Qual é a matéria-prima do diamante rosa?

Escrito por tony oldhand | Traduzido por lucas vilaça
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Qual é a matéria-prima do diamante rosa?
Diamantes são muito raros, mas a variedade rosa é extremamente rara (Jeffrey Hamilton/Photodisc/Getty Images)

A composição de um diamante é fácil de entender. É formado por apenas um elemento: carbono. O carbono é abundante na Terra. Outras substâncias feitas de carbono incluem o carvão e o grafite, aquele que encontramos nos lápis. As forças da natureza transformam o carbono num diamante puro, um feito incrível por si só. Mas, às vezes, a natureza dá um passo a mais e transforma um diamante puro em um diamante rosa, o que é mais incrível ainda.

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Onde se encontram os diamantes

Quando um vulcão sofre uma erupção, a lava contida no núcleo terrestre sobe para a superfície. Quando a lava esfria dentro do canal central do vulcão, cria uma ligação deste canal com os minerais kimberlito e lamproíto. Com isso, forma-se um tubo cônico de kimberlito. Pense o tubo de kimberlito como uma cenoura gigante presa no chão. O topo da cenoura pode chegar a mais de 1,5 km de diâmetro, e ter uns 4 ou 5 km de comprimento de profundidade. Diamantes só são encontrados em tubos de kimberlito.

Qual é a matéria-prima do diamante rosa?
O topo de um tubo de kimberlito padrão (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Formação do diamante puro

Pelo fato dos diamantes serem encontrados em tubos de kimberlito, vemos que apenas o calor e pressão extremos de um vulcão podem formar um diamante. Há milhões de anos atrás, algumas rochas de carbono ficaram presas na lava de vulcões ativos. O carbono é um dos elementos mais abundantes na Terra. Carvão e grafite são feitos de carbono. Por causa da pressão e calor extremos, as rochas de carbono se tornaram transparente (como o vidro) e se transformaram em diamantes puros.

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A ponta do lápis é feita de grafite, que é uma das formas do carbono (Jupiterimages/Comstock/Getty Images)

Formação do diamante rosa

Pesquisadores procuraram entender porque um diamante rosa é rosa. Em 2010, a Smithsonian Institution reuniu uma equipe de nove cientistas para investigar o fenômeno. A equipe analisou um diamante rosa, até sua última molécula. O que encontraram ali foi surpreendente. Um diamante puro é formado apenas por carbono. O diamante rosa também é formado apenas de carbono, mas a organização é diferente. Um diamante rosa possui grãos, similar à granulação da madeira em uma tábua. A áreas puras do grão formam diamantes puros normais. As listras negras são o carbono que foi comprimido ainda mais do que um diamante puro. Como as moléculas são mas comprimidas nos grãos mais escuros, eles só permitem que o espectro rosa seja refletido. A conclusão encontrada foi a de que o diamante rosa já foi um dia um diamante normal, que foi submetido a ainda mais pressão e calor, e formou grãos. Isso só é possível nas partes mais profundas de um vulcão. As forças naturais da Terra, ao longo de milhões de anos, moveu os diamantes rosas das profundezas do tubo de kimberlito para a superfície.

Valor de um diamante rosa

Diamantes são raros, sendo encontrados apenas em tubos de kimberlito. Um diamante puro do tamanho de uma pérola pode valer milhares de reais. Um diamante rosa, por ser formado em partes remotas dos vulcões, é ainda mais raro. Um diamante rosa mais ou menos do tamanho de uma pérola pode valer centenas de milhares de reais. De acordo com a joalheria Leibish and Company, diamantes rosas podem ser vendidos em média por R$200 mil o quilate. Um diamante de um quilate tem mais ou menos o tamanho de uma pérola.

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