Por quanto tempo o Lexapro permanece no organismo?

Escrito por rebecca s. mcclinton | Traduzido por laila teixeira
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail
Por quanto tempo o Lexapro permanece no organismo?
Fale com seu médico (Ryan McVay/Photodisc/Getty Images)

Outras pessoas estão lendo

Por quanto tempo o Lexapro fica no corpo?

O Lexapro (escitalopram) é um ISRS (inibidor seletivo da receptação da serotonina) comumente usado para tratar a ansiedade e a depressão. De acordo com a DIOne, um sistema on-line de informações sobre medicamentos utilizado por hospitais, a meia-vida terminal do escitalopram dura entre 27 e 32 horas, em média. Todavia, a meia-vida dobra em pacientes com função hepática reduzida.

Por quanto tempo o Lexapro permanece no organismo?
Por quanto tempo o Lexapro permanece no corpo? (Jack Hollingsworth/Photodisc/Getty Images)

O que significa o termo "meia-vida"?

Flavio Guzmán, do site Pharmamotion.com, define a meia-vida de um remédio como a quantidade de tempo que demora para a concentração original do medicamento no corpo diminuir em 50%. Por exemplo, um paciente que toma 10 mg de Lexapro às nove da manhã em uma segunda-feira pode esperar que a concentração da substância seja reduzida pela metade entre 27 e 32 horas depois, ou seja, em algum momento entre meio dia e 17h do dia seguinte. Quanto maior for a meia-vida do medicamento, mais tempo ele fica no organismo. Se o remédio alcançou o índice terapêutico, a meia-vida continua a diminuir a cada 27-32 horas até que uma quantidade mínima esteja presente em seu organismo. Com uma meia-vida variando entre 27 e 32 horas, um paciente pode considerar-se livre da medicação após cinco ou sete dias. Barbara Judge, uma farmacêutica, confirma esse dado ao afirmar que "como regra geral, seu sangue e urina podem ser considerados completamente limpos após cinco meia-vidas".

Possíveis sintomas de abstinência do Lexapro

Conforme um artigo escrito pelo PhD Subhuti Dharmanda, diretor do Institute for Traditional Medicine, em Portland, Oregon, "as mudanças na função de transporte da serotonina e na captação realizada pelos neuroreceptores durante o uso de um antidepressivo criam dependência do medicamento, que leva algum tempo até ser eliminada mesmo quando ele já não é necessária para estabilizar a depressão". Esse é um efeito colateral tão significativo que a comunidade médica o apelidou de "Síndrome de abstinência de ISRSs" ou "Síndrome de descontinuação de ISRSs". Os sintomas de abstinência podem incluir exacerbação da ansiedade e depressão originais, tontura, envolvimento neuromuscular, parestesias, dores de cabeça e dispepsia, entre outros. O artigo assinado por Dharmananda aconselha que os pacientes diminuam a dosagem do medicamento gradualmente sob supervisão médica, para evitar que essa síndrome apareça. A diminuição gradual deve ser feita sob a ordem de 5% a menos da dosagem por semana.

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível