Medicamentos para o tratamento do transtorno bipolar que não afetam o desejo sexual

Escrito por alison j. walkley | Traduzido por laila teixeira
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Medicamentos para o tratamento do transtorno bipolar que não afetam o desejo sexual
Existem diversas opções para o tratamendo do transtorno bipolar que não afetam o desejo sexual (Image by Flickr.com, courtesy of Erin)

Há muitos medicamentos prescritos para o tratamento de doenças mentais que causam efeitos colaterais na esfera sexual como, por exemplo, impotência e diminuição da libido. Já outros não afetam essa instância, e há ainda um terceiro grupo que aumenta o desejo sexual.

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Hormônios e neurotransmissores

A sexualidade é mais que a genitália; os hormônios e os neurotransmissores também afetam os órgãos sexuais. A testosterona é essencial para a libido, assim como a dopamina e a serotonina que, respectivamente, aumentam e diminuem o desejo sexual. Como os transtornos depressivos (inclusive o transtorno bipolar) e os remédios que os tratam afetam tais neurotransmissores, acabam afetando o desejo sexual também.

Antidepressivos

Inibidores seletivos da receptação da serotonina e da noradrenalina (ISRSNs), inibidores seletivos da receptação da serotonina (ISRSs) e antipsicóticos são três classes de medicamentos empregados no tratamento de doenças mentais como o transtorno bipolar.

ISRSNs

A bupropiona é um ISRSN que combate episódios depressivos e diminui os riscos de um episódio de mania ocorrer. Não se sabe de efeitos colaterais no campo sexual decorrentes do uso dessa substância. Já sintomas como boca seca, constipação, dores de cabeça e insônia são comuns. A venlafaxina é outro ISRSN que propicia alívio dos sintomas depressivos, causando poucos efeitos colaterais. Ela pode ser tomada junto a outras medicações. Dentre os efeitos colaterais provocados pela venlafaxina, os mais comuns são náuseas, dor de cabeça, fadiga, boca seca, tontura, insônia e ansiedade. 12,5% dos usuários dessa droga relataram problemas na ejaculação e 6% afirmaram terem sofrido com disfunções eréteis.

ISRSs

Alguns ISRSs postergam o orgasmo masculino e diminuem a libido das mulheres. A fluvoxamina e o citalopram são dois remédios dessa classe que costumam não gerar quaisquer efeitos colaterais de natureza sexual. Apenas 4% dos pacientes em tratamento com essas medicações sofreram com disfunção erétil ou diminuição do desejo sexual. É mais comum sentir náuseas, dores de cabeça, insônia, sudorese e boca seca em consequência do uso dessas substâncias.

Antipsicóticos

A aripiprazola provoca efeitos colaterais que afetam a vida sexual do paciente como, por exemplo, impotência, priapismo ou uma ereção que não passa e causa dor ao homem. Isto também acontece com clozapina e a risperidona que causam os mesmos problemas. A olanzapina, um antipsicótico adotado no tratamento da esquizofrenia e do transtorno bipolar cujos efeitos colaterais mais frequentes são sonolência, boca seca, ganho de peso, aumento no apetite, alterações na libido, impotência e problemas de ejaculação. O fumarato de quetiapina também é receitado em casos de esquizofrenia e bipolaridade. Seus efeitos colaterais mais frequentes são boca seca, sonolência, dor de cabeça e agitação. Apenas 2% dos pacientes que fazem uso do fumarato de quetiapina ou do cloridrato de ziprasidona apresentaram alterações na libido ou tiveram episódios de impotência sexual.

Lítio

O lítio, elemento encontrado na natureza, não afeta a libido diretamente. Os sais de lítio costumam ser receitados concomitantemente a antidepressivos. Dentre seus efeitos colaterais citamos: tremores, sede, aumento na frequência da micção e no volume de urina, diarreia, vômito, sonolência, fraqueza muscular e problemas de coordenação.

Antiepilépticos

Certos anticonvulsivantes são receitados para o tratamento do transtorno bipolar e obtém taxas de sucesso significativas. A lamotrigina é um anticonvulsivante e regulador de humor, indicado para bipolares, esquizofrênicos e epilépticos. Seus efeitos colaterais incluem aumento da libido e irritação vaginal.

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