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Os momentos olímpicos inesquecíveis

A tocha olímpica é o simbolo do maior evento esportivo do mundo
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Introdução

Ser competitivo é da nossa própria natureza e nada ilustra melhor isso que a longevidade e a popularidade dos Jogos Olímpicos. As Olimpíadas acontecem desde 776 a.C., então não é de se surpreender que sua longa história nos ofereça uma grande variedade de momentos inesquecíveis. Desde grandes feitos, resultados dolorosos, frustrações e violência até – talvez os mais memoráveis – momentos descaradamente escandalosos.

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Saint Louis 1904

Após uma batida de trens, George Eyser, o ginasta americano nascido na Alemanha, perdeu uma perna. Mas isso não o impediu de competir nas Olimpíadas de Saint Louis, em 1904, e superar tudo conquistando seis medalhas em um só dia. Ele é o único esportista da história dos jogos que ganhou uma medalha com uma perna artificial, sem contar que levou três de ouro e duas de prata.

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Londres 1908

Nos Jogos Olímpicos de Londres 1908, foi a primeira vez que uma maratona teve 42,195 quilômetros de percurso. E, claro, que tiveram alguns problemas iniciais. A distância acrescentada foi demais para o italiano Dorando Pietri, funcionário de uma confeitaria, para quem o último trecho foi um pesadelo. As autoridades sinalizavam o caminho certo, mas o exausto Pietri caiu cinco vezes antes de cruzar a linha de chegada ajudado pelos fiscais. Foi desclassificado da corrida, mas sua determinação sensibilizou o público e a Rainha Alexandra o presenteou com uma taça de ouro por seus esforços.

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Berlim 1936

Os Jogos Olímpicos que aconteceram na Alemanha nazista são lembrados pela tentativa de Hitler de mostrar ao mundo seu poder e promover suas ideias de “supremacia racial”. No começo, Hitler não queria que participassem judeus e negros, mas cedeu à pressão internacional após uma ameaça de boicote. Muito antes de os Aliados derrotarem o Terceiro Reich, Jesse Owens, negro, neto de escravos do Alabama, envergonhou a obsessão nazista pelo poder. Conquistou quatro medalhas de ouro e ganhou reconhecimento mundial por vencer o racismo dos Jogos de 1936. Ao contrário da crença popular, Hitler não se recusou a entregar as medalhas a Owens.

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Roma 1960

A maratona olímpica de 1960 foi realizada à noite, pela primeira vez, e o percurso foi iluminado por soldados italianos com tochas. Também foi a primeira vez que alguém correu descalço, como fez Abebe Bikila, que estabeleceu um novo recorde ao terminar a maratona em duas horas, 15 minutos e 16,2 segundos.

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Roma 1960 (2)

Os Jogos Olímpicos da Itália, em 1960, também merecem ser citados, mesmo que por feitos menos heróicos. No que parece ter sido um caso de doping olímpico moderno, o ciclista holandês Knud Jensen caiu e faleceu durante a corrida de 100 km. A causa da morte, em princípio, parecia ser esgotamento por causa do calor, mas a autopsia revelou que o ciclista tinha consumido anfetaminas e tartrato de nicotinilo para estimular circulação sanguínea. Passaram outros 12 anos até que foram implementadas as provas oficiais de doping, nos jogos de 1972.

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México 1968

É verdade que Jesse Owens enfrentou os nazistas, mas em 1968, outros dois atletas, apoiados pelo movimento pelos Direitos Civis dos Estados Unidos, retomaram a luta. Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos em defesa e comunhão com o movimento, após Smith estabelecer o recorde mundial nos 200 metros. Em seguida, foram expulsos da equipe para dar o exemplo, mas são lembrados até hoje por sua coragem.

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Munique 1972

Os Jogos de Munique 1972 foram os primeiros a serem celebrados na Alemanha desde os organizados por Hitler e seus seguidores em 1936. Os eventos ficaram conhecidos como “Setembro Negro” após um comando palestino invadir o quarto da delegação israelense na Vila Olímpica. O comando imediatamente matou dois membros da equipe israelense e fez de reféns os outros nove, exigindo a libertação de 234 prisioneiros das prisões israelenses. O resgate dos reféns acabou em um banho de sangue, com os cinco terroristas, um policial alemão e os nove reféns mortos.

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Barcelona 1992

Em contraste com o “Setembro negro”, os Jogos de Barcelona 1992 são lembrados por unir nações devido à impactante imagem que representa a libertação da África do Sul do Apartheid. Derartu Tulu, etíope, e Elena Meyer, uma sul-africana branca, ocuparam o primeiro e o segundo lugar nos 10 mil metros. No fim da corrida, a duas mulheres celebraram juntas com uma volta olímpica. A imagem das duas atletas de mãos dadas simboliza uma África nova e unida.

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Barcelona 1992 (2)

Há uma imagem da história recente das olimpíadas que mostra o espírito dos jogos: o feito heróico do corredor britânico Derek Redmond. O corredor rompeu um tendão na semifinal dos 400 metros, mas estava decidido a terminar. Ele se negou a ser levado por funcionários olímpicos. Jim, o pai de Redmond, conseguiu interferir para ajudar seu filho. Pai e filho terminaram a volta de braços dados, enquanto milhões de espectadores observavam com uma sensação boa e confusa.

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Sidney 2000

Se há um nome que ecoa no mundo do esporte olímpico da Grã Bretanha, tem que ser o de Steve Redgrave. O remador britânico conquistou a incrível quantidade de cinco medalhas de ouro entre 1984 e 2000. Redgrave tinha considerado se aposentar após os jogos de Atlanta, mas seu espírito competitivo e o apoio de milhões de fanáticos britânicos o levaram aos jogos de Sidney 2000. O remador já tinha sofrido várias lesões, incluindo uma grave dor nas costas, mas isso não impediu de entrar para a história olímpica ao ganhar a sua quinta medalha de ouro consecutiva.

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Atenas 2004

Enquanto Redgrave domina o mundo do remo, Michael Phelps é a inveja de todos os nadadores olímpicos. O americano, a quem os comentaristas descrevem como “o competidor mais completo e grandioso da história de seu esporte”, ganhou a assombrosa quantidade de 16 medalhas olímpicas. O nadador levou seis medalhas de ouro e duas de bronze, em Atenas 2004, e a oitava de ouro em Pequim 2008. É o atleta com o maior número de medalhas conquistadas nos Jogos Olímpicos sem boicote.

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Pequim 2008

Os Jogos Olímpicos consistem em pressionar o corpo até seu limite e quebrar recordes. Usain Bolt acelerou o batimento cardíaco e capturou a imaginação do público ao romper os recordes de 100 e 200 metros nos jogos de Pequim 2008. O velocista jamaicano quebrou os recordes mundiais com 9,69 segundos nos 100 metros e 19,30 segundos nos 200 metros, enquanto também (junto à delegação jamaicana) estabeleceu um recorde de revezamento de 37,10 segundos.

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Pequim 2008 (2)

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 teve tudo o que uma cerimônia deve ter, e, talvez, não surpreenda que uma superpotencia queira mostrar seu poder. Foi simplesmente impressionante. Mas a cerimônia não esteve livre de controvérsias. De acordo com a agência de notícias Reuters, o evento foi “realizado por computadores, uma menina cantora foi substituída por um rosto supostamente mais bonito que dublou a sua voz e não contou com a presença de representantes das minorias étnicas da China”.