O que é uma narrativa em segunda pessoa

Escrito por tiffany roget | Traduzido por thaís silva
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O que é uma narrativa em segunda pessoa
Escrever uma narrativa em segunda pessoa é uma forma íntima de se contar uma história (Comstock/Comstock/Getty Images)

Uma narrativa em segunda pessoa é uma forma de escrita usada para contar tanto histórias ficcionais como histórias não ficcionais. Usar essa técnica proporciona aos escritores vantagens na narração histórica — assim como limita sua habilidade de transmiti-la por completo. Antes de selecionar a perspectiva de segunda pessoa como a perspectiva do narrador, pese os prós e contras desse ponto de vista. Leia livros publicados que ofereçam histórias em segunda pessoa e calcule o quão satisfeito você se sente como o leitor que recebe as informações dessa maneira.

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Não sou eu, é você

Se alguém lhe instruiu a ler, escrever ou analisar uma história narrada em segunda pessoa, você precisa procurar materiais que ofereçam um ponto de vista da pessoa "tu" que conta. O jeito mais fácil de identificar esse traço em um livro é literalmente virar as páginas procurando pela palavra "tu". Alguns autores utilizam a palavra "tu" de forma subentendida, então você deve ir mais fundo para identificar o ponto de vista. Se você se encontrar nessa situação, foque no tom da narração da história. Se você sente que o escritor está se direcionando diretamente a você e lhe conduzindo à história, você muito provavelmente estará lendo uma narrativa em segunda pessoa.

Prenda aqueles leitores

Os escritores geralmente utilizam uma narrativa em segunda pessoa porque ela proporciona o luxo de engajar os leitores de forma pessoal desde a primeira página do processo narrativo. É difícil não se sentir próximo dos personagens e da ação da história quando você sente que está sendo endereçado individualmente e convocado para a história com a palavra "tu". Outro benefício dessa narrativa é que, depois de estabelecer a conexão inicial com o leitor, em todas as vezes em que o leitor vê a palavra "tu", ele naturalmente se sente como se houvesse retornado ao centro da ação. Uma vez que você tenha prendido o leitor na história, ele se manterá pessoalmente envolvido em seu desenvolvimento.

Ação rápida

Utilizar uma narrativa em segunda pessoa para conta uma história dá ao escritor a habilidade de criar um sendo de iminência em sua narrativa. Uma vez que o leitor perceba que está sendo endereçado pessoalmente e o escritor queira compartilhar informações ou descobertas a ele de forma direta, o leitor naturalmente se envolve na história em um nível mais ativo. A diferença é parecida com ser o motorista de um carro e, por outro lado, o passageiro: como um motorista, você se sente no controle da interação e, portanto, mais fortemente presente na situação, o que é diferente de ser o passageiro, que simplesmente é levado pelo passeio.

O que é sacrificado

Por mais que a narrativa em segunda pessoa seja uma perspectiva excitante para quem lê a história, ela cria limitações e estabelece firmes fronteiras para o escritor. A segunda pessoa limita a habilidade do escritor de se distanciar do seu assunto, dando ao leitor uma perspectiva mais ampla do que está acontecendo, tanto fisicamente, na cena, como psicologicamente, na mente dos personagens. Por exemplo, ser capaz de mudar dos pensamentos de um personagem para os pensamentos de outro, como é feito na narrativa em terceira pessoa, abre a história a várias interpretações do leitor. Uma narrativa em segunda pessoa restringe as interpretações do leitor a uma única perspectiva.

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