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Momentos memoráveis do esporte mundial

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Introdução

O esporte emociona multidões em todos os países. Seja dominando uma bola, realizando acrobacias ou dirigindo algum veículo veloz, esportistas dão um exemplo ao mundo. Não faltam casos de grande talento, perseverança e honradez nos campos, quadras, piscinas e nas pistas. Alguns desses momentos ficaram marcados para sempre, em imagens de TV, fotos ou em um relato escrito. Por seus feitos, alguns atletas se tornaram mitos que vão além de seus países de origem ou de suas modalidades. Em momentos alegres ou mesmo tristes, eles serão lembrados para sempre. Recorde a seguir dez dos mais incríveis e inesquecíveis momentos esportivos.

Muitos participantes dos Jogos estavam tão entusiasmados que pediram que Atenas fosse sede permanente da competição
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As primeiras Olimpíadas da Era Moderna

Os Jogos Olímpicos surgiram na Grécia antiga e foram disputados entre os séculos 8 a.C e 5 d.C. Desde então, as competições esportivas sempre provocaram grande fascínio. Por séculos, várias modalidades foram criadas ou aperfeiçoadas. No final do século 19, começaram a surgir os primeiros movimentos para recriar o antigo torneio. Graças aos esforços de um grupo de pessoas, liderado pelo francês Pierre de Coubertain, foi criado em 1894 o COI (Comitê Olímpico Internacional) e, dois anos depois, foram realizadas as primeiras Olimpíadas da Era Moderna. Em homenagem aos antigos gregos, as competições ocorreram em Atenas, reunindo 241 atletas de 14 países.

Anos após da vitória no salto em distânica, Owens revelou que foi graças a um conselho técnico de Lutz que ele conseguiu se qualificar para a decisão e eventualmente vencer a competição
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Jesse Owens em Berlim

A Alemanha era dominada por Adolf Hitler quando sua capital, Berlim, sediou os Jogos Olímpicos em 1936. Não foram poupados dinheiro nem esforços para realizar um grande evento e, assim, mostrar a superioridade da raça ariana. Esse protagonismo também deveria se estender às competições. Mas um atleta negro, o norte-americano Jesse Owens, não permitiu. Ele conquistou quatro medalhas de ouro e tornou-se o grande destaque da competição. Hitler se ausentou da disputa dos 100 e 200 metros rasos, além do revezamento 4x100, vencidas pelo atleta, mas esteve presente no salto em distância, em que o alemão Lutz Long era favorito da casa. No entanto, Owens venceu de novo e o ditador teve de deixar o estádio para não premiá-lo.

Em preparação para a Copa de 1970, o Brasil jogou um amistoso contra o Atlético Mineiro, sendo derrotada por 2 a 1
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Brasil: Tricampeão Mundial de Futebol

Nenhum time conquistou uma Copa do Mundo de uma forma tão arrebatadora quanto a Seleção Brasileira de Futebol que disputou a Copa de 1970, no México. Um time de craques incomparáveis como Carlos Alberto, Gérson, Jairzinho, Tostão e Rivelino já seria arrasador, mas ainda havia o Rei do Futebol, Pelé. Essa equipe já havia causado sensação em 1969, ao vencer todas as partidas das Eliminatórias. No ano seguinte, nem a troca de técnico João Saldanha por Zagalo impediu um festival de gols e jogadas antológicas. Foram seis vitórias, com 19 gols marcados e apenas sete sofridos. Na final, uma exibição de gala contra a Itália: 4 a 1.

De acordo com George, anos após o embate os dois boxeadores se tornaram melhores amigos
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A Luta do Século

Em 1974, o ditador do Zaire (atual República Democrática do Congo), Mobutu Sésé Seko, organizou um grande festival em seu país. Um dos pontos altos seria a realização de uma luta de boxe entre duas lendas: o campeão mundial George Foreman e Muhammad Ali. A luta valeria o título dos pesos-pesados. Franco favorito, Foreman tinha apenas 23 anos e 40 vitórias no cartel, sendo 37 por nocaute. A "Luta do Século" foi acompanhada pelo mundo inteiro. Nela, Ali se valeu da experiência para cansar o adversário e atacá-lo em seguida. A estratégia deu certo e, no oitavo round, conseguiu o nocaute e ficou com o cinturão.

Antes dos Jogos Olímpicos de 1976, não se acreditava que um placar com quatro dígitos fosse necessário, pois uma nota 10.00 seria impossível
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Nadia Comaneci assombra o mundo

A ginasta romena Nadia Comaneci tinha apenas 14 anos quando disputou os Jogos Olímpicos de 1976, em Montreal. A idade não a impediu de assombrar o mundo com uma exibição irretocável. Ela se tornou a primeira ginasta a alcançar a perfeição em suas apresentações, obtendo nota 10. Era algo tão impensável à época que os placares sequer eram programados para um dígito a mais. Como se fosse pouco, a jovem obteve a pontuação máxima outras seis vezes e encerrou a disputa com três medalhas de ouro, uma de prata e outra de bronze. Foi a mais jovem atleta a vencer na ginástica olímpica.

Gabriela tinha 39 anos de idade durante a maratona olímpica de 1984, tendo vencido no ano anterior a Maratona Internacional da Califórnia
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Maratona feminina em Los Angeles

A Maratona masculina está no cronograma olímpico desde a primeira edição, em 1896. No entanto, as mulheres só puderam participar da competição em 1984, nos Jogos de Los Angeles. Naquela edição, a medalha de ouro ficou com a norte-americana Joan Benoit, mas quem emocionou o público foi a suíça Gabriela Andersen-Schiess. Ela se debilitou ao percorrer os 42 quilômetros da prova sob forte calor. Chegou ao estádio cambaleando, desidratada e com forte câimbra na perna esquerda. Mal se aguentando em pé, seguiu em frente até cruzar a linha de chegada. Das 44 competidoras, ela terminou na 37ª colocação, mas foi a grande vencedora moral. As imagens emocionam até hoje.

O Dream Team das Olimpíadas de 1992 venceu todos os jogos rumo à medalha de ouro com uma vantagem de 44 pontos
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O Dream Team de Barcelona

Até 1988, somente atletas amadores podiam participar da competição olímpica de basquete. Com a mudança das regras, os Jogos de Barcelona, em 1992, puderam receber uma das seleções mais poderosas de todos os tempos, em qualquer esporte. O time dos Estados Unidos levou à Espanha os maiores craques de sua liga profissional, a NBA. Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Pat Ewing, David Robinson, John Stockton e Karl Malone, além de outros grandes astros, fizeram estragos em quadra. Venceram todas as partidas com uma diferença mínima de 32 pontos e não se furtaram de dar show, com jogadas mirabolantes. Aquele time jamais jogaria junto novamente e quem pôde vê-los em ação não consegue esquecer.

Rubens Barrichello se acidentou com gravidade e o austríaco Roland Ratzenberger morreu no mesmo fim de semana que Ayrton
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A morte de Ayrton Senna

Ayrton Senna era tricampeão mundial de Fórmula 1 em 1994, quando trocou a McLaren pela Willians. Dono de uma série de recordes, era tido como um dos melhores pilotos que já passaram pela categoria. No entanto, começara mal a temporada, abandonando as duas primeiras corridas. Na terceira, em Ímola, acelerou fundo e chegou à liderança. No entanto, na fatídica curva Tamborello, o brasileiro perdeu o controle do carro e se chocou violentamente contra o muro. Ele chegou a ser resgatado pelas equipes médicas, mas não resistiu. O mundo inteiro, especialmente o Brasil, chorou a perda de um grande atleta. Como consolo, restou o fato de que morreu como sempre viveu: correndo e à frente de todos.

Durante os Jogos Paralímpicos de 2012, Pistorius foi derrotado pelo brasileiro Alan Oliveira nos 200 m, categoria T44
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Um deficiente nas Olimpíadas

Os Jogos Paraolímpicos começaram a ser disputados em 1960, permitindo que competidores com algum tipo de deficiência pudessem viver o sonho olímpico. Um novo marco foi obtido quando o primeiro deles disputou Olimpíadas convencionais. A façanha coube ao sul-africano Oscar Pistorius. Sem as duas pernas, ele correu com próteses fabricadas com fibra de carbono. Dono de quatro medalhas de ouro paraolímpicas, ele disputou pela primeira vez uma prova com não deficientes em 2011. No ano seguinte, em Londres, veio sua consagração: correu os 400 metros rasos e chegou à semifinal. A biografia do atleta, contudo, seria manchada de sangue pelo homicídio de sua namorada, Reeva Steenkamp, em fevereiro de 2013.

Cinco vezes campeão olímpico, o ex-nadador Ian Thorpe duvidava da capacidade de Michael Phelps conquistar oito ouros nas Olimpíadas de Pequim
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Nas piscinas, o maior atleta olímpico

O nadador norte-americano Michael Phelps disputou sua primeira Olimpíada em 2000, com apenas 15 anos. Poucos imaginariam que, 12 anos depois, ele se tornaria o maior vencedor da história dos Jogos. Em Londres, conquistou sua 22ª medalha, sendo 18 de ouro. Dessa forma, bateu o recorde da ginasta soviética Larissa Latynina, que havia subido ao pódio 18 vezes. O ponto alto de sua trajetória havia sido em Pequim, no ano de 2008, quando foi campeão de oito disputas da natação. Com o feito, superou o compatriota Mark Spitz, que havia vencido sete em Munique (1972). Seus feitos na piscina foram espetaculares.