on-load-remove-class="default-font">
×
Loading ...

Por que milhares de pessoas são a favor da legalização da maconha?

A liberação da maconha é um assunto que costuma gerar muitas controvérsias. De um lado estão os defensores da liberação ou regulamentação da erva. De outro, aqueles que acreditam que a droga faz mal e deve ser completamente proibida. Vários países no mundo têm discutido essa questão e atingido resultados diferentes, seja com políticas de legalização ou com medidas de repressão ao consumo de maconha. No Brasil, a questão está longe de ser um consenso. Mas a verdade é que, de uns anos para cá, muita gente passou a defender a legalização dessa droga milenar. Conheça os principais argumentos de quem é a favor da erva.

A liberação ou proibição da maconha divide opiniões no mundo todo (Jupiterimages/Photodisc/Getty Images)

Uso terapêutico

O consumo das drogas -- e da maconha, especificamente --, está presente na história da humanidade há milhares de anos, seja para fins recreativos ou medicinais. Cientistas de todo o mundo já provaram que o uso terapêutico da maconha pode ajudar a combater uma série de doenças que vão desde casos de dores musculares até a melhora do apetite de doentes em estágio avançado de AIDS. A maconha, quando utilizada pela medicina, também é capaz de inibir náuseas nos pacientes com câncer que fazem quimioterapia e possui excelentes resultados nos tratamentos de pessoas com epilepsia.

Loading...
Cientistas estudam os benefícios da maconha em uso terapêutico (Darrin Klimek/Photodisc/Getty Images)

Dependência química contestada

Uma série de estudos científicos divulgados nos últimos anos coloca dúvidas sobre a capacidade ou não que a maconha tem em causar dependência química. Muitos especialistas defendem que a dependência, no caso da maconha, é apenas psicológica. Isso coloca a erva atrás de outras substâncias nocivas e legalizadas, como o álcool e o cigarro. Isso contribui para o argumento do fato de que a maconha não é, ao que tudo indica, capaz de levar ninguém a óbito. De acordo com o Ministério da Justiça Brasileiro, não há no País um único relato de morte ocasionada por intoxicação de maconha (overdose).

Nunca foi registrado no Brasil um caso de overdose por consumo de maconha (Jupiterimages/Photos.com/Getty Images)

Exemplos de outros países

Em outros países, a discussão sobre a legalização da maconha já está mais avançada do que no Brasil. Na Holanda, por exemplo, existem locais especializados para o consumo de maconha. O Uruguai deu um passo a mais e se tornou o primeiro país a legalizar a produção, distribuição e venda de maconha. O Estado assume as responsabilidades sobre a comercialização da droga e passa a ganhar os tributos das vendas. Nos Estados Unidos, o uso medicinal da maconha é legalizado há mais de 15 anos, na Califórnia. Em 2014, o Colorado foi o primeiro estado americano a vender maconha para fins de recreação. O argumento por lá é de que ela causa menos problemas de saúde do que o álcool.

Em 2014, o Colorado foi o primeiro estado americano a vender maconha para fins de recreação (Doug Menuez/Valueline/Getty Images)

Falha nas políticas de repressão

Um argumento que ganha força à medida em que o tempo passa é a falha nas políticas de repressão às drogas em geral. Em sociedades com grande orçamento destinado a políticas de repressão, não se observou uma diminuição do consumo. Em vez disso, o que ocorre é uma verdadeira guerra particular entre policiais e traficantes, com um saldo gigantesco de mortos de todos os lados. Estima-se que mais da metade de todos os homicídios ocorridos no Brasil possui ligação direta com o tráfico de drogas. Os defensores da maconha afirmam que as mortes cairiam drasticamente com a regulamentação da erva.

O tráfico de drogas é responsável por mais da metade dos homicídios no Brasil (BananaStock/BananaStock/Getty Images)
Loading...

Referências

Loading ...
Loading ...