O que é o jogo de bootstrap em finanças

Escrito por cynthia hartman | Traduzido por josé geraldo rabello petite
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O que é o jogo de bootstrap em finanças
O jogo de bootstrap é ruim para os investidores (Thinkstock/Comstock/Getty Images)

O objetivo de uma fusão é melhorar a situação dos acionistas de cada companhia. No entanto, muitas vezes a aquisição de outras firmas possui objetivos de curto prazo que acabam interferindo nos resultados de longo prazo da nova empresa, afetando a situação dos acionistas para pior. A estratégia de fusão chamada de "jogo de bootstrap" é um exemplo.

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Conceitos

No campo das finanças, as empresas são vendidas ou se fundem com grande frequência, o que resulta na melhora e consolidação de indústrias. Existem diferentes razões para adquirir outras empresas, usando vários métodos financeiros de avaliação da situação financeira e valor de mercado. O jogo de bootstrap funciona como um método para identificar certos tipos de empresas que podem ser os primeiros alvos de fusões por gerarem um aumento no nível de lucro por ações, ou LPA.

Detalhes do jogo

O jogo de bootstrap começa com uma empresa adquirente que geralmente possui um índice de preço sobre lucro maior (P/L). A fórmula para cálculo do índice P/E é o preço por ação de uma firma dividido pelo lucro por ação. A empresa adquirente identifica uma outra empresa para realizar a fusão, que geralmente possui um índice P/L menor, pois via de regra trata-se de uma empresa de menor porte, com um menor número de acionistas.

Pós-fusão

Após a transação de fusão, a empresa adquirente passará por um aumento no seu lucro por ação no curto prazo, o que faz com que os acionistas vejam a fusão como algo positivo. Com o passar do tempo, no entanto, a firma enfrentará um menor crescimento do lucro por ação, uma vez que a quantidade de ações aumentou. Isso dilui o lucro por ação, que causa um impacto negativo no valor que cada acionista detém.

História

O jogo de bootstrap já foi discutido em livros de finanças como o de Brealy e Myer, "Principles of Corporate Finance, décima edição", como uma estratégia de fusão que não faz sentido para nenhuma das duas empresas. No anos 60, grandes conglomerados adquiriram firmas menores sem seguir uma estratégia de investimentos que identificasse a empresa alvo como grande oportunidade de aumento nos lucro e no valor de mercado. No entanto, tais conglomerados produziram, por diversos anos consecutivos após a fusão, lucros por ação crescentes juntamente com o aumento do preço das ações, fazendo com que essas transações parecessem bem sucedidas.

Informações enganosas

As transações de fusão aparentam ser bem sucedidas no início, pois as ações da empresa adquirente passam a valer mais, provavelmente o dobro do valor das ações da empresa comprada. Em outras palavras, a adquirente precisa de apenas uma ação para comprar duas ações da outra empresa. Sendo assim, os ganhos combinados das duas empresas aumentam em 100%, enquanto o número de ações aumenta apenas em 50%, aumentando o índice P/L. Esse aumento não é sustentável, e os investidores, em última instância, acabam perdendo, uma vez que nem a empresa nem eles estão melhores após a fusão e o lucro por ação da firma encontra-se diluído.

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