Medicamentos comuns para combater o mal de Alzheimer

Escrito por hannah rice myers | Traduzido por fabiana silva
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Medicamentos comuns para combater o mal de Alzheimer
Alzheimer é uma doença progressiva e degenerativa (Aricept, a common drug to fight Alzheimers Disease.)

A doença de Alzheimer afeta mais de 5 milhões de americanos e milhões de pessoas em todo o mundo. É uma doença progressiva e degenerativa, que faz com que os pacientes acometidos por essa condição percam suas capacidades cognitivas e, finalmente, as capacidades físicas também. O uso de medicamentos especificamente desenvolvidos para os pacientes com Alzheimer retarda a progressão da doença, permitindo que o paciente consiga reter sua memória e também alivia os efeitos colaterais comportamentais e emocionais resultantes.

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Importância

Para os pacientes diagnosticados com Alzheimer, os medicamentos de prescrição aprovados pela ANVISA para tratamento oferecem esperança para uma qualidade de vida prolongada. Alguns remédios são indicados para os indivíduos com um nível leve a moderado da doença, enquanto que outros são prescritos para os casos de moderado a grave. Embora nenhum desses fármacos ofereça a cura, eles podem atrasar a necessidade de admissão do paciente com Alzheimer em uma casa de repouso ou em um hospital, para que ele receba os cuidados apropriados, bem como aliviar o estresse que recai sobre o cuidador, enquanto o paciente está sendo cuidado em casa.

Função

A doença de Alzheimer diminui os níveis de acetilcolina, uma substância química responsável pela memória, pelo julgamento e pelo processo de pensamento. Ao longo do tempo, o cérebro do paciente com Alzheimer encolhe à medida em que as células e os tecidos são destruídos. Essa deterioração das células do cérebro pode acontecer lenta ou rapidamente, dependendo do paciente, com o intervalo médio entre o diagnóstico e a morte, que varia de sete a dez anos. Os medicamentos normalmente prescritos pelos médicos para o tratamento dessa doença agem protegendo o sistema colinérgico, que é responsável pela memória e pela aprendizagem. Eles também impedem que os níveis de acetilcolina diminuam, o que prolonga a deterioração das células do cérebro. Também existem medicamentos usados para aliviar os efeitos secundários do Alzheimer, como depressão e alucinações, permitindo que o cuidador consiga auxiliar adequadamente o paciente com Alzheimer em suas necessidades diárias, já que ele consegue se manter calmo em seu ambiente.

Medicamentos comuns para combater o mal de Alzheimer
No Alzheimer, os níveis de acetilcolina diminuem e as células do cérebro são destruídas

Tipos

Existem dois medicamentos principais utilizados no tratamento da doença. Eles são os inibidores da colinesterase e os receptores de N-metil-D-aspartato, ou NMDA. Os inibidores mais comuns incluem o Aricept, o Exelon e a Galantamina. Essas drogas são usadas para o tratamento das formas suave a moderada da doença. O Aricept retarda a perda da função cognitiva e é frequentemente usado em combinação com a Memantina para aumentar seus benefícios. O Exelon é eficaz para os pacientes com Alzheimer em fase avançada e demonstrou retardar a progressão melhorando, de fato, suas capacidades cognitivas. A Galantamina não só melhora a função mental, mas também auxilia nos efeitos colaterais comportamentais e mentais. Os efeitos desse medicamento podem durar por um ano ou mais e podem se intensificar ao longo do tempo. Para o Alzheimer de grau moderado a severo, o tratamento é feito com receptor de NMDA. Atualmente, apenas a Memantina está disponível para tratar a doença nesse estágio. Esse medicamento ajuda a proteger a estimulação excessiva do aminoácido glutamato, que destrói os nervos e as células do cérebro e melhora a função cognitiva por até um ano. Os antidepressivos, como o Prozac e o Zoloft, são usados para tratar os efeitos emocionais da doença, enquanto que os antipsicóticos, como o Haldol e o Clozaril, são usados para tratar as alucinações e os delírios que podem resultar em explosões de violência física ou verbal.

Medicamentos comuns para combater o mal de Alzheimer
Os dois medicamentos principais utilizados no tratamento do Alzheimer são os inibidores da colinesterase e os receptores do N-metil-D-aspartato

Considerações

A cada 71 segundos, um novo caso de Alzheimer é diagnosticado e, de todas as pessoas diagnosticadas, apenas a metade vai se beneficiar com os medicamentos atualmente disponíveis para o tratamento. Também é recomendável que, antes de prescrever os medicamentos para tratar os efeitos comportamentais da doença, os pacientes sejam submetidos a um exame completo para garantir que não haja uma condição médica subjacente causando suas crises. À medida em que a doença progride, o paciente será menos capaz de expressar verbalmente qualquer dor ou desconforto que possa estar sentindo. Algumas desses problemas podem incluir infecção urinária, interações com outros medicamentos que estejam tomando para outras condições ou problemas de visão. Todas essas doenças podem ser facilmente tratadas com medicamentos de curto prazo, eliminando a necessidade de administrar medicamentos antipsicóticos de longo prazo, que causam seus próprios efeitos colaterais adversos.

Advertência

Como ocorre com qualquer medicamento prescrito, as drogas usadas para tratar o Alzheimer têm efeitos colaterais desagradáveis, alguns dos quais podem ser prejudiciais à saúde do paciente. Os efeitos mais comuns são irritação de origem gastrointestinal e incluem diarreia, vômitos, náuseas e evacuações frequentes. O paciente também pode sofrer de tonturas e confusão e, os casos mais graves, incluem o desenvolvimento de úlceras e lesões no fígado. No entanto, apesar dos riscos e aconselhamentos, muitos ainda optam por tomar os medicamentos na esperança de retardar a progressão da doença, permitindo desfrutar de sua vida e de sua família um pouco mais.

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