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Os livros brasileiros mais lidos de todos os tempos

Getty Images

Introdução

O que faz um livro ter boa aceitação de público? Com certeza uma trama atraente, bons personagens e um texto que prende o leitor. Além disso, a divulgação bem feita em jornais e revistas também impulsiona as vendas. Se a história for adaptada para o cinema ou a televisão, o livro ficará na lista dos mais vendidos por semanas. Os que são adotados por escolas em atividades extraclasse tornam-se títulos muito lidos também, como os clássicos da literatura brasileira. Essa obras já atravessaram gerações e continuam sendo leitura obrigatória.

Reprodução pipocaenanquim.com.br

O Menino Maluquinho

O escritor, jornalista e ilustrador Ziraldo é muito querido pelas crianças e um dos mais importantes autores infantis, com uma série de livros publicados e premiados. Suas histórias são divertidas e mexem com a imaginação. Sua criação de maior sucesso é "O Menino Maluquinho", com mais de 100 edições e 3 milhões de exemplares vendidos. A história de um menino traquina que é muito amado e se torna um adulto feliz virou filme, material escolar, especial para a TV, jogos e originou novos livros. Imperdível!

Reprodução Editora Planeta

O Alquimista

Paulo Coelho é o autor brasileiro mais lido no exterior. "O Alquimista", lançado em 1988, é seu maior sucesso e entrou para o Guinness Book (Livro dos Recordes), por ser o livro mais traduzido (em 69 idiomas). A obra conta a história de um jovem pastor e sua longa viagem da Espanha ao Egito à procura de um tesouro perdido, anunciado a ele através de um sonho. O percurso acaba sendo uma busca de respostas para mistérios existenciais. O livro incentiva a não desistir dos sonhos e a identificar os sinais que aparecem ao longo da vida.

Reprodução Editora Ciranda Cultural

Iracema

"Iracema", a "virgem dos lábios de mel", é o romance histórico-indianista do escritor brasileiro José de Alencar, publicado em 1865. O livro aborda o amor entre uma índia e o colonizador português Martim, que simboliza a origem do Ceará, terra natal do autor. Dessa união de raças nasce Moacir, que representa o primeiro cearense. A história se passa no início do século 17 e caracteriza a fase nacionalista de José de Alencar, que ainda lançou mais dois romances indianistas: "O Guarani" e "Ubirajara".

Reprodução Montecristo Editora

Memórias Póstumas de Brás Cubas

Outro clássico da literatura brasileira é "Memórias Póstumas de Brás Cubas", escrito pelo mais consagrado autor brasileiro de todos os tempos: Machado de Assis. A história foi publicada em capítulos, durante 10 meses em 1880, numa revista. No ano seguinte, Machado transformou a obra em livro, narrado em primeira pessoa pelo personagem Brás Cubas, um homem já falecido, mas que escreve suas memórias póstumas do túmulo. O autor usa da isenção de um personagem morto para fazer uma crítica à sociedade do século 19.

Reprodução Editora Martin Claret

Dom Casmurro

Outro livro de autoria de Machado de Assis que continua atraindo inúmeros leitores é "Dom Casmurro". A primeira edição foi lançada em 1899, mas sua narrativa é tão instigante que até hoje se discute o grande enigma: Capitu traiu ou não Bentinho? O casal tem um filho que se parece mais com Escobar, melhor amigo de Bentinho, do que com o próprio pai. Na obra não fica claro se tudo não passa de imaginação do personagem ou se Capitu realmente cometeu adultério, já que o autor mantém essa interrogação até o final.

Reprodução Editora Record

Gabriela, Cravo e Canela

Jorge Amado é um dos nossos escritores modernistas mais lidos, com várias obras adaptadas para o cinema e a televisão. Um de seus livros mais conhecidos é "Gabriela, Cravo e Canela", publicado em 1958. A história se passa nos anos 1920 e mostra a hipocrisia da sociedade da época e as disputas políticas dos coronéis do cacau. O personagem Nacib se encanta por Gabriela, uma retirante que chega a Ilhéus. Mas ela também atrai a atenção dos senhores influentes da cidade. Traição, machismo, opressão da mulher, amores proibidos e intolerância são aspectos abordados na narrativa.

Reprodução Editora Globo

Reinações de Narizinho

Monteiro Lobato criou através de suas obras um mundo onde as crianças podem viajar na imaginação. Durante as férias no sítio da avó (Sítio do Picapau Amarelo), Narizinho e Pedrinho vivem muitas aventuras, que incluem Emília, uma boneca falante, a Cuca, o Saci e outros personagens ligados à cultura brasileira, mesclados com princesas como Cinderela e Branca de Neve. As histórias são tão interessantes que foram transformadas em seriado na televisão. Um de seus livros mais lidos foi "Reinações de Narizinho" (1931), a menina do nariz arrebitado e neta de Dona Benta.

Reprodução Editora Scipione

A Moreninha

Joaquim Manuel de Macedo escreveu o romance "A Moreninha" em 1844, e a repercussão foi tão grande que o fez abandonar a carreira de médico. O livro faz parte do Romantismo brasileiro e conta a história da visita de quatro estudantes de medicina à casa da avó de um deles (Felipe), na Ilha de Paquetá. O rapaz aposta com um dos amigos (Augusto), que se algum deles se apaixonasse durante a permanência em Paquetá, ele escreveria um livro contando a história. E justamente Carolina, sua irmã, despertará a paixão do colega.

Reprodução Editora FTD

Senhora

José de Alencar escreveu o romance urbano "Senhora", publicado pela primeira vez em 1875. Esse é um dos livros mais lidos da literatura brasileira e foi também adaptado para a televisão. Trata-se da história de Aurélia que, após ser rejeitada por ser pobre, recebe uma herança e realiza uma transação comercial para "comprar" justamente o homem que a rejeitou. O livro mostra os costumes da Corte durante o Segundo Reinado no Rio de Janeiro e faz uma crítica à sociedade norteada pelo dinheiro.

Reprodução Editora Record

Capitães da Areia

O escritor baiano Jorge Amado tem uma vasta obra de sucesso, que o faz ser o segundo autor brasileiro mais vendido de todos os tempos, ficando atrás apenas de Paulo Coelho. Em 1937, publicou "Capitães de Areia", seu sexto livro e um dos mais lidos. A história se passa em Salvador nos anos 1930 e retrata a vida dura de um grupo de menores abandonados conhecidos por "Capitães da Areia", que sobrevivem de furtos e trapaças. Jorge Amado mostra a realidade dessa população marginalizada, tecendo uma crítica social e política.