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Os jogadores de futebol que marcaram a Seleção Brasileira

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Introdução

O Brasil é o maior vencedor das Copas do Mundo, com cinco conquistas. Montou verdadeiros esquadrões que entraram para a história. Seus craques criaram jogadas que encantaram os fãs do futebol. Não por acaso, a Seleção Brasileira se tornou um mito do esporte mundial. Sua camisa amarela inspira medo e respeito nos adversários, afinal de contas, traz toda uma carga de vitórias, suor e muito talento. Tudo isso foi conquistado graças à uma enorme lista de grandes jogadores, que envergaram com honra o manto sagrado. Conheça 15 destes atletas, que integram o panteão dos imortais e merecem ser reverenciados eternamente pelos torcedores.

Reprodução saopaulofc.in

Friedenreich

Em um período em que o futebol brasileiro vivia os primeiros tempos do amadorismo e ainda não possuía conquistas de peso, Friedenreich foi nosso primeiro grande craque. Destaque do Paulistano, “El Tigre” era dono de um chute forte e um controle de bola invejável, que o faziam se destacar facilmente. O atacante esteve na primeira partida da Seleção Brasileira, que venceu o time britânico do Exeter City por 2 a 0. Com uma carreira longeva, defendeu o escrete até 1935. Fez 23 jogos e marcou dez gols, conquistando os primeiros campeonatos de expressão para o país: os sul-americanos de 1919 e 1922.

Reprodução Editora Gryphus

Domingos da Guia

O Brasil teve uma atuação apagada nas Copas de 1930 e 1934. Em 1938, no entanto, a Seleção Brasileira foi à França com muitos craques e obteve um honroso terceiro lugar, perdendo apenas para a campeã Itália. Um dos destaques do certame foi o zagueiro Domingos da Guia. De estilo clássico, ele conseguia desarmar os atacantes de forma leal e sair jogando com classe, coisa que nenhum jogador de defesa ousava fazer. Fez 30 jogos pelo escrete nacional e mostrou uma categoria digna dos melhores atacantes. Foi campeão da Taça Rio Branco, em 1931 e 1932, e da Copa Roca em 1945.

Reprodução saopaulofc.in

Leônidas da Silva

Principal responsável pela ótima campanha do Brasil na Copa de 1938, Leônidas da Silva marcou oito gols e foi o artilheiro da competição. Também conhecido como Diamante Negro, ele foi um dos nossos melhores atacantes. Dono de um chute potente, se notabilizou pelos gols de bicicleta, jogada plástica que ajudou a popularizar. Foi destaque em todos os clubes pelos quais passou, especialmente no Flamengo, São Paulo e no Peñarol, do Uruguai. Pela Seleção Brasileira, obteve a incrível marca de um gol por jogo (participou de 37 partidas), conquistando os títulos da Copa Rio Branco, em 1932, e da Copa Roca, em 1945.

Reprodução saopaulofc.in

Zizinho

Os torcedores mais antigos diziam que, antes de surgir Pelé, nosso maior craque foi o atacante Zizinho. Elegante, habilidoso, dono de um domínio de bola incomparável e ótimo driblador, disputou 54 jogos pela Seleção Brasileira, marcando 30 gols. Conquistou uma série de títulos representando o país, como a Copa Roca (1945), a Copa América (1949) e o Campeonato Pan-Americano (1952), o primeiro certame em que o Brasil usou sua mítica camisa amarela. No entanto, ficou marcado pela derrota na final da Copa do Mundo de 1950, em pleno estádio do Maracanã, para o Uruguai. Apesar disso, para a velha guarda, ele seguirá sendo imortal.

Reprodução vascainossa.blogspot.com

Ademir de Menezes

O centroavante Ademir de Menezes é outro grande craque que teve a carreira manchada pela derrota na final da Copa de 1950. Mas justiça seja feita: ele teve uma atuação destacada no torneio, marcando nove gols e sendo o artilheiro. Seu currículo na Seleção Brasileira é respeitável: 32 gols em 41 jogos, além dos títulos da Copa América de 1949 e do Campeonato Pan-Americano em 1952. Apelidado de “Queixada”, Ademir era um goleador notório, de chute preciso e muita rapidez nos deslocamentos. Fez história no Vasco da Gama, onde integrou o time conhecido como Expresso da Vitória. Por tudo o que fez, merecia ser campeão do mundo.

Reprodução cartunistasolda.com.br

Gilmar dos Santos Neves

Frio, ágil e elegante, Gilmar dos Santos Neves é considerado o maior goleiro que o Brasil já teve. No Santos, integrou o timaço que fez história nos anos 60, comandado por Pelé. O Atleta do Século também foi seu companheiro na Seleção Brasileira, onde conquistou as Copas do Mundo de 1958 e 1962. Em todas as partidas, mostrou todas as qualidades necessárias a um grande guarda-metas e ajudou o Brasil a chegar ao bicampeonato mundial. Disputou 94 partidas pelo Escrete Canarinho e até hoje é lembrado com saudade pelos torcedores. Com Gilmar no gol, não havia nenhum motivo para preocupações.

Reprodução www.goal.com

Nilton Santos

O sonho de Nilton Santos era ser atacante, mas quis o destino que ele fosse lateral-esquerdo. E que, desta forma, se tornasse o melhor da posição em todos os tempos. Marcador implacável, ele era um obstáculo quase intransponível para os pontas, por melhores que fossem. Em um período em que os laterais jamais passavam do meio de campo, ele ousou fazer incursões ao ataque e desta forma marcou cinco gols, em 75 jogos pela Seleção Brasileira. Disputou quatro Copas do Mundo, sendo que foi campeão nas duas últimas, em 1958 e 1962. Era chamado de “A Enciclopédia”, por saber tudo de bola.

Getty Images/Getty Images Sport/Getty Images

Pelé

Único jogador a conquistar três Copas do Mundo, maior craque de todos os tempos, eleito Atleta do Século XX e, de quebra, principal artilheiro da Seleção Brasileira. O que Pelé fez com a Amarelinha é indescritível. Explodiu para o futebol na Copa do Mundo de 1958, com apenas 17 anos. Nos gramados da Suécia, o atacante marcou um dos mais belos gols da história do torneio, ao aplicar um chapéu em um zagueiro sueco e chutar de sem-pulo para o gol. Em 1970, no México, criou jogadas imortais e até os lances que não se transformavam em gol encantavam os torcedores. Marcou 77 gols em 92 jogos.

Reprodução www.taringa.net

Garrincha

A Seleção Brasileira nunca perdeu uma partida em que Pelé e Garrincha estivessem em campo juntos. Isso por si só mostra a importância que o craque do Botafogo tinha para o escrete canarinho. Driblador incontrolável, o ponta-direita foi campeão mundial em 1958, mostrando suas melhores qualidades. Mas foi em 1962 que ele mostrou o quanto era especial. Após a contusão do rei, assumiu a responsabilidade de conduzir o time e o fez com maestria. Fez gol de fora da área, de pé trocado e até mesmo seus únicos dois de cabeça. Disputou 60 partidas e mandou a bola para a rede 16 vezes.

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Rivellino

Habilidoso, incisivo e de temperamento tão explosivo quanto seus mortíferos chutes. Esse foi Roberto Rivellino, grande ídolo do Corinthians e do Fluminense nos anos 60 e 70. Titular da seleção na inesquecível Copa de 1970, ele ficou conhecido nos gramados do México como Patada Atômica, dada a força e velocidade de seus arremates para o gol. Além do mundial de 70, venceu a Copa Roca em 1971 e 1976, a Taça Independência em 1972 e o Torneio Bicentenário dos EUA, em 1976. Rivellino marcou 40 gols em 120 partidas com a Amarelinha e é até hoje celebrado como um dos grandes meias que o futebol brasileiro já teve.

Reprodução historiadelfutbolenimagenes.blogfree.net

Jairzinho

Às vésperas da Copa de 1970, o ponta Jairzinho se recuperava de uma grave contusão. Havia o temor de que ele não rendesse o esperado nos gramados do México. Felizmente, a previsão não se cumpriu: ele entrou para a história das Copas como um dos poucos atletas a marcar gols em todas as partidas de uma mesma edição. Foi fundamental em toda a campanha do Tricampeonato e entrou para o rol dos deuses do futebol brasileiro. Também pela Seleção, faturou o Pan-americano de 1963 e a Taça Independência em 1972. Estufou as redes 33 vezes, em 81 partidas pelo escrete canarinho.

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Zico

Zico é um dos maiores craques brasileiros a não conquistar uma Copa do Mundo. Disputou três mundiais, inclusive o de 1982, na Espanha, em que a Seleção Brasileira encantou a todos, mas acabou eliminada pela Itália. Mesmo assim, o meia esbanjou categoria e talento nos 72 jogos que fez pela Amarelinha, marcando 52 gols. Dono de uma grande habilidade, deixava seus companheiros na cara do gol com passes precisos. Quando necessário, driblava todos os zagueiros que via pela frente e mostrava seu apurado faro de gol. Como se não bastasse, era um batedor de faltas com um índice de eficiência assustador.

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Sócrates

Outro integrante do inesquecível time de 1982, Sócrates era o capitão e mais um meia a levar categoria para o escrete canarinho. Extremamente habilidoso, se notabilizou pelos precisos passes de calcanhar, pela forma elegante com que se movimentava e pela visão privilegiada do que ocorria em campo. Marcou 25 gols nas 63 partidas em que vestiu o manto sagrado e conquistou os Torneios da Inglaterra e da França, em 1981. Imprimiu um estilo de jogo raro e, justamente por isso, deixou os saudosos torcedores órfãos. Nunca mais a seleção brasileira teve um jogador tão brilhante e talentoso em seu meio-campo.

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Romário

O Brasil estava há 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo, quando o atacante Romário assumiu a responsabilidade de trazer o caneco. No torneio realizado nos Estados Unidos, em 1994, marcou cinco gols, criou belíssimas jogadas e nos ajudou a soltar novamente o grito de campeão. Muito habilidoso, com um faro de gol invejável, Romário era ainda um quebrador de tabus: em 1989, já havia conquistado a Copa América, torneio que o país não obtinha há longos 40 anos. Voltou a vencer o torneio em 1997, ano em que também faturou a Copa das Confederações. É o terceiro maior artilheiro da Seleção Brasileira, com 55 gols em 70 jogos.

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Taffarel

Grande ídolo do Internacional e nos vários outros clubes que defendeu, Taffarel foi a única figura que escapou do vexame na malfadada seleção brasileira que disputou a Copa de 1990, na Itália. Sempre citado como um dos melhores goleiros do mundo, ele também teve grande destaque nos outros dois mundiais que disputou. Em 1994, defendeu um pênalti de Massaro na final contra a Itália, garantindo o caneco para o Brasil. Em 1998, conseguiu pegar duas penalidades e levou o time à final. Defendeu o gol brasileiro em 123 partidas. Conquistou vários outros títulos com a Amarelinha, incluindo a Copa América em 1989 e 1997.

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Ronaldo

O apelido Fenômeno é mais do que adequado para classificar Ronaldo Nazário de Lima. Maior artilheiro da história das Copas do Mundo, com 15 gols, o atacante participou de quatro edições do torneio, sendo titular em três. Perdeu a final de 1998, mas em 2002 superou as críticas e a desconfiança da torcida. Liderou a tabela de goleadores com oito gols e teve grandes atuações, especialmente na final, quando marcou os dois gols da vitória contra a Alemanha. Conquistou a Copa América em 1997 e 1999, faturando ainda a Copa das Confederações em 97. Com 62 gols em 98 jogos, só fica atrás de Pelé entre os que mais estufaram as redes com a amarelinha.

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Rivaldo

Principal companheiro de Ronaldo nas Copas de 1998 e 2002, o meia-atacante Rivaldo foi um dos grandes destaques que o Brasil já teve nos últimos 20 anos. Rápido, forte, habilidoso e com uma visão de jogo incomum, ele dava ótimos passes para os companheiros e chutava bem a gol de qualquer distância. Foi o melhor jogador de meio-campo a vestir a Amarelinha depois que Zico e Sócrates abandonaram o futebol. Seu gol contra a Bélgica, em 2002, deu uma mostra de seu talento. Marcou 34 gols em 74 partidas pelo escrete canarinho e ainda conquistou a Copa das Confederações em 1997 e a Copa América de 1999.

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Marcos

Um dos maiores goleiros que o Brasil já teve, Marcos se destacava pela ótima colocação, elasticidade e uma raça impressionante. Foi um dos grandes destaques do time que conquistou a Copa do Mundo de 2002, tendo grandes atuações e realizando defesas importantíssimas, especialmente na final, contra a Alemanha. Marcos conquistou ainda a Copa América de 1999 e a Copa das Confederações de 2005. Especialista em defender pênaltis, o goleiro operou tantos “milagres” que passou a ser chamado de "São Marcos" pela torcida do Palmeiras, único clube que defendeu. Com a conquista do Penta, todos os brasileiros passaram a ser seus devotos.