É melhor ter controle nas cartas de Natal

Escrito por reagan alexander | Traduzido por natalia peres
  • Compartilhar
  • Tweetar
  • Compartilhar
  • Pin
  • E-mail

Uma carta familiar de feriados clara e concisa evitará os balidos da época

É melhor ter controle nas cartas de Natal
É melhor ter controle nas cartas de Natal (Dylan Ellis/Digital Vision/Getty Images)

Considere a pessoa com quem você menos quer falar e pergunte-se se você realmente quer que ela tenha toda aquela informação

— Laura Brown de Wordgrrls.com na auto-edição de suas cartas de feriados

Aépoca de feriados é um momento alegre, repleta de família, amigos, presentes e encontros. Também é época de torturar os outros com as notícias tradicionais dos feriados, o equivalente da caixa de correio a um bolo de frutas indigesto em sua porta. Para a maioria das pessoas a menção de um boletim leva a visões de pais prepotentes, festivais extravagantes, blusas de lã mal ajustadas e fotos de férias dançando em sua cabeça. Mas agora essa missiva anual tem a chance de voltar aos seus dias de glória, quando era uma ferramenta que aproxima as pessoas de você. Uma carta bem planejada, restrita e bem intencionada se destacará no dilúvio de cartões de Natal prosaicos que se aglomeram nas latas de lixo. Ela pode ressuscitar o verdadeiro significado dos boletins familiares dos feriados, que é o de trazer um sorriso para quem o recebe, lembrá-los de como seu filho tem medo do Papai Noel e como é difícil juntar a família toda para uma fotografia em grupo que não termine em um passeio até o hospital.

Conheça seu público

A elaboração de uma carta de feriado deve ser mais intensiva em tempo e pessoa do que um simples tweet ou atualização de status.

"A linguagem que gostamos de usar (é) 'Somente àqueles que você acha que se interessarão', diz Daniel Post Senning, co-autors da 18ª edição de "Emily Post's Etiquette" (Etiqueta de Emily Post) e porta-voz do Emily Post Institute (Instituto Emily Post). 'Eu acho que isso é apropriadamente amplo para permitir que as pessoas se arrisquem e talvez digam 'Eu conheci esta pessoa e ela parece estar genuinamente interessada em mim e na minha vida'."

Escolha sabiamente a lista de remetentes. Tudo bem desconsiderar a maioria dos amigos do Facebook. Você também pode cortar aqueles que, provavelmente, não são assim tão interessados nos desenhos de giz de cera do seu filho. A lista de remetentes deve ser menos influenciada pelo seu nível de interesse e mais pelo dos possíveis receptores.

"Seja honesto consigo mesmo," diz Senning, "e se pergunte: Essa pessoa vai se importar? Isso é mesmo importante para essa pessoa em especial?"

Ser breve é a salvadora de sagacidade... e do selo

Pense sobre sua programação dos feriados e todo o tempo livre que você tem para gastar com as cartas que receberá de seus amigos e família. Se você não tiver muito tempo livre, é possível que os destinatários de suas cartas também não. Essa é outra razão pela qual você deve manter seus boletins breves e simples.

Escolha os destaques do ano, trate cada aspecto com a levianidade adequada e, mais importante, edite depois. Você pode ter uma longa lista de pessoas que considera destinatários dignos o bastante, mas nenhuma deles quer um folheto de 40 páginas que narra restaurantes, procedimentos médicos ou como seu filho mais novo atuou em "O Quebra-Nozes" como uma coluna.

"Tente mantê-la em apenas uma página para que seja lida," diz Denning com uma gargalhada. "Mais uma vez, isso é realmente uma questão de preferência pessoal, mas é bom atrair as pessoas para quem eu mandá-la com a ideia de que 'Sim, há um final e você chegará lá.' Eu quero que eles vejam isso desde o começo."

Resumindo, qualquer coisa que exija um grampo para prender é exagero.

"Três parágrafos de texto devem ser suficientes", diz Laura Brown, criadora e editora do site de escrita criativa Wordgrrls.com. "Atenha-se a um lado de uma folha de papel, adicione imagens e ilustrações, e se você tiver filhos, deixe-os decorar a parte de trás com seus próprios desenhos."

"Um boletim não precisa continuar na página seguinte, uma página com cerca de 200 palavras é suficiente."

Faça saudações em vez de se gabar

É melhor ter controle nas cartas de Natal
Saiba o que escrever na carta de Natal (Jamie Grill/The Image Bank/Getty Images)

Provavelmente é melhor não dar ouvidos a todas as vozes dos feriados em sua cabeça. Aquela que te lembra de mostrar uma pitada de contenção pode te salvar dos pecados capitais dos boletins de feriados: se gabar e compartilhar um pouco mais do que seu público quer saber.

"Você deve evitar se gabar e se vangloriar, e inclua notícias positivas que não sejam muito pessoais", diz Senning. "Se você tem dúvida em relação ao tom, eu me refiro às pessoas pelo que chamo de Regra do Demais, e este é um modo de cultivar aquela vozinha discricionária em sua própria cabeça. Se você estiver se perguntando 'Isto é demais?' então você provavelmente deve seguir esta voz discricionária."

Em poucas palavras, mantenha seu ego sob controle enquanto escreve seu boletim. Seu público não quer saber dos detalhes íntimos de sua maravilhosa vida.

"Quando falamos de notícias positivas, é importante lembrar de não ficar muito pessoal", acrescentou Senning. "Você pode ter uma atualização que diz algo como 'Jim está se recuperando de sua cirurgia', mas eles não precisam de detalhes adicionais, como a vesícula biliar foi removida e era seis vezes maior que o normal, acrescida de uma foto. Seja simples e diga 'Jim está em casa e se recuperando bem'."

A exceção seria se a vesícula biliar em questão tivesse uma semelhança impressionante com Papai Noel. Nesse caso, seria quase um crime não incluir uma foto.

O dom do tempo

Algumas pessoas se aproximam dos feriados com uma precisão quase cirúrgica. Eles tiram a foto da família, cheia de blusas de renas combinando, por volta de agosto. Suas compras de Natal são feitas em outubro e seu boletim familiar é escrito, editado, reescrito e editado novamente antes de ser entregue.

E então há o resto de nós que vivemos no mundo real, onde organizar e escrever uma atualização familiar é uma tarefa hercúlea.

Não espere até o último minuto. Comece devagar e cedo. Arrume um tempo para deixar o primeiro rascunho da carta de lado por alguns dias. Desse modo, você poderá voltar a ele com olhos razoavelmente imparciais.

"As pessoas tendem a dizer muito ou pouco demais, então se você costuma balbuciar quando coloca a caneta no papel ou os dedos no teclado, leia o texto no dia ou na semana seguinte", diz Brown. "Decida se você realmente quer falar para todos tanto sobre você, seus planos e o que tem feito. Considere a pessoa com quem você menos quer falar, pergunte-se se você realmente quer que eles saibam tudo isso e parta daí."

Também faz sentido se poupar do estresse de mandar 100 cartas.

"Escreva-a, mas sempre se dê uma chance de relê-la", diz Senning. "Uma ótima tática é reler seu material em voz alta depois de se afastar um pouco dele. É um bom modo de avaliar o tom e você pode se perguntar conforme ouve as palavras em voz alta como você se sentiria se alguém falasse assim com você."

Não perca

Filtro:
  • Geral
  • Artigos
  • Slides
  • Vídeos
Mostrar:
  • Mais relevantes
  • Mais lidos
  • Mais recentes

Nenhum artigo disponível

Nenhum slide disponível

Nenhum vídeo disponível