar cortes de alta precisão e facilitar intervenções em zonas de difícil acesso do corpo. Bisturis com uma fonte de calor integrado foram introduzidos para cauterizar os bordos de feridas do tecido criadas pelo corte do bisturi.

Bisturi moderno

Nas salas de cirurgia do século XXI, você vai ver tanto um bisturi semelhante ao design de antigas civilizações quanto um bisturi a laser com feixes ópticos de luz focados sobre a pele para cortar tecidos. Imagens e tecnologias robóticas apoiam a inserção e manobra de bisturis por um operador localizado a milhares de quilômetros de distância, como demonstrado pelo robô cirúrgico Da Vinci.

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