Máscaras do tradicional baile de máscaras

Escrito por susan salter | Traduzido por ronaldo moretti
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 Máscaras do tradicional baile de máscaras
Triste, mas esperançoso, o Pierrô é um personagem tradicional reconhecível por sua máscara (Stockbyte/Stockbyte/Getty Images)

A primeira data de bailes de máscaras é do século 15, mas a tradição de se vestir elegantemente atingiu o seu auge na Europa durante os séculos 17 e 18, principalmente como uma diversão para as classes mais altas. A tentação de esconder a identidade através de uma máscara de personagem permitia que os membros da elite se socializassem livremente, mesmo com os servos. Muitas máscaras tradicionais foram inspiradas pela Commedia della'arte da Itália, uma forma teatral que durou quase quatro séculos. Esse teatro cômico amplamente improvisado apresentava diversos personagens que se tornaram instantaneamente reconhecíveis devido suas máscaras.

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Arlequim

Talvez a mais emblemática das máscaras tradicionais pertence a muitos personagens de Arlequim – o pobre homem lutando para sobreviver e viver com sua inteligência. Ele é retratado como um fiel, mas às vezes ingênuo personagem frequentemente em busca da Colombina, a menina serva da casa. A meia-máscara preta de Arlequim tem os furos dos olhos pequenos, simbolizando sua visão estreita de mundo. As sobrancelhas são "misticamente arqueadas", conforme descrição do Britannica, e sua testa é enrugada.

Pierrô

O Pierrô aparece na Commedia della'arte como uma alma gentil, mas triste, que se veste de preto e branco. A máscara tradicional é branca com contraste preto ou lábios vermelhos -- o personagem apareceria mais tarde, de forma semelhante, nas versões representadas pelos mímicos contemporâneos. Para um Pierrô apaixonado, uma lágrima negra sentimental adorna uma bochecha.

Colombina

Uma personagem racional na Commedia é a Colombina, a sábia e espirituosa dama de companhia. Embora no palco ela não use uma máscara, sua personagem foi retratada posteriormente para bailes de fantasia com uma meia-máscara divertida e colorida que poderia tomar a forma de um gato. Uma versão ainda mais leve abrange apenas os olhos para uma aparência mais graciosa.

Pulcinella

O personagem de Pulcinella, que apareceu de várias formas, começou como um servo simplório – muitas vezes retratado como um corcunda – que evoluiu para uma alma apaixonada, por vezes representado como uma figura de autoridade. Um nariz longo e pontudo destaca a máscara, que também pode apresentar uma grande verruga na testa. O personagem fala em um tom alto, cantando. Essas qualidades de pássaro deram origem ao seu nome, derivado do italiano "pulcino" (pequeno frango).

Capitano

Capitano, o soldado fanfarrão, é na verdade um covarde que foge ao primeiro sinal de perigo. Sua máscara é estilizada com sobrancelhas de "raiva" e nariz de bico grosso para criar uma impressão de poder – tudo para melhor divergir com sua real personalidade. Teather Masks.com descreve a aparência de Capitano como uma combinação de um porco e uma águia.

Bobo-da-corte

As celebrações de Mardi Gras muitas vezes apresentam o bobo-da-corte, um personagem veneziano do século 18 que encarna a alegria com um toque de perigo. Várias formas dessa máscara mostram o bobo sorrindo amplamente; alguns sorrisos são compensados por olhos ameaçadores, arregalados. O chapéu tradicional, com seus picos triangulares, geralmente aparece na máscara; orelhas de burro ou fios coloridos, longos, podem pender para os lados.

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