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Os melhores e mais irreverentes blocos de Carnaval de Olinda

Flickr: Chico Atanásio | Prefeitura de Olinda

Introdução

O município de Olinda, em Pernambuco, tem muito do que se orgulhar. Suas ladeiras íngremes, casarios coloniais, antigas igrejas e monumentos são Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Mas nada dá tanto orgulho ao olindense que seu Carnaval de rua, um dos mais populares do País. Na folia pernambucana, história, cultura, música, dança e irreverência se misturam para criar uma festa rica e plural. Frevo, maracatu, coco, ciranda e samba dão as caras nas ruas abarrotadas da cidade. A irreverência do Carnaval alcança um novo patamar em Olinda, onde troças, blocos e grupos de percussão fazem a alegria dos foliões com música, bonecos gigantes e muito bom humor. Conheça um pouquinho do Carnaval da cidade!

Flickr: I Love Cafusú

I Love Cafusú!

Você sabe o que é um cafusú? É como as pernambucanas chamam os homens machões, aqueles cafajestes com os pelos do peito saindo pela gola da camisa, palito de dente no canto da boca e óculos Ray-Ban. A ideia do Bloco Carnavalesco I Love Cafusú (assim mesmo, com "esse" e acento agudo) começou em 2004 como uma homenagem a esses homens e também como uma tiração de sarro do machismo. Desde então, a agremiação só fez crescer e hoje, além do desfile, tem um dos bailes pré-carnavalescos mais disputados de Pernambuco. Os integrantes do bloco desfilam pelas ruas estreitas de Olinda no Sábado de Zé Pereira compartilhando toda sua sensualidade e bom humor.

Facebook: Hoje a Mangueira Entra

Hoje a Mangueira Entra

Hoje a Mangueira Entra começou como toda agremiação carnavalesca, como uma brincadeira entre quatro amigas que queriam homenagear a verde e rosa carioca. Passaram-se 20 anos e a agremiação reúne duas mil pessoas em seus desfiles pelo Sítio Histórico de Olinda, onde o Carnaval ferve de verdade. Como o próprio nome diz, o bloco é uma homenagem descontraída à tradicional escola de samba Mangueira. A agremiação, que "entra" nos Sábados de Zé Pereira, tem uma das maiores concentrações de pessoas por metro quadrado do Carnaval pernambucano. Se quiser sentir o gostinho da festa carioca em pleno Nordeste, essa é a sua pedida!

flickr: Pire | Prefeitura de Olinda Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0)

Cansei de Ser Profunda

Cansei de Ser Profunda (CSP) não é bloco nem troça. Fundado em 2010 por um grupo de jornalistas, o CSP ainda é pequeno, mas merece um lugar na nossa seleção pela criatividade. No lugar do estandarte, os integrantes do grupo carregam o rosto da escritora Clarice Lispector que, mesmo na anarquia da festa pernambucana, não perde sua característica expressão fria e distante. Também cansou de ser profundo e quer aderir ao grupo? Anote aí: os amigos de Clarice saem pelas ladeiras de Olinda no Sábado de Zé Pereira. Difícil vai ser encontrar a escritora entre os milhares de foliões que lotam as ruas do município.

Flickr: Ádria de Souza/Pref.Olinda | Prefeitura de Olinda Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0)

Conxitas

O grupo artístico percussivo Conxitas foi criado em 2004. Ele é composto por aproximadamente 100 mulheres e brinca com a mistura de ritmos, como frevo, coco, maracatu e ciranda. Como muitos blocos do Carnaval de Olinda, o grupo aproveita que, no Sábado de Zé Pereira, grande parte dos foliões vai ao Recife para o desfile do Galo da Madrugada, assim podem desfilar pelas ruas um pouco mais tranquilas de Olinda. É uma boa oportunidade para quem quiser conhecer um pouco da diversidade da cultura pernambucana.

www.cyberartes.com.br

Mulher na Vara

Reza a lenda que o Bloco Mulher na Vara surgiu em 1993, quando uma das foliãs que acompanhava o bloco Tá Maluco torceu o tornozelo. Para ajudá-la, seus amigos arranjaram uma vara de goiabeira, na qual a mulher foi carregada sentada durante o resto do desfile. Por onde passavam, chamavam tanta atenção que foliões gritavam "Olha a mulher na vara!". Era o que precisava! A ideia caiu no gosto do grupo, que resolveu fundar a troça que desfila oficialmente na segunda-feira de Carnaval com uma enorme vara sobre a qual as mais animadinhas tentam se equilibrar.

Facebook: Enquanto Isso na Sala da Justiça

Enquanto Isso na Sala da Justiça

Enquanto Isso na Sala de Justiça surgiu em dezembro de 1994 de uma conversa entre amigos na tradicional Ladeira da Misericórdia de Olinda. A ideia do grupo era sair fansasiado de super-heróis e personagens de revistas em quadrinhos nos blocos infantis do Carnaval olindense. De lá para cá, a agremiação cresceu exponencialmente e é uma das mais populares da festa pernambucana. Dentre as muitas festas e bailes realizados em Olinda durante as semanas pré-momescas, a prévia do bloco é uma das mais badaladas. O bloco mesmo sai pelas ruas do município nos domingos de Carnaval levando junto uma multidão de Homens-Aranha, Mulheres-Maravilha, Batmans, Super-Homens, Supermercados, Superbonders, Supérfluos... Crie já seu Super(lativo) e caia no frevo você também.

Jan Ribeiro/ Pref. Olinda | Flickr Prefeitura de Olinda | Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

Eu Acho É Pouco

O Bloco Eu Acho É Pouco foi fundado em 1977 como uma crítica à ditadura militar e à abertura "lenta, gradual e segura" à redemocratização do País. Hoje, é um dos pontos altos do Carnaval de Pernambuco. Além de desfilar pelas ruas de Olinda no Sábado de Zé Pereira e na Terça-feira Gorda, a agremiação sai também pelas ruas do Bairro do Recife, mais conhecido como Recife Antigo, na capital pernambucana. O bloco de cores vermelho e amarelo tem como alegoria um enorme dragão-chinês e conta com uma versão para os pequenos, chamada Eu Acho É Pouquinho, que sai na segunda-feira de Carnaval.

Jan Ribeiro/ Pref. Olinda | Flickr Prefeitura de Olinda | Attribution 2.0 Generic (CC BY 2.0)

A Corda

O bloco A Corda foi criado em 1994 por um grupo de foliões que alugava uma casa para pular o Carnaval olindense. Após sonhar que acordava um amigo para cair na folia, um deles conseguiu um pedaço de corda e, com os demais, resolveu sair pelas ruas do município acordando com muito barulho os foliões dorminhocos. Hoje, os integrantes do bloco se concentram cedinho na Terça-feira Gorda. "Fantasiados" com pijamas e baby-dolls e com uma enorme corda invadem as casas alugadas do Sítio Histórico para acordar os desavisados. E ai de quem não acordar! É capaz de ser laçado e levado para a rua à força mesmo!

Picasa: Sambadeiras Samba de Ladeira

Sambadeiras - Samba de Ladeira

O Carnaval de Olinda é incontestavelmente do frevo, mas o ritmo genuinamente pernambucano não é o único a dar as caras nas ladeiras do município. O grupo de samba Sambadeiras - Samba de Ladeira foi fundado em 2008 e arrasta uma multidão de foliões pelas ruas estreitas da cidade todo domingo de Carnaval e Terça-feira Gorda com suas releituras de clássicos do samba. A bateria do grupo - que tem a canção "Lilás", de Djavan, como hino - é exclusivamente composta por mulheres. Vestidas de branco e lilás, as meninas enchem de graça e samba a festa olindense.

Flickr: Jan Ribeiro/Pref.Olinda | Prefeitura de Olinda Atribuição 2.0 Genérica (CC BY 2.0)

Segurucu

Carnaval e descontração frevam de mãos dadas. Mas no quesito irreverência poucas agremiações rivalizam com a Troça Carnavalesca Mixta Segurucu. Sim, é esse mesmo o nome. Fundada em 1989, a troça causa auê por onde passa. No lugar do boneco gigante, seus integrantes levam pendurada em uma vara uma mão mostrando o dedo médio. O ponto alto do desfile é ver os foliões se agacharem pelas ladeiras quando a agremiação passa cantando seu hino: "Segurucu não tem enredo / Segurucu senão eu meto o dedo". Se você também quiser segurar, anote na sua agenda: a troça desfila toda Terça-feira Gorda.