Por que Nelson Mandela é tão importante para a África do Sul

Escrito por túlio pires bragança Google
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Por que Nelson Mandela é tão importante para a África do Sul
Nelson Mandela, prêmio Nobel da Paz e ex-presidente da África do Sul (Dan Kitwood/Getty Images News/Getty Images)

Ex-presidente da África do Sul, ganhador do prêmio Nobel da Paz de 1993 e ex-revolucionário que lutou bravamente contra o regime do apartheid, Nelson Mandela é um exemplo de vida para pessoas não só do seu país, mas de todo o mundo. Mesmo passando 27 anos preso, antes de ser liberado em 1990 para depois assumir a presidência sul-africana em 1994, os ideais de Mandela nunca encontraram barreiras. Sua história de luta e perseverança pelos direitos humanos, especialmente da população negra oprimida da África do Sul, revolucionaram o mundo atual. Saiba porque ele é uma figura tão importante em seu país.

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Nascimento

Nelson Mandela nasceu no dia 18 de julho de 1914, filho da família real Thembu, uma antiga nação da região da África do Sul que falava a língua Xhosa. Seu envolvimento com a política começou na época que ele entrou na faculdade de direito em Joanesburgo. Primeiro Mandela se envolveu com políticas anti-coloniais, porém ganhou muito mais destaque depois de 1948, quando a política do apartheid começou a ser aplicada na África do Sul. Sempre trabalhando como advogado, acabou preso várias vezes por suas atividades políticas a favor dos negros. Inicialmente seus protestos não eram violentos, porém, a partir de 1961, suas manifestações começaram a envolver bombas e artefatos explosivos, o que o colocou na mira da polícia.

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África do Sul, terra de Nelson Mandela (Hemera Technologies/AbleStock.com/Getty Images)

Apartheid

O apartheid foi uma política de segregação racial instalada em 1948 pelo Partido Nacional da África do Sul, formado por uma minoria branca do país, que durou até 1994. Segundo as normas do apartheid, a população sul-africana era dividida segundo sua cor e cada um desses grupos só poderia frequentar certas regiões do país e ter acesso a serviços destinados especificamente a cada um deles. Grandes partes da população negra, que era maioria no país, foram removidos à força de certas áreas residenciais que eram destinadas aos brancos. Também havia diferenças significativas nos tipos de serviços públicos, que eram muito melhores para os brancos e bastante precários para os negros.

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A união das raças era proibida pelo apartheid (Jupiterimages/liquidlibrary/Getty Images)

Prisão

Em 1962, Mandela foi preso, julgado e condenado por sabotagem e conspiração contra o governo sul-africano. No total, passou 27 anos na cadeia, alternando entre as prisões de Robben Island, Pollsmoor e Victor Verster. Logo após sua prisão, campanhas internacionais a favor de sua libertação surgiram em todo o mundo. Durante esse tempo, sua fama aumentou mundialmente, o que só fazia crescer a pressão da opinião pública contra o governo da África do Sul. Mandela chegou a ganhar liberdade condicional em 1985 mas recusou seu direito, pois em troca teria de renunciar sua luta pelos direitos dos negros. Somente em 1990 Mandela foi libertado, durante o governo de Frederik Willem de Klerk, o que gerou comoção em todo o país. Logo em seguida, começou a negociar com o então presidente da África do Sul pelo fim do apartheid. Em 1994, o regime de segregação de raças chegou ao fim e foram realizadas as primeiras eleições multirraciais com sufrágio universal da história do país.

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Mandela passou 27 anos na prisão (Dick Luria/Photodisc/Getty Images)

Presidência

Mandela foi eleito presidente da África do Sul em 1994 e começou o que foi chamado de Governo de Unidade Nacional, que era uma tentativa de diminuir a enorme tensão racial da época. Um dos seus primeiros atos na presidência foi promulgar uma nova constituição, na qual todos os cidadãos deveriam ter direitos iguais, e dar início a uma comissão para investigar os abusos de direitos humanos do período do apartheid. Economicamente, seguiu as políticas liberais do governo anterior, porém combateu fortemente a pobreza, aumentou a abrangência do atendimento médico e iniciou uma importante reforma agrária. Mandela se recusou a concorrer para um segundo mandato e, depois de cinco anos na presidência, passou o cargo para Thabo Mbeki, seu aliado eleito democraticamente. A África do Sul já era então um país muito mais democrático e menos racista.

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Mandela reconstruiu a África do Sul (Gary M. Prior/Getty Images Sport/Getty Images)

Últimos anos

Depois de deixar a presidência, aos 81 anos, Mandela começou a escrever uma autobiografia, projeto que foi posteriorme abandonado. Sua agenda pública continuou bastante movimentada, encontrando-se com celebridades e líderes mundiais. Em 1999, foi inaugurada a Fundação Nelson Mandela, que foca no combate a AIDS e ao vírus HIV, no desenvolvimento rural e na construção de escolas. Em 2010, mesmo com 91 anos de idade e a saúde comprometida, Mandela participou das atividades de encerramento da Copa do Mundo da África do Sul, evento que ele lutou durante muito tempo para trazer para seu país.

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Mandela e Graça Machel, sua esposa, na Copa do Mundo de 2010 (Clive Rose/Getty Images Sport/Getty Images)

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